ALBERTO VASCONCELOS DA COSTA E SILVA

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Nome: SILVA, Alberto Costa e
Nome Completo: ALBERTO VASCONCELOS DA COSTA E SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SILVA, ALBERTO COSTA E

SILVA, Alberto Costa e

*diplomata; emb. Bras. Portugal 1986-1990; emb. Bras. Paraguai 1994-1995.

Alberto Vasconcelos da Costa e Silva nasceu em São Paulo no dia 12 de maio de 1931, filho de Antônio Francisco da Costa e Silva e Creusa Vasconcelos da Costa e Silva.

Fez o curso de preparação à carreira de diplomata no Instituto Rio Branco (IRBr) e foi nomeado terceiro-secretário em fevereiro de 1958, ano em que obteve ainda o certificado de estudos da Organização dos Estados Americanos (OEA) e fez o curso de aperfeiçoamento de diplomatas do IRBr.

Na Secretaria de Estado das Relações Exteriores (SERE), instalada no palácio Itamarati do Rio de Janeiro, foi assistente do chefe do Departamento Econômico e Comercial (1958-1959) e participou das negociações do ajuste de comércio e pagamentos com o Japão (1958-1959). Removido para Portugal em 1960, serviu como terceiro-secretário na embaixada em Lisboa até 1961 quando seria promovido, por merecimento, a segundo-secretário, continuando no posto nessa função até 1963. Enquanto lotado em Lisboa, foi delegado do Brasil na reunião da Comissão Econômica das Nações Unidas para a África, em Adis-Abeba (1961), participou das comitivas do Brasil às solenidades da proclamação da independência de diversos estados africanos (1960-1961), da reunião dos principais produtores de cacau em Abidjan (Costa do Marfim) (1962) e da Conferência Internacional do Café (1962) em Nova Iorque. Transferido em 1963 para a Venezuela, serviu como segundo-secretário na embaixada em Caracas até 1964, passando a seguir a exercer a função de cônsul (1964-1967) e sendo promovido a primeiro-secretário em março de 1967.

De volta à SERE, foi auxiliar do secretário-geral de Política Exterior (1967-1969) e integrou a sessão brasileira da Comissão Econômica Luso-Brasileira em Lisboa (1968), tendo ainda lecionado prática diplomática no curso de aperfeiçoamento de diplomatas do IRBr (1968 a 1970). Enviado para os Estados Unidos, serviu como primeiro-secretário na embaixada em Washington de 1969 a 1970, tendo participado da Conferência do Desarmamento e da sessão do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (Ecosoc), realizada em Genebra em 1970, bem como do encontro anual de chanceleres nos termos do Acordo de Amizade e Consulta Brasil-Portugal em Lisboa (1970).

Retornando ao Brasil, foi oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, embaixador Mário Gibson Barbosa (1970 e 1972) e professor do Curso de Aperfeiçoamento de Diplomatas do Instituto Rio Branco entre (1971 e 1972), exercendo a função de assessor no III Período Extraordinário de Sessões da Organização dos Estados Americanos (OEA) em Washington (1971). Em 1973, foi promovido por merecimento, a conselheiro em janeiro e a ministro de segunda classe em agosto. Ainda em 1973 participou de numerosas comitivas ministeriais em visitas oficiais ao exterior e no ano seguinte foi removido para a Espanha. Como ministro-conselheiro na embaixada em Madri (1974-1976) integrou a Comissão Mista Brasil-Espanha (1974-1975) e em 1977 seguiu para a Itália onde serviu como ministro-conselheiro na embaixada em Roma até 1979.

Promovido a ministro de primeira classe em julho de 1980, foi removido para a Nigéria e ocupou a embaixada em Lagos até 1983 exercendo, cumulativamente, a função de embaixador em Cotonu (Benin) (1981-1983). Nesse período foi subchefe da delegação do Brasil à Assembléia Geral da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) em Paris (1983). De volta à SERE, representou o ministro das Relações Exteriores, embaixador Ramiro Saraiva Guerreiro, nos encontros realizados em São Domingos sob o patrocínio da OEA para preparar as comemorações do V Centenário do Descobrimento da América (1984), e chefiou a delegação brasileira na Comissão Mista Brasil-Bélgica em Bruxelas (Bélgica, 1984). Nesse período, de 1983 a 1985, presidiu a banca examinadora do Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco, e entre 1984 e 1985 integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral.

Em 1985, recebeu o título de doutor honoris causa pela Universidade Obatemi Awolowo de Ifé, Nigéria. Removido em 1986 para Portugal, ficou à frente da embaixada em Lisboa até 1990 participando, nesse período, da comissão nacional para as comemorações do Centenário da Abolição da Escravatura (1987). Em 1990, deixou Portugal, sendo substituído por Luís Felipe Lampreia, e foi transferido para Bogotá (Colômbia). À frente da embaixada brasileira na capital colombiana, chefiou as delegações brasileiras à reunião dos ministros das Relações Exteriores do Mecanismo Permanente de Consulta e Concertação Política (Grupo do Rio) em Bogotá (1991) e à IX Conferência Ibero-Americana e III Conferência Internacional de Comissões do V Centenário do Descobrimento da América também em Bogotá (1991), além de ter participado do VI Conselho de Ministros da Associação Latino-Americana de Integração (ALADI) em Cartagena (1991) e integrado a comitiva presidencial à V Reunião de Cúpula do Grupo do Rio (Cartagena, 1991).

Transferido em 1994 para o Paraguai, sucedeu ao embaixador Carlos Eduardo Afonseca Alves de Sousa na chefia da embaixada em Assunção e foi sucedido, em 1995, pelo embaixador Márcio Dias. No quadro especial desde que completou 15 anos como ministro de primeira classe, passou a chefiar a Inspetoria do Serviço Exterior do MRE, em 1995, permanecendo no cargo até 1998. Logo em seguida, aposentou-se. Entre 1995 e 2000, foi também vice-presidente da banca examinadora do Curso de Altos Estudos do Instituto Rio Branco. Em 1997, passou a integrar o Comitê Científico do Programa Rota do Escravo, da UNESCO, no qual permaneceu até 2005.

Detentor de um grande número de condecorações durante a sua carreira, recebeu o Prêmio Juca Pato – Intelectual do Ano de 2003,  da União Brasileira de Escritores e do jornal Folha de S. Paulo.

Poeta, possui extensa lista de publicações, entre as quais O parque e outros poemas (1953); O tecelão (1962); Alberto da Costa e Silva Carda, Fia, Doba e Tece (1962); Livro de linhagem (1966); As linhas da mão (1978), que recebeu o Prêmio Luísa Cláudio de Sousa, do PEN Clube do Brasil; A roupa no Estendal, o muro, os pombos (1981); Consoada (1993); Ao lado de Vera (1997), ganhador do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro; e Poemas reunidos (2000),  ganhador do Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro. Africanista renomado, publicou A enxada e a lança: a África antes dos Portugueses (1992); As relações entre o Brasil e a África Negra, de 1822 à 1ª Guerra Mundial (1996); A manilha e o libambo: a África e a escravidão, de 1500 a 1700 (2002), Prêmio Sérgio Buarque de Holanda, da Fundação Biblioteca Nacional e Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro, em 2003; Um rio chamado Atlântico. A África no Brasil e o Brasil na África, (2003); Francisco Félix de Souza, mercador de Escravos (2004).

Entre suas outras publicações estão diversos ensaios: O Vício da África e Outros Vícios (1989); Guimarães Rosa, Poeta (1992); Mestre Dezinho de Valença do Piauí (1999); O Pardal na Janela (2002); Das Mãos do Oleiro (2005); Castro Alves, um Poeta sempre Jovem (2006). Alberto Costa e Silva escreveu ainda memórias, literatura infanto-juvenil, antologias, organizou obras coletivas e fez versões e adaptações de outras obras.

Casou-se com Vera da Costa e Silva, com quem teve três filhos, um dos quais se tornou diplomata.

FONTE: ACADEMIA BRASILEIRA DE LETRAS Internet; MIN. REL. EXT. Anuário (1983 e 1992).

 

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