ALCIR DE MELO PIMENTA

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Nome: PIMENTA, Alcir
Nome Completo: ALCIR DE MELO PIMENTA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PIMENTA, ALCIR

PIMENTA, Alcir

*dep. fed. GB 1971-1975; dep. fed. RJ 1975-1983.

Alcir de Melo Pimenta nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 5 de novembro de 1933, filho de Claudionor da Costa Pimenta e de Abigail de Melo Pimenta.

Em 1963 diplomou-se pela Faculdade de Filosofia de Campo Grande, em sua cidade natal. Professor, foi chefe do 10º Distrito de Educação Supletiva de 1965 a 1970.

Com base política em Campo Grande, elegeu-se no pleito de novembro de 1970 deputado federal pelo então estado da Guanabara na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Assumiu o mandato em fevereiro de 1971 e nessa legislatura foi membro efetivo da Comissão de Minas e Energia, suplente da Comissão de Educação e Cultura e vice-presidente da Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara. Em março de 1974, foi um dos sete representantes do MDB a comparecer à posse do general Ernesto Geisel na presidência da República.

Defensor das causas trabalhistas e do magistério público, reelegeu-se em novembro de 1974, já pelo estado do Rio de Janeiro. Nessa legislatura participou das comissões de Redação e de Educação e Cultura da Câmara dos Deputados. Reeleito na mesma legenda em novembro de 1978, permaneceu na Comissão de Educação e Cultura da Câmara. Pertencente ao grupo chaguista do MDB fluminense, liderado pelo governador Antônio de Pádua Chagas Freiras, preconizou em julho de 1979 uma atuação moderada de seu partido, afirmando que a oposição cresceria no conceito do governo e da opinião pública se não se deixasse seduzir pelos que pretendiam criar um clima de intranqüilidade política capaz de pôr em risco a estabilidade do regime.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Popular (PP).

Com a incorporação do PP ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) — sucessor do MDB — em fevereiro de 1982, filiou-se a esta agremiação oposicionista. Por esta legenda tentou reeleger-se à Câmara Federal, porém só obteve uma suplência.

Candidato à Assembléia Nacional Constituinte no pleito de novembro de 1986, não conseguiu se eleger. Em 1990, filiou-se ao Partido da Reconstrução Nacional (PRN), fundado por ocasião do lançamento da candidatura vitoriosa de Fernando Collor de Melo à presidência da República no ano anterior. Por esta legenda, candidatou-se à Câmara dos Deputados para a legislatura 1991-1995, mas também obteve apenas uma suplência.

Em 1995, tornou-se administrador regional do bairro de Campo Grande, no Rio de Janeiro, na gestão do prefeito César Maia. Afastou-se do cargo em fevereiro do ano seguinte, por desentendimentos com o subprefeito da Zona Oeste, Válter Luís da Silva.

Casou-se com Marina dos Santos Pimenta, com quem teve duas filhas.

Dedicou-se também à literatura, escrevendo livros como A arte de governar (1980), Quando os anjos vão à guerra (1997), A primavera trouxe a flor (1999) e De olhos no céu (2001).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1971-1975 e 1975-1979); INF. BIOG.; Jornal do Brasil (16/1 e 22/11/74, 20/11/78 e 14/7/79); NÉRI, S. 16; Perfil (1972 e 1980).

 

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