ALBERTO DEODATO MAIA BARRETO

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Nome: DEODATO, Alberto
Nome Completo: ALBERTO DEODATO MAIA BARRETO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
DEODATO, ALBERTO

DEODATO, Alberto

*dep. fed. MG 1951-1955.

 

Alberto Deodato Maia Barreto nasceu em Maroim (SE) no dia 27 de dezembro de 1896, filho de José Caetano Barreto e de Inês Maia Barreto. Era sobrinho do deputado federal eleito por Sergipe Deodato da Silva Maia e primo do senador, também de Sergipe, Leandro Maynard Maciel.

Realizou os estudos primários no Colégio dos Irmãos Maristas, em Salvador, e o curso secundário no Colégio Pedro II, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, bacharelando-se em 1919 pela Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais da capital do país. Iniciou a vida profissional como promotor público adjunto da comarca de Capela (SE), transferindo-se depois para Belo Horizonte, onde ocupou o cargo de oficial-de-gabinete de Daniel de Carvalho, secretário de Agricultura durante o governo de Raul Soares (1922-1924). Foi diretor da Folha da Noite, da Folha do Dia e do Correio Mineiro, todos de Belo Horizonte, além de colaborador dos jornais cariocas Gazeta de Notícias, A Folha, O País e Fon-Fon.

Em 1934, filiou-se ao Partido Progressista (PP) de Minas Gerais, elegendo-se em 1936 vereador à Câmara Municipal de Belo Horizonte. Exerceu o mandato apenas até 10 de novembro de 1937, quando foi implantado o Estado Novo e decretada a extinção de todos os órgãos legislativos do país. Engajado na vida política, foi um dos signatários do Manifesto dos mineiros, lançado em outubro de 1943 e assinado pelos mais importantes nomes da política mineira, reivindicando a redemocratização do país. O documento foi a primeira manifestação ostensiva de oposição ao Estado Novo partida das lideranças políticas liberais e conservadoras.

No pleito de janeiro de 1947, elegeu-se suplente de deputado à Assembléia Constituinte mineira na legenda da União Democrática Nacional (UDN), exercendo o mandato de maio a dezembro de 1947 e de agosto a novembro de 1949. Eleito em outubro de 1950 deputado federal por Minas Gerais na mesma legenda, durante o exercício de seu mandato, que se iniciou em fevereiro de 1951, assumiu a presidência da seção estadual da UDN e foi por várias vezes relator da Comissão de Economia da Câmara. Ainda nesse período, participou da conspiração político-militar para depor o presidente Getúlio Vargas, da qual resultou o suicídio deste em agosto de 1954. Deixou a Câmara Federal em janeiro de 1955 e, entre esse ano e 1956, colaborou na revista Maquis, dirigida por Fidélis Amaral Neto. Escreveu também para diversos jornais do Rio e de Belo Horizonte.

Em 1964, juntamente com o governador mineiro José de Magalhães Pinto, participou da conspiração que depôs o presidente João Goulart no dia 31 de março. Logo em seguida, foi nomeado interventor nas emissoras de rádio e televisão de Minas Gerais.

Professor por concurso das cadeiras de ciências das finanças e de direito internacional público na Faculdade de Direito de Minas Gerais, da qual foi diretor, dirigiu também o Abrigo de Menores e a Escola de Reforma de Belo Horizonte. Pertenceu ainda à Academia Mineira de Letras e ao Conselho Federal de Educação.

Faleceu em Belo Horizonte no dia 16 de agosto de 1978.

Casou-se duas vezes: a primeira com Maria Augusta Branca Barreto, com quem teve cinco filhos, e a segunda com Ivete Camargo Barreto.

Publicou A cruz da estrada (romance, 1915), Francisco Camerino, voluntário paisano (trabalho histórico, 1917), A doce filha do juiz (romance, 1919), Senzalas (contos, 1919), Rio de Janeiro (1919), Canaviais (1º prêmio do concurso de contos da Academia Brasileira de Letras em 1927, contos, 1922), Da Doutrina de Monroe (1927), As funções extrafiscais do imposto (tese de concurso, 1949), Contra o divórcio (1951), Nacionalização dos bancos estrangeiros (1951), O divórcio no Brasil (1954), Declaração Universal dos Direitos do Homem (1955), Mensagem aos moços (1958), Roteiros da Lapa e outros roteiros (crônicas, 1960), Caravelas e bateias (1962), Os políticos e outros bichos domésticos (1963), Dois discursos na Academia (1964), Nos tempos de João Goulart (1965), O milagre brasileiro (1971), Nova Iorque, Paris e Maroim (1975) e Manual de ciência das finanças (1977), além de peças teatrais encenadas no Rio e em Belo Horizonte, como as comédias A pensão de Nicota e Um bacharel em apuros, e a opereta Flor tapuia.

 

 

FONTES: ASSEMB. LEGISL. MG. Dicionário biográfico; BELEZA, N. Evolução; CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Relação dos dep.; CISNEIROS, A. Parlamentares; Grande encic. Delta; Grande encic. portuguesa; HIPÓLITO, L. Manifesto; Jornal do Brasil (17/8/78); Maquis; MENESES, R. Dic.; Personalidades; Rev. Arq. Públ. Mineiro (12/76); Súmulas; Veja (27/4/77); VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

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