ALBERTO, Luis (BA)

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Nome: ALBERTO, Luis (BA)
Nome Completo: ALBERTO, Luis (BA)

Tipo: BIOGRAFICO


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ALBERTO, Luís

* dep. fed. BA 1997-1999, 2001-2007 e 2008-

 

Luís Alberto Silva dos Santos nasceu no município de Maragogipe (BA) no dia 13 de janeiro de 1953, filho de Adalberto dos Santos e de Eulina Silva dos Santos.

Cursou a Escola Técnica Estadual de Comércio em Salvador, pela qual se formou técnico de administração em 1974. Nesse ano, foi admitido por concurso como vigilante da Petrobras. Envolveu-se na organização de associações de moradores e participou de movimentos populares e sindicais. De 1977 a 1979, tornou-se membro da coordenação do Trabalho Conjunto da Cidade de Salvador, bloco de forças políticas de oposição ao regime militar liderado por setores da esquerda da Igreja católica e do Partido Comunista do Brasil (PC do B), e composto por associações de profissionais liberais, estudantis e de bairros. Participou, em 1978, da fundação do Movimento Negro Unificado.

Participou das articulações para a fundação do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia em 1980, e da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em 1984, representando o grupo de oposição ao Sindicato do Ramo Químico e Petroleiro da Bahia. De 1980 a 1984 foi secretário e diretor da Associação de Moradores da Sussunga, um dos bairros do subdistrito de São Caetano, na Cidade Baixa, em Salvador, e em 1991 foi nomeado secretário-geral do Sindicato do Ramo Químico e Petroleiro da Bahia. Três anos depois aposentou-se da Petrobras e tornou-se conselheiro do Centro de Educação e Cultura Popular (Cecup) e do Grupo de Capoeira Angola Pelourinho (GCAP), em Salvador. Em 1995 integrou o Conselho Estadual de Proteção aos Direitos Humanos e foi conselheiro do Grupo Cultural Olodum. De 1996 a 1998 foi coordenador nacional do Movimento Negro Unificado.

Nas eleições de 1994 candidatou-se a deputado federal pela Bahia na legenda do PT e obteve uma suplência.  Assumiu o mandato em caráter efetivo em janeiro de 1997, em substituição a Beto Lelis, do Partido Socialista Brasileiro (PSB), e exerceu-o até o fim da legislatura em 1999. Tendo obtido novamente uma suplência em 1998, foi efetivado em 4 de janeiro de 2001, assumindo o  lugar de  Geraldo Simões, do PT. Na ocasião fundou o Núcleo de Parlamentares Negros do PT.

Em 2002 foi eleito deputado federal. Empossado em fevereiro de 2003, articulou a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Igualdade Racial, que posteriormente presidiu, e o I Encontro de Parlamentares Negros e Negras das Américas e do Caribe, realizado em Brasília em novembro daquele ano. Participou também da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, da qual foi primeiro vice-presidente de 2005 a 2006. Ainda em 2005 assumiu a vice-liderança do PT na Câmara, função que exerceu até maio de 2006. Em outubro desse ano, foi convidado por Jaques Wagner, do PT, governador eleito da Bahia, a integrar o governo do estado. Licenciou-se do mandato de deputado e em fevereiro de 2007 e assumiu a Secretaria Estadual de Promoção da Igualdade. Deixando a secretaria, reassumiu o mandato na Câmara em 11 de agosto de 2008.

Casou-se e teve três filhos.

 

 

Marco Antônio Roxo da Silva

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados (http://www2.camara.gov.br/, acessado em 27/9/2008), Portal da Fundação Cultural Palmares (www.palmares.gov.br, acessado em 1/10/2008), e CARVALHO, Joandina Maria de. Um oposicionista na política baiana nos anos 1990: a trajetória de Paulo Jackson Vilasboas. Rio de Janeiro: Dissertação de Mestrado, PPGHPBC-CPDOC/FGV, 2007.

 

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