ADROALDO MARLI STRECK

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Nome: STRECK, Adroaldo
Nome Completo: ADROALDO MARLI STRECK

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
STRECK, ADROALDO

STRECK, Adroaldo

*const. 1987-1988; dep. fed. RS 1987-1995, 1995-1999.

Adroaldo Marli Streck nasceu em Cachoeira do Sul (RS), no dia 13 de abril de 1935, filho de Teófilo Streck e de Elvira Streck.

Iniciou ainda jovem a carreira de jornalista em sua cidade natal. Transferiu-se depois para Porto Alegre, onde foi um dos funcionários fundadores da Rádio Guaíba e ocupou o cargo de gerente durante nove anos. Em 1963, formou-se em direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

Filiado ao Movimento Trabalhista Renovador (MTR), em outubro de 1962 candidatou-se a deputado estadual. Conseguiu apenas uma suplência, mas exerceu o mandato no ano seguinte. A partir de 1976 voltou a trabalhar como jornalista na rádio e TV Guaíba e nos jornais do grupo Caldas Júnior. Streck foi também filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Retomou as atividades políticas em novembro de 1986, quando elegeu-se deputado federal constituinte pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) do Rio Grande do Sul. Empossado em fevereiro seguinte, tornou-se membro titular da Subcomissão do Sistema Financeiro, da Comissão do Sistema Tributário Orçamento e Finanças, e suplente da Subcomissão dos Estados, da Comissão da Organização do Estado, e da Comissão de Sistematização da Assembléia Nacional Constituinte.

Nas principais votações do período, manifestou-se favoravelmente ao mandado de segurança coletivo, ao aviso prévio proporcional, à manutenção da unicidade sindical, à soberania popular, à instituição do voto facultativo aos 16 anos, à manutenção do sistema presidencialista, à nacionalização do subsolo, à proibição do comércio de sangue e à anistia aos micro e pequenos empresários. Foi contrário à adoção da pena de morte, à legalização do aborto, à limitação do direito de propriedade privada, à jornada semanal de 40 horas, ao turno ininterrupto de seis horas, à estatização do sistema financeiro, à instituição do limite de 12% ao ano para os juros reais, ao mandato de cinco anos para o presidente da República, José Sarney, à limitação dos encargos da dívida externa, à criação de um fundo de apoio à reforma agrária, à legalização do jogo do bicho e à desapropriação da propriedade produtiva. Absteve-se de votar as propostas de estabilidade no emprego, remuneração 50% superior para o trabalho extra e do rompimento de relações diplomáticas com países de política racista.

Durante os trabalhos constituintes, Streck posicionou-se em várias votações em desacordo com as orientações oficiais do PDT, o que acabou provocando seu afastamento do partido. Quando a nova Constituição foi promulgada, em outubro de 1988, estava sem filiação partidária. Preferiu aguardar o resultado das eleições daquele ano para decidir seu futuro político. Decidiu-se finalmente pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), legenda fundada após o encerramento da Assembléia Constituinte.

Ainda no decorrer de 1988 tornou-se colunista do Correio do Povo, em Brasília.

No ano seguinte, foi indicado suplente da Comissão de Finanças e Tributação e titular da Comissão Especial de Política Agrícola e da Comissão de Agricultura e Política Rural da Câmara dos Deputados, tendo também sido suplente desta última.

Reeleito deputado federal pelo PSDB gaúcho em outubro de 1990, tornou-se um dos vice-líderes da bancada do partido na Câmara e membro titular da Comissão de Minas e Energia. Ainda no início da legislatura foi também indicado suplente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), criada na Câmara para investigar denúncias de fechamento de agências e postos de serviços do Banco do Brasil e possíveis irregularidades na reforma administrativa feita pelo governo federal. Foi suplente da CPI que investigou o processo de privatização da Viação Aérea São Paulo (VASP) e titular da comissão especial encarregada de analisar a proposta de emenda constitucional que previa a desregulamentação da economia. No mesmo período integrou, também como suplente, a CPI mista que apurou supostas irregularidades no Sistema Financeiro de Habitação.

Na sessão de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura de um processo de impeachment contra o presidente da República, Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade pela CPI que investigou denúncias de corrupção contra o ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro, antes de ser cassado pelo Senado. Foi substituído no cargo pelo vice Itamar Franco, que vinha exercendo a função interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em 1993 Streck foi conduzido à suplência das comissões de Agricultura e Política Rural e de Finanças e Tributação da Câmara. No ano seguinte, atuou como titular na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática. Nas votações mais importantes da legislatura, pronunciou-se a favor do Fundo Social de Emergência (FSE), criado como fonte de financiamento do programa de estabilização do governo, do fim do voto obrigatório e da instituição do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), recurso adicional para o setor de saúde. Tanto o FSE quanto o IPMF foram prorrogados na legislatura seguinte, sempre com o voto de Streck.

No pleito de outubro de 1994, candidatou-se à reeleição pelo PSDB, conquistando, desta vez, apenas uma suplência. Mas acabou assumindo uma cadeira na Câmara em substituição ao deputado Nélson Proença, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), nomeado chefe da Casa Civil do governo do Rio Grande do Sul pelo governador recém-eleito, Antônio Brito (1995-1998). No início do novo mandato, Streck integrou, como suplente, a Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática e tornou-se novamente vice-líder do PSDB e titular da Comissão de Minas e Energia da Câmara, além de ter participado de várias comissões especiais.

Nas votações das emendas constitucionais enviadas ao Congresso em 1995 pelo governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-1998), sucessor de Itamar Franco, Streck acompanhou sempre as orientações da base parlamentar governista na Câmara, pronunciando-se favoravelmente à abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; à revisão do conceito de empresa nacional e à abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo pela Petrobras e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais.

Em outubro de 1996, foi indicado pelo PSDB para a comissão especial da Câmara encarregada de analisar a proposta de emenda constitucional apresentada pelo deputado Mendonça Filho, do Partido da Frente Liberal (PFL-PE), que instituía a reeleição para ocupantes de cargos executivos — prefeitos, governadores e presidente da República. Liderando o grupo governista na comissão, juntamente com o deputado Roberto Brant (PSDB-MG), Streck foi contrário à proposta do Partido dos Trabalhadores (PT) de realização de um referendo popular para ratificar ou não a deliberação do Congresso sobre a reeleição. Tendo como principal interessado o presidente Fernando Henrique Cardoso, a emenda da reeleição foi afinal confirmada pela Câmara em fevereiro de 1997, sendo posteriormente aprovada pelo Senado. Em novembro, Streck votou a favor do destaque ao projeto de reforma administrativa do Executivo que aprovou o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor, ou por excesso de gastos com pessoal, e aos destaques da reforma da Previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado.

No pleito de outubro de 1998 candidatou-se, sem sucesso, à reeleição. Deixou com isso a Câmara em janeiro de 1999, ao término da legislatura. Assumiu posteriormente os cargos de assessor da Secretaria de Comunicação de Governo da Presidência da República, e Secretário de Assuntos Federativos da Presidência da República, secretaria responsável pela relação do Governo Federal com os mais de cinco mil municípios brasileiros, ambos na segunda gestão de Fernando Henrique Cardoso (1999-2003).

Permaneceu no exercício da Secretaria de Assuntos Federativos do Governo Federal até maio de 2002, quando assumiu o cargo de presidente da Companhia de Geração Térmica de Energia Elétrica (CGTEE), empresa do Sistema Eletrobrás, com sede em Porto Alegre, enfrentando um período de dificuldades, visto que neste momento o Governo Federal havia determinado que as empresas públicas de geração de energia não realizassem nenhum tipo de investimento sem a ajuda do capital privado.

No pleito de 2002, concorreu ao cargo de deputado federal pelo Rio Grande, na legenda do PSDB, conseguindo uma suplência. No dia 16 de janeiro de 2003, ao final da legislatura, assumiu brevemente o mandato.

Casou-se com Irene de Morais Streck, com quem teve dois filhos.

Gisela Moura

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, supl.); Diário Popular (online). Disponível em : <http://srv-net.diariopopular.com.br >. Acesso em : 19 out. 2009; Folha de S. Paulo (10/10 e 11/11/98); Folha de S.Paulo (online). Disponível em : < http://www1.folha.uol.com.br>. Acesso em : 19 out. 2009; Globo (6/1/97); Jornal do Brasil (31/10/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97 e 5/2/98); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94 e 29/9/98); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em : <http://www.camara.gov.br>. Acesso em : 19 out. 2009;

 TRIB. REG. ELEIT. Relação (1998); Zero Hora (online) 30 maio 2002. Disponível em : <http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=capa_online>. Acesso em : 19 out. 2009.

 

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