Luís Roberto de Albuquerque

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Nome: ALBUQUERQUE, Beto
Nome Completo: Luís Roberto de Albuquerque

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ALBUQUERQUE, Beto


*dep. fed. RS 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011, 2011-


Luís Roberto de Albuquerque nasceu na cidade de Passo Fundo (RS) no dia 6 de janeiro de 1963, filho de Telmo Lopes Albuquerque e de Vanir Teresinha Turra de Albuquerque.

Começou a trabalhar aos 15 anos como mecânico. Em 1984 ingressou no curso de história na Universidade de Passo Fundo (UPF). Iniciou a atividade política ainda na universidade como presidente do Diretório Acadêmico de 1984 a 1985. Em 1986 presidiu o Diretório Central dos Estudantes (DCE), filiou-se ao Partido Socialista Brasileiro (PSB) e abandonou o curso de história para estudar direito. Paralelamente dirigiu a Associação Passo-Fundense de Defesa do Consumidor de 1987 a 1990 e foi membro fundador do Movimento de Justiça e Direitos Humanos na cidade. Em 1988 candidatou-se a vereador, obtendo uma suplência, e desse ano até 1990 presidiu o diretório municipal do PSB. Bacharelou-se em 1990.

No pleito de outubro de 1990 elegeu-se deputado estadual no Rio Grande do Sul, na legenda do PSB. Empossado em 1991, assumiu a liderança do PSB na Assembleia Legislativa, até 1995. Reeleito em outubro de 1994, ao tomar posse em fevereiro de 1995 foi reconduzido ao posto de líder do PSB, no qual permaneceu até o final do mandato, em 1999.

Em 1998 elegeu-se deputado federal por seu estado na legenda do PSB. Assumiu o mandato em fevereiro de 1999, mas logo depois se licenciou para assumir a Secretaria de Transportes do Estado do Rio Grande do Sul no governo de Olívio Dutra, do Partido dos Trabalhadores (PT) (1999-2003). Permaneceu na secretaria até 2002, quando se desincompatibilizou para reeleger-se deputado federal. Após a posse em fevereiro de 2003, tornou-se vice-líder do governo na Câmara dos Deputados. No ano seguinte, disputou as eleições para prefeito de Porto Alegre em uma coligação do PSB com o Partido Social Cristão (PSC), mas não se elegeu. Ao retomar o mandato, reassumiu a vice-liderança do governo na Câmara e, a partir de 2005, passou a integrar como titular a Comissão Permanente de Viação e Transportes.  No ano seguinte, foi também relator da Comissão Especial de gestão de Florestas Públicas.

Nas eleições de outubro de 2006, reelegeu-se pela terceira vez deputado federal. Ao ser empossado, em fevereiro de 2007, foi reconduzido ao posto de vice-líder do governo na Câmara dos Deputados e integrou como titular a Comissão de Viação e Transportes. Em 2008 foi designado primeiro vice-presidente da comissão especial para a criação de novos municípios, e em 2009 participou como membro titular da Comissão Especial de Fontes Renováveis de Energia (Pl nº 2401/03).

Em 2010, lançou-se pré-candidato ao Governo do Rio Grande do Sul nas eleições a serem realizadas em Outubro. Cinco meses antes do pleito, no entanto, abriu mão da candidatura em função da dificuldade de composição de uma coligação. No tento por um quarto mandato parlamentar consecutivo, entretanto, foi reeleito em Outubro de 2010 com 200 mil votos. Empossado na legislatura iniciada em 2011, licenciou-se do cargo já em Fevereiro para assumir então a secretaria de infraestrutura e logística do Rio Grande do Sul, a convite do governador Tarso Genro. Permaneceu na secretaria até Novembro de 2012, quando reassumiu seu mandato na Câmara dos Deputados.

Em Fevereiro, apoiou a candidatura do deputado mineiro Júlio Delgado, do mesmo partido, à presidência da Mesa Diretora da Câmara, mas apesar dos 165 votos recebidos, o socialista foi derrotado por Henrique Eduardo Alves, do PMDB. Integrante da Comissão Permanente de Constituição e Justiça (CCJ) e conduzido à liderança do PSB na Câmara, Albuquerque foi o principal interlocutor do partido com o governo federal em meio à tramitação da Medida Provisória 595 - conhecida pela alcunha de MP dos Portos, por tratar do modelo de exploração e gestão das instalações portuárias do país -, enquanto discutia-se também a possibilidade do correligionário governador pernambucano Eduardo Campos, aliado ao governo federal, lançar candidatura própria à Presidência da República em 2014. Ambos os fatos teriam criado ruídos devido à importância estratégica do Porto de Suape, localizado também em Pernambuco, e pelas dificuldades impostas à votação da MP por membros do PMDB, principal aliado do governo federal. Em Setembro, o PSB deixou oficialmente a base aliada, passando a adotar, de acordo com Albuquerque, postura independente no Congresso Nacional.

Após tentativa mal sucedida de Marina Silva fundar novo partido, em 2013, Beto Albuquerque atuou como um dos articuladores da filiação da ex-senadora e ex-candidata à Presidência ao PSB. No ano seguinte, lançou-se candidato a uma vaga no Senado Federal pelo Rio Grande do Sul para o pleito de Outubro, para o qual seu partido também confirmou a candidatura própria à Presidência da República, com Eduardo Campos e Marina Silva, respectivamente, presidenciável e vice. No mês de Agosto, no entanto, um acidente aéreo ocorrido no litoral de São Paulo durante a campanha vitimou o pernambucano Eduardo Campos, tendo levado Marina Silva ao posto de candidata à Presidência pelo PSB. Para substituí-la na candidatura à vice-presidência, por sua vez, o partido optou pela indicação de Beto Albuquerque, que então abdicou do tento para o Senado Federal e assumiu a vaga na disputa presidencial.

Nas pesquisas de intenção de voto realizadas nas semanas seguintes ao acidente e às mudanças na chapa, Marina Silva e Beto Albuquerque chegaram a figurar entre os mais votados para a disputa, mas com a proximidade do pleito, tal ascensão cessou. Tal pausa foi expressa nas eleições gerais, realizadas em 5 de Outubro de 2014, quando a Coligação Unidos Pelo Brasil, composta por PPS, PHS, PPL, PRP e PSL, além do PSB, recebeu 22.176.619 votos, tendo sido a terceira mais votada. Na ocasião, o pleito foi ao segundo turno, disputado pela candidata à reeleição pelo PT, Dilma Rousseff, e o tucano Aécio Neves, que receberam, respectivamente, 43 e 34 milhões de votos.

Publicou em 1999, no livro Rio Grande do Sul: estado e cidadania, organizado por J. Luís Marques, o capítulo “Infraestrutura de transportes no Rio Grande do Sul”; em 2002, com Ricardo Rossato, publicou o livro UERGS: uma trajetória vitoriosa. Registros para a história.

Casou-se com Débora Gelatti, com quem teve três filhos.

 

Manoel Henrique de Sousa Cantalejo/Jean Spritzer

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br>. Acesso em: 15/10/2014; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://www.congressoemfoco.uol.com.br/>. Acesso em 15/10/2014; Portal O Estado de São Paulo. Disponível em: <http://www.estadao.com.br>. Acesso em 15/10/2014; Portal O Globo. Disponível em: <http://www.oglobo.com.br/>. Acesso em 15/10/2014; Portal pessoal do dep. fed. Beto Albuquerque. Disponível em: <http://www.betoalbuquerque.com.br>. Acesso em: 19/09/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br/>. Acesso em 15/10/2014.

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