AIRTON LANGARO DIPP

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Nome: DIPP, Airton
Nome Completo: AIRTON LANGARO DIPP

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DIPP, AÍRTON

DIPP, Aírton

*dep. fed. RS 1995-2003.

Aírton Langaro Dipp nasceu em Passo Fundo (RS) no dia 15 de outubro de 1950, filho de Daniel Dipp e de Helena Langaro Dipp. Seu pai foi deputado federal pelo Rio Grande do Sul entre 1955 e 1963. O irmão Gílson Dipp tornou-se ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) em junho de 1998.

Formou-se em engenharia civil em 1973 na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. No ano seguinte fez curso sobre segurança do trabalho na mesma universidade. De volta à cidade natal, exerceu o cargo de secretário municipal de Obras entre 1977 e 1979. Em 1980, começou a trabalhar num escritório de engenharia e assumiu a presidência da Associação dos Engenheiros e Arquitetos de Passo Fundo.

Iniciou sua atuação política em 1981, quando ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT). Em 1987, tornou-se coordenador da comissão para implantação do curso de engenharia civil na Universidade de Passo Fundo, função que exerceu até o ano seguinte.

Em novembro de 1988 ano em que também concluiu curso de estrutura de concreto armado na Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Porto Alegre —, elegeu-se prefeito de Passo Fundo, assumindo o mandato em janeiro de 1989. Membro do diretório municipal do PDT até 1992, foi também presidente da Associação dos Municípios da Zona de Produção, de 1991 a 1992. Em agosto deste último ano, renunciou à prefeitura para ser secretário das Minas, Energia e Comunicações do Rio Grande do Sul no governo de Alceu Colares (PDT), assumindo em seu lugar o vice-prefeito Carlos Armando Salton, também do PDT. Dipp permaneceu na secretaria até 1993, ano em que representou o estado em visita oficial a várias cidades da África do Sul.

Indicado para o diretório regional do PDT em 1993, em outubro do ano seguinte candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul, tendo como base eleitoral Passo Fundo e a região norte do estado. Eleito, tomou posse em fevereiro de 1995, passando a integrar, como titular, a Comissão de Minas e Energia e, como suplente, as comissões de Defesa Nacional, Relações Exteriores, Agricultura e Política Rural e de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.

Nas principais sessões da Câmara em 1995, quando estiveram em pauta as emendas à Constituição enviadas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, Dipp votou contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras; a revisão do conceito de empresa nacional; a abolição do monopólio estatal nas telecomunicações, na exploração do petróleo e na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais; e a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), substituto do antigo Fundo Social de Emergência (FSE), criado na legislatura anterior para financiar o plano de estabilização econômica do Executivo.

Com a abertura dos trabalhos legislativos de 1996, Dipp tornou-se suplente da Comissão de Minas e Energia e primeiro-vice-presidente da Comissão de Desenvolvimento Urbano e Interior da Câmara. Na sessão de 24 de julho desse mesmo ano, votou contra a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que sucedeu ao Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), criado na legislatura anterior como fonte de financiamento da área de saúde.

Em outubro de 1996, foi novamente candidato a prefeito de Passo Fundo na coligação formada pelo PDT, pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB) e pelo Partido Comunista do Brasil (PCdoB). Derrotado pelo médico Júlio César Cancild Teixeira, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), continuou exercendo o mandato de deputado federal, sendo indicado, no início de 1997, terceiro vice-presidente da Comissão de Minas e Energia. Dipp participou ainda de várias comissões especiais da Câmara.

Em fevereiro de 1997, votou contra a emenda que estabeleceu o direito de reeleição para prefeitos, governadores de estado e presidente da República; e em novembro, contra o destaque ao projeto de reforma administrativa do governo federal que instituiu a possibilidade de demissão de servidores públicos por mau desempenho ou toda vez que os gastos com pessoal superassem 60% da arrecadação.

Reelegeu-se em outubro de 1998, na coligação Frente Trabalhista Rio-Grandense, formada pelo PDT, pelo Partido Social Trabalhista (PST) e pelo Partido da Mobilização Nacional (PMN). Em novembro, votou contra os destaques da reforma da previdência que propunham o estabelecimento de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e a adoção dos critérios de idade mínima e de tempo de contribuição para a concessão de aposentadorias no setor privado. Assumiu novo mandato em fevereiro de 1999. Neste mesmo ano foi nomeado presidente do Partido Democrático Trabalhista (PDT).

Na Câmara dos Deputados, Dipp atuou nas Comissões de Minas e Energia, na Comissão de Relações Exteriores e na Comissão Mista de Orçamento e Comissão Mista que discutiu a crise energética, e chegou a presidir a Comissão de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente e Economia.

Tentou reeleger-se em 2002, mas obteve apenas uma suplência.

De fevereiro de 2003 a janeiro de 2004, Airton Dipp assumiu a presidência da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos. Em 2004, foi novamente eleito prefeito de Passo Fundo, Rio Grande do Sul, na legenda do PDT, reelegendo-se para este cargo em 2008.

Casou-se com Maria Cristina Handel Dipp, com quem teve dois filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Estado de S. Paulo (5/7/96); Folha de S. Paulo (31/1/95; 14/1/96; 30/1/97; 5/2, 12/3, 29/9, 10/10 e 11/11/98; 2/2/99); TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998); Portal da Prefeitura Municipal de Passo Fundo (http://www.pmpf.gov.br; acessado em 10/11/2009); Portal JusBrasil (http://www.jusbrasil.com.br; acessado em 10/11/2009); Portal da Câmara dos Deputados (http://www.camara.gov.br; acessado em 10/11/2009)..

 

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