ADELMAR DA COSTA CARVALHO

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Nome: CARVALHO, Adelmar
Nome Completo: ADELMAR DA COSTA CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, ADELMAR

CARVALHO, Adelmar

*dep. fed. PE 1955-1969.

 

Adelmar da Costa Carvalho nasceu em Olinda (PE) no dia 1º de dezembro de 1908, filho do comerciante Luís da Costa Carvalho e de Georgina de Oliveira Carvalho.

Concluindo o curso secundário, tornou-se comerciante e industrial. Em outubro de 1928, aos 19 anos, fundou a empresa Carvalho & Cia. no ramo de louças e vidros. Posteriormente, passou a atuar também nos setores de ferro, cimento e materiais de construção. Na década de 1940, tornou-se representante em Pernambuco de diversas empresas norte-americanas e alemãs. Em 1950, sua empresa, após ser reformulada a sua composição acionária, transformou-se em Carvalho S.A., tendo sido inauguradas filiais no Rio de Janeiro e em várias cidades do Nordeste.

 Em outubro de 1954, Adelmar Carvalho reelegeu-se deputado federal por Pernambuco na legenda do Movimento Popular Autonomista, coligação do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) com o Partido Social Trabalhista (PST). Renunciou ao cargo de cônsul do Paraguai em Recife, que exercera por oito anos, para assumir o mandato em fevereiro de 1955. Foi reeleito em 1958 na legenda da Frente Democrática Pernambucana, composta pelo PST, o Partido Social Democrático (PSD), o Partido Libertador (PL), o Partido Rural Trabalhista (PRT) e o Partido Democrata Cristão (PDC).

Durante o exercício do mandato, fez parte da comitiva do presidente Juscelino Kubitschek em visita a Portugal em 1960. Nessa ocasião foi condecorado pelo governo português. Em outubro de 1962 foi novamente reconduzido à Câmara, dessa vez na legenda da Frente Popular Democrática, composta pelo PSD e pela União Democrática Nacional (UDN).

Em 1965, adquiriu a empresa Cerâmica São Caetano do Norte, transformando-a em Companhia Industrial Carvalho.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964, em cuja legenda foi ainda uma vez reeleito em novembro de 1966.

No dia 7 de fevereiro de 1969, teve seu mandato cassado e os direitos políticos suspensos por dez anos com base no Ato Institucional nº 5 promulgado em 13 de dezembro do ano anterior.

Na década de 1970, a denominação da empresa Carvalho S.A. foi mudada para A. C. Carvalho Ltda. Nesse período enfrentou dificuldades econômicas que acarretaram concordata e falência de empresas com as quais mantinha relações comerciais, entre elas a Amenco, de Manaus, que Adelmar Carvalho acabou assumindo.

Atuou como colaborador de órgãos de imprensa em Pernambuco, escrevendo artigos sobre assuntos econômicos, políticos e atualidades. Foi ainda o primeiro presidente da Companhia Telefônica de Pernambuco e presidente do Sport Club do Recife durante quatro anos.

Faleceu no Recife em 25 de abril de 1990.

Era casado com Maria Ester Souto Carvalho, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1967-1971); CÂM. DEP. Relação dos dep.; COUTINHO, A. Brasil; INF. Eliane Souto Carvalho; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (3, 4, 6 e 8).

 

 

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