AMARILIO LOPES SALGADO

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Nome: SALGADO, Amarílio
Nome Completo: AMARILIO LOPES SALGADO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SALGADO, AMARÍLIO

SALGADO, Amarílio

*magistrado; min. STM 1970-1977.

 

Amarílio Lopes Salgado nasceu em Juiz de Fora (MG) no dia 13 de setembro de 1910, filho de José Bento Salgado e de Rita Lopes Salgado.

Formou-se pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro, no então Distrito Federal, em dezembro de 1932, especializando-se em direito constitucional.

Foi professor de direito penal na Faculdade de Direito de Juiz de Fora de 1933 a 1944, período em que exerceu também o cargo de primeiro adjunto de promotor da 4ª Circunscrição Judiciária Militar, em Minas Gerais. Em dezembro de 1944 tornou-se promotor da 1ª Auditoria da 3ª Circunscrição Judiciária Militar, no Rio Grande do Sul, onde ficaria até fevereiro de 1946, para assumir, em março, a promotoria da 2ª Auditoria da 2ª Circunscrição Judiciária Militar, cargo que deixou em setembro. Ainda no ministério público militar foi promotor na 2ª Auditoria da Marinha, no Rio de Janeiro, de outubro de 1946 a dezembro de 1956.

Em janeiro de 1957 passou a procurador de primeira categoria, cargo em que permaneceria até fevereiro de 1968. Em março de 1961 integrou a comissão de sindicância do Lóide Brasileiro e, em junho, foi designado membro da comissão de sindicância incumbida de apurar irregularidades na importação de equipamentos para o Hospital Distrital de Brasília, Distrito Federal.

Após o movimento político-militar de março de 1964, que depôs o presidente João Goulart, em agosto desse ano foi nomeado pelo novo presidente, marechal Humberto de Alencar Castelo Branco, membro da Comissão Geral de Investigações. Fez o curso de adaptação à nova Constituição da República, realizado na Pontifícia Universidade Católica (PUC), em 1967, ocupando o cargo de subprocurador-geral da Justiça Militar de fevereiro de 1968 a maio de 1970. Neste último mês, foi nomeado ministro do Superior Tribunal Militar (STM) pelo presidente Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), tomando posse em julho. Em março de 1971, escapou de ser seqüestrado por um grupo de terroristas ao sair de uma visita à casa do brigadeiro Carlos Alberto Huet de Oliveira Sampaio.

De 1973 a 1974 foi vice-presidente do STM, exercendo a presidência interinamente de julho a agosto de 1973. Continuou ministro durante o governo do presidente Ernesto Geisel (1974-1979). Foi também membro da Revista do Superior Tribunal Militar.

Faleceu na cidade do Rio de Janeiro no dia 21 de fevereiro de 1977, em pleno exercício do mandato no STM.

 

 

FONTES: CORRESP. SUP. TRIB. MILITAR; Jornal do Brasil (23/2/77); Perfil (1972 e 1974).

 

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