ALUISIO UBALDO DA SILVA NONO

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Nome: NONÔ, Aluísio
Nome Completo: ALUISIO UBALDO DA SILVA NONO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
NONÔ, ALUÍSIO

NONÔ, Aluísio

*dep. fed. AL 1959-1969.

 

Aluísio Ubaldo da Silva Nonô nasceu em Atalaia (AL) no dia 16 de maio de 1920, filho de José Tomas da Silva Nonô e de Francisca Alice de Albuquerque e Silva.

Bancário, em 1951 assumiu a gerência do Banco do Brasil em Palmeira dos Índios (AL) e em 1954 foi chefe da Divisão de Pessoal e diretor substituto de Administração do Instituto de Aposentadoria e Pensões dos Empregados em Transportes e Cargas (IAPETC). Tornou-se secretário dos Negócios do governo de Alagoas em 1956, secretário do diretor da Carteira de Crédito Agrícola e Industrial (Creai) do Banco do Brasil em 1957 e inspetor da 8ª Região Geoeconômica da Creai no ano seguinte.

Em outubro de 1958 elegeu-se deputado federal por Alagoas na legenda da Frente Democrática Trabalhista, coligação formada pelo Partido Social Democrático (PSD), o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido de Representação Popular (PRP). Tomou assento na Câmara dos Deputados em fevereiro de 1959, tornando-se vice-presidente da Comissão Especial do Polígono das Secas e membro da Comissão de Orçamento, da Comissão Especial da Bacia do São Francisco e da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar irregularidades na Comissão do Vale do São Francisco (Covasf). Em 1961 participou da delegação brasileira nas comemorações do Dia do Trabalho em Havana, Cuba.

No pleito de outubro de 1962 reelegeu-se deputado federal na legenda da União Democrática Nacional (UDN). Até 1964, sua atuação na Câmara foi marcada pela defesa das reivindicações sindicais e do funcionalismo público, assim como pelo combate à elevação do custo de vida, prova, no seu entender, do fracasso da intervenção estatal na política de preços. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964.

Em novembro de 1966 reelegeu-se deputado federal na legenda do MDB. Teve, contudo, seu mandato cassado em fevereiro de 1969 por força do Ato Institucional nº 5, editado em dezembro do ano anterior. Beneficiado pela anistia em agosto de 1979, manteve-se afastado da carreira política, não voltando a exercer nenhum cargo público.

Casou-se com Eunice Auto da Silva Nonô, com quem teve dois filhos, um dos quais, José Tomás Nonô, tornou-se deputado federal por Alagoas em 1983 e foi constituinte em 1987-1988.

 

FONTES: ARQ. DEP. PESQ. JORNAL DO BRASIL; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CAMPOS, Q. Fichário; INF. BIOG.; Jornal do Brasil (11/4/80); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (4 e 6).

 

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