ALBERTO DA SILVA LAVINAS

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: LAVINAS, Alberto
Nome Completo: ALBERTO DA SILVA LAVINAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LAVINAS, ALBERTO

LAVINAS, Alberto

*dep. fed. RJ 1971-1979; sen. RJ 1980.

 

Alberto da Silva Lavinas nasceu em Três Rios (RJ) no dia 10 de maio de 1930, filho de Aníbal Peixoto Lavinas e de Nadir da Silva Lavinas.

Formado em 1951 pela Faculdade de Odontologia de Juiz de Fora (MG), dedicou-se também ao comércio.

Ingressou na política elegendo-se vereador em Três Rios no pleito de outubro de 1958 e vice-prefeito do município em 1962. Encerrou o mandato de vereador no início de 1963 e, em seguida, assumiu o novo cargo. Em 1966 elegeu-se prefeito, sendo empossado no cargo no ano seguinte. Em 1970 desincompatibilizou-se do cargo executivo para candidatar-se à Câmara dos Deputados pelo estado do Rio no pleito de novembro daquele ano. Eleito na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, assumiu o mandato em fevereiro de 1971. Na legislatura então iniciada, integrou a Comissão de Saúde e foi suplente da Comissão de Transportes, Comunicações e Obras Públicas da Câmara, tornando-se ainda vice-presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia em 1973.

Reeleito em novembro de 1974, continuou a integrar a Comissão de Ciência e Tecnologia da Câmara na legislatura iniciada em 1975. Nesse mesmo ano, após a fusão do estado do Rio com o estado da Guanabara, vinculou-se ao grupo político liderado pelo deputado Ário Teodoro, adversário do grupo liderado no MDB pelo senador Ernâni Amaral Peixoto. Aderiu então à corrente do ex-governador da Guanabara Antônio de Pádua Chagas Freitas.

Mesmo ante a possibilidade de uma reeleição tranqüila, em 1978 Alberto Lavinas aceitou figurar como suplente na chapa de Amaral Peixoto, escolhido senador por via indireta. Essa decisão fazia parte de um acordo entre as duas facções do MDB, o qual garantia ao líder de seu grupo, Chagas Freitas, o retorno ao governo do estado do Rio. Assim, deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1979. Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro deste ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Aliança Renovadora Nacional (Arena), legenda de sustentação do regime militar.

Empossado senador em junho de 1980, em virtude da licença do titular Amaral Peixoto, foi membro da Comissão de Finanças. Deixou o Senado em outubro seguinte, com o retorno do titular.

Em 1988, ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), liderado pelo ex-governador do Rio de Janeiro, Leonel Brizola. Nessa legenda, candidatou-se à prefeitura de Três Rios, elegendo-se, no pleito de novembro daquele ano, com 70% dos votos do município. Assumiu seu mandato em janeiro de 1989. Fiel ao seu estilo administrativo voltado para a execução de obras, Lavinas implantou o serviço de tratamento de água da cidade, construiu cerca de mil casas populares e modernizou ruas e avenidas para implantar o novo plano viário da cidade. Além disso, concluiu a avenida Beira-Rio, obra iniciada havia 21 anos e que passou a levar o seu nome.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 2 de fevereiro de 1991.

Era casado com Itaci dos Santos Lavinas, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); Jornal do Brasil (16 e 24/10 e 15/11/78, 3/2/91); NÉRI, S.16; Perfil (1972).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados