ALMEIDA, PEDRO GERALDO DE

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Nome: ALMEIDA, Pedro Geraldo de
Nome Completo: ALMEIDA, PEDRO GERALDO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALMEIDA, PEDRO GERALDO DE

ALMEIDA, Pedro Geraldo de

*militar; ch. Gab. Mil. Pres. Rep. 1961.

 

Pedro Geraldo de Almeida nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 12 de março de 1901, filho de Pedro Luís de Almeida e de Marieta de Azevedo Almeida.

Sentou praça em 1919 ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio. Declarado aspirante da arma de artilharia em janeiro de 1922, passou a servir no 2º Regimento de Artilharia Montada (2º RAM), na mesma cidade, sendo promovido a segundo-tenente no mês de abril. Em agosto seguinte foi transferido para o 1º Batalhão Isolado de Artilharia de Costa (1º BIAC), sempre no Rio, e em setembro de 1923 foi promovido a primeiro-tenente. De março a dezembro de 1925 cursou a Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais, voltando ao 1º BIAC entre janeiro de 1926 e março de 1929. Em abril desse último ano tornou-se ajudante-de-ordens do general Hastínfilo de Moura, comandante da 2ª Região Militar (2ª RM), sediada em São Paulo. Exerceu essas funções até novembro de 1930, quando, em decorrência da revolução que colocou Getúlio Vargas no poder, esse militar foi afastado do posto.

De volta à capital federal, serviu no Departamento de Pessoal do Exército e no Centro Militar de Educação Física. Em janeiro de 1932 foi transferido para o 6º Grupo de Artilharia de Costa, aí permanecendo até o mês de setembro. Tornou-se, em seguida, auxiliar de instrução da Escola Militar, sendo promovido a capitão em novembro. De janeiro a maio de 1933, serviu no 4º RAM, em Itu (SP), e dessa data até março do ano seguinte foi assistente da 2ª Brigada de Artilharia ainda em São Paulo.

Cursou a Escola de Estado-Maior de março de 1934 a dezembro de 1936, estagiando no ano seguinte no Estado-Maior do Exército (EME). Em agosto de 1937 tornou-se instrutor de artilharia da Escola Militar, acumulando essas funções, a partir de fevereiro de 1938, com as de comandante da Bateria de Artilharia. A partir de março de 1939 voltou ao EME, assumindo em junho desse ano a chefia da 3ª Divisão desse órgão e em abril de 1940 a chefia da 1ª e da 2ª Divisões, bem como o cargo de fiscal administrativo.

Nomeado adido militar à embaixada do Brasil no Uruguai em fevereiro de 1941, ainda em agosto desse ano foi promovido a major. Em março de 1943 deixou a embaixada, voltando mais uma vez ao EME entre junho desse ano e dezembro de 1944. Nesse mês foi promovido a tenente-coronel e no mês seguinte assumiu o comando do 4º Regimento de Artilharia em Santana do Livramento (RS), bem como da guarnição dessa cidade. Já no mês de abril foi transferido para o 1º RAM e, em agosto, foi nomeado adjunto do gabinete do ministro da Guerra. Em julho de 1947 passou a oficial-de-gabinete do ministro da Guerra, o general Canrobert Pereira da Costa, e em dezembro de 1950 foi promovido a coronel.

Deixando o gabinete ministerial, em janeiro de 1951, foi nomeado chefe da Comissão Militar brasileira em Washington e adjunto do adido militar à embaixada brasileira nessa cidade. De volta ao país, serviu mais uma vez junto ao EME, entre maio e julho de 1953, assumindo em setembro o comando do Regimento Escola de Artilharia. Em dezembro de 1954, tornou-se comandante do Grupo de Unidades-Escola e em maio do ano seguinte assumiu a chefia da Divisão de Planejamento do Departamento Geral de Ensino do Exército. Ainda em outubro de 1955 voltou ao EME, aí chefiando diversas seções até dezembro de 1958, quando foi promovido a general-de-brigada.

Em janeiro de 1959 tornou-se comandante da Artilharia Divisionária da 6ª Divisão de Infantaria, em Cruz Alta (RS). Em abril de 1960 deixou o Rio Grande do Sul, nomeado comandante do Colégio Militar do Rio de Janeiro.

Com o início do governo Jânio Quadros, em 31 de janeiro de 1961, tornou-se chefe do Gabinete Militar da Presidência da República. Nesse período, ao lado do chefe do Gabinete Civil, Francisco Quintanilha Ribeiro, foi incumbido de instituir comissões de sindicâncias encarregadas de examinar as gestões administrativas de diversos órgãos federais. Na manhã do dia 25 de agosto de 1961, ao ser informado pelo presidente — em encontro de que participaram Oscar Pedroso Horta, José Aparecido de Oliveira e Quintanilha Ribeiro — de sua decisão de renunciar, entregou seu cargo ao general Ernesto Geisel.

Em novembro de 1961 assumiu o comando da 6ª RM, em Salvador, aí permanecendo até janeiro do ano seguinte, quando passou a comandar a Academia Militar das Agulhas Negras. Deixou esse comando em março de 1963, sendo reformado e promovido a general-de-exército no mês seguinte.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 2 de novembro de 1977.

Foi casado com Isabel Setembrino de Carvalho Almeida, filha do marechal Fernando Setembrino de Carvalho, ministro da Guerra no governo Artur Bernardes (1922-1926). Teve dois filhos.

 

FONTES: ARQ. MIN. EXÉRC.; CORRESP. GAB. MIL. PRES. REP.; COUTINHO, A. Brasil; Globo (3/11/77); SILVA, H. 1935; VÍTOR, M. Cinco.

 

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