ALDO DA SILVA FAGUNDES

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Nome: FAGUNDES, Aldo
Nome Completo: ALDO DA SILVA FAGUNDES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FAGUNDES, Aldo

FAGUNDES, Aldo

* dep. fed. RS 1967-1983.

 

Aldo de Silva Fagundes nasceu em Alegre­te (RS) no dia 27 de maio de 1931, filho de Euclides Fagundes e de Florentina da Silva Fagundes.

Bacharelou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio Grande do Sul em 1956. Desse ano até 1959 foi secretário muni­cipal e, dessa data a 1963, vice-prefeito e prefeito interino de sua cidade natal No plei­to de outubro de 1962 foi eleito deputado es­tadual no Rio Grande do Sul na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), assumin­do o mandato em fevereiro de 1963.  Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Ins­titucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB),  partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964.

.Em novembro de 1966 foi eleito deputado federal por seu estado na legenda do MDB.  Deixando a Assembléia Legislativa em janeiro do ano seguinte, em fevereiro assumiu seu mandato na Câmara dos Deputados, reelegen­do-se em novembro de 1970 na mesma legen­da. Durante essas duas legislaturas foi presi­dente da Comissão de Saúde e membro das comissões de Relações Exteriores, de Consti­tuição e Justiça, de Ciência e Tecnologia e de Orçamento da Câmara.  Em 1973 foi lí­der da bancada do MDB, sendo substituído no ano seguinte por Laerte Vieira.

Mais uma vez reeleito em novembro de 1974, ainda na legenda do MDB, em março assumiu novamente a liderança de seu partido na Câmara dos Deputados.  Nesse mesmo ano foi segundo vice-presidente da comissão exe­cutiva nacional do MDB, atuando também como observador parlamentar junto à II Con­ferência sobre a Paz, em Belgrado, na Iugos­lávia, e junto à XXX Sessão da Assembléia Geral das Nações Unidas.  Ainda em 1975, em novembro, deixou a vice-presidência da exe­cutiva de seu partido para assumir o cargo de segundo-secretário, ao mesmo tempo em que se tornava também secretário-geral do MDB no Rio Grande do Sul.  Em março de 1977, num debate entre parlamentares do MDB e da Aliança Renovadora Nacional (Arena), pu­blicado na revista Visão (18/4/1977), defen­deu a normalização institucional do país e a reforma constitucional, com a participação da oposição.  Nessa legislatura foi ainda presiden­te da Comissão de Economia, Indústria e Comércio e suplente das comissões de Rela­ções Exteriores e de Segurança Nacional da Câmara dos Deputados.

Reeleito em novembro de 1978, com a ex­tinção do bipartidarismo em 29 de novembro do ano seguinte e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação que sucedeu ao MDB, tornando-se secretário de sua comissão nacional provisó­ria.  Nessa legislatura integrou a Comissão de Economia, Indústria e Comércio da Câmara.

Nas eleições de novembro de 1982, recan­didatou-se à Câmara dos Deputados pelo do Rio Grande do Sul, na legenda do PMDB, obtendo apenas uma suplência.

Assessor especial da presidência da Câmara dos Deputados entre 1983 e 1986, em abril desse último ano tornou-se ministro do Superior Tribunal Militar (STM), em Brasília, o que o obrigou a desfiliar-se do PMDB. Em janeiro de 2000, permanecia no exercício do cargo.

Casou-se com Maria Luzia Schesttfeldt Fagundes, com quem teve quatro filhos.

 

FONTES:  CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros.  Repertório (1967-1971, 1971-1975, 1975-1979 e 1979-1983); CÂM.  DEP.  Relação nominal dos senho­res; INF. BIOG.; Folha de São Paulo (27/12/79 e 12/3/80); Jornal do Brasil (2/3/74 e 18/9/75); NÉRI, S. 16, Perfil (1972, 1975, 1976, e 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6,8 e 9); Visão (18/4/77).

 

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