Solange Amaral

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Nome: AMARAL, Solange
Nome Completo: Solange Amaral

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ALENCAR, Chico

AMARAL, Solange


*dep. fed. RJ 2003-2007; 2007-2011



 

 Solange Amaral nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal no dia 3 de junho de 1953, filha de Luciano Amaral Júnior e de Iracema Pinto do Amaral.

Fez os primeiros estudos em Niterói (RJ) entre os anos 1961 e 1971, no Colégio Estadual Joaquim Távora, no Colégio Figueiredo Costa e no Instituto de Educação Ismael Coutinho. Estudou também no Colégio Estadual Alencastro Guimarães e no Colégio Resende, no Rio de Janeiro. Em 1973, ingressou no curso de psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e se formou em 1977.

Ainda na década de 1970, iniciou a carreira profissional na Legião Brasileira de Assistência (LBA), participando da implantação das primeiras creches comunitárias em diversos municípios brasileiros. Em 1980, voltou-se também para a militância sindical e presidiu a Associação dos Servidores dessa entidade. No ano seguinte, integrou a direção do Sindicato dos Empregados em Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional do Estado do Rio de Janeiro. De 1983 a 1985, chefiou a Divisão de Cadastro e Informações do Departamento de Controle de Convênios da LBA. No triênio seguinte, dirigiu o Departamento de Assistência aos Excepcionais e Idosos. De 1987 a 1988, exerceu o cargo de secretária de Apoio ao Cidadão e à Família e, de 1988 a 1990, foi superintendente da instituição.

Nos anos de 1990 e 1991, prestou consultoria no Projeto Mega Cidades, do Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM); no ano seguinte, foi convidada pelo então governador do Rio de Janeiro, Moreira Franco, para o cargo de secretária estadual de Trabalho e Ação Social. Em 1993, ingressou no Partido Verde (PV) e a convite do prefeito do Rio de Janeiro, César Maia, assumiu duas subprefeituras dentro do novo modelo de organização administrativa por ele implantado: a da Zona Sul e a da Tijuca e Vila Isabel. Em sua gestão, deu ênfase aos aspectos de ordenamento urbano e recuperação de espaços públicos.

Exerceu o cargo até 1994, quando se desincompatibilizou para concorrer a uma cadeira na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na legenda do PV. Ainda no primeiro ano do mandato, desfiliou-se do PV e ingressou no Partido da Frente Liberal (PFL) – atual Democratas (DEM), legenda na qual foi reeleita em 1998. Nessas legislaturas presidiu a Comissão de Meio Ambiente da Alerj, integrou a Comissão de Orçamento e a Comissão de Constituição e Justiça, e filiou-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), voltando ao PFL em 2001. Foi líder das bancadas dos dois partidos na Alerj.

Ainda em 2001, licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria de Habitação, a convite do prefeito César Maia, reeleito para o segundo mandato. À frente dessa pasta, coordenou o Programa Favela-Bairro, que obteve reconhecimento internacional e promoveu a urbanização de favelas, com a construção de escolas, creches, redes de abastecimento e saneamento básico. Paralelamente, presidiu o Instituto Tancredo Neves (ITN). Por sua atuação na Secretaria, foi indicada por César Maia como candidata do PFL ao governo do estado nas eleições de 2002, vencidas pela candidata do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) Rosinha Garotinho. Ficou em quarto lugar e reassumiu a Secretaria da Habitação, até abril de 2006.

Nesse ano, elegeu-se deputada federal pelo Rio de Janeiro na legenda do PFL, com mais de cem mil votos. Participou da refundação do PFL, que passou a se chamar Democratas (DEM) e, na Câmara dos Deputados, foi vice-líder do partido e membro do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar e participou das comissões de Constituição e Justiça, Cidadania e Desenvolvimento Urbano.

Em outubro de 2008, disputou a prefeitura do Rio de Janeiro na legenda do DEM, ficando em sexto lugar. A eleição foi vencida, em segundo turno, pelo candidato do PMDB, Eduardo Pais.

Retornou à Câmara dos Deputados, e, em 2010, concorreu à reeleição, quando recebeu cerca de 25 mil votos, insuficientes para obter êxito. Encerrou seu mandato em Janeiro de 2011, tendo então retornado à suplência pela nova legislatura.

No mesmo ano, desfiliou-se do DEM, após romper com César Maia, e, em seguida migrou para o recém-fundado Partido Social Democrático (PSD). Em Dezembro, assumiu a secretaria municipal de defesa do consumidor, a convite do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Pais.

Solteira, não teve filhos.

Publicou e coordenou cinco obras sobre a questão urbana: Livro e Revista Favela-Bairro – dez anos integrando a cidade (2003), Novas alternativas: projetos e propostas habitacionais para o Rio de Janeiro (2003), Plano de Desenvolvimento Urbanístico do Complexo do Morro do Alemão (2004), Cadernos Favela-Bairro – Comunidades: um breve histórico, vol. I, II e III (2005) e Cadernos Favela-Bairro: monitoramento e avaliação, vol. IV  (2005).

 

 

FONTES: Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/deputados>; Portal do TSE. Disponível em: <http://www.tse.gov.br>; acesso em 15/04/2014, Portal Sidney Rezende. Disponível em:<http://www.sidneyrezende.com>; PUC-RJ.Clipping; Site Solange Amaral. Disponível em: <http://www.solangeamaral.com.br>. Portal G1 de Notícias. Disponível em: <http://www.g1.globo.com/>. Acesso em 15/04/2014; Portal da Prefeitura do Rio de Janeiro. Disponível em: <http://www.rio.rj.gov.br>. Acesso em 15/04/2014.

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