Anderson Adauto Pereira

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Nome: ADAUTO, Anderson
Nome Completo: Anderson Adauto Pereira

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ADAUTO, Anderson

* min. Transp. 2003-2004


Anderson Adauto Pereira nasceu em Sacramento (MG) no dia 6 de abril de 1957, filho de Adauto Pereira de Almeida e de Gasparina Pereira de Almeida. Pouco tempo após seu nascimento a família mudou-se para Uberaba (MG), no Triângulo Mineiro, onde foi criado.

Teve suas primeiras experiências políticas ainda como estudante, no final dos anos 1970, quando foi presidente do dDiretório Acadêmico Leopoldino de Oliveira da Faculdade de Direito da Universidade de Uberaba, onde se formou advogado em 1981. Seu primeiro cargo público foi o de oficial de gabinete da Prefeitura de Uberaba, que exerceu em 1983 e 1984. Em 1985 foi nomeado secretário municipal de Indústria e Comércio durante a gestão do prefeito Wagner Nascimento.

Em 1986 foi eleito deputado estadual na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Reelegeu-se outras três vezes consecutivas, permanecendo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais por 16 anos, de 1987 a 2003. Autor da Lei Estadual 12.276, aprovada em 1996, conhecida como “Lei de Parcerias”, que autorizava o Poder Executivo a firmar convênios com empresas privadas que desejassem construir e reformar obras públicas em território mineiro, ficou conhecido como o “deputado das estradas”. Em 1998 foi líder do bloco parlamentar formado por deputados do PMDB e do Partido dos Trabalhadores (PT), e no biênio 1999-2000 assumiu a presidência do Legislativo mineiro, quando se posicionou contra a privatização de Furnas Centrais Elétricas e, de modo mais amplo, contra a política econômica conduzida pelo então presidente da República Fernando Henrique Cardoso (1994-2002).

Em 2001 deixou o PMDB e filiou-se ao Partido Liberal (PL) juntamente com outros líderes do PMDB mineiro, como o senador José Alencar, que no ano seguinte concorreria a vice-presidente na chapa encabeçada pelo petista Luís Inácio Lula da Silva. Nas eleições de 2002, participou, como coordenador, da campanha de Lula para a presidência da República e de Nilmário Miranda (PT-MG) para o governo de Minas, tendo ele próprio se candidatado à Câmara dos Deputados. Foi eleito com mais de cem mil votos, a maior votação para deputado federal na legenda do PL em Minas Gerais.

Com a eleição de Lula para presidente, foi convidado a assumir o Ministério dos Transportes. Empossado em 1º de janeiro de 2003, não chegou a assumir o mandato de deputado federal. Como ministro, investiu na recuperação da rede rodoviária nacional, através das chamadas operações “tapa-buracos”. Visando a facilitar o escoamento da produção agrícola no país, criou,em ação conjunto com o Ministério da Agricultura, o Plano Safra. Em maio daquele ano foi lançado pelo governo federal o Plano de Revitalização das Ferrovias para a recuperação do setor.

Permaneceu na pasta dos Transportes até março de 2004, quando se afastou para concorrer às eleições municipais de outubro, em que foi eleito prefeito de Uberaba. Em novembro de 2005 depôs na comissão parlamentar de inquérito (CPI) instalada em meio à grave crise política desencadeada por denúncias sobre um esquema de compra de votos de parlamentares da base aliada do governo, que ficou conhecida como CPI do Mensalão. Na ocasião, admitiu ter recebido ajuda financeira do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, para saldar dívidas referentes às campanhas que disputara e, inclusive, a outras duas campanhas de que participara como coordenador em 2002. Em 11 de abril de 2006 o procurador-geral da República, Antônio Fernandes de Sousa, qualificou os envolvidos no “mensalão” de participantes de “organização criminosa” e pediu o indiciamento de 40 pessoas, entre as quais Anderson Adauto. Em setembro de 2006, deixou o PL e retornou ao PMDB. Em agosto de 2007, o Supremo Tribunal Federal aceitou as denúncias encaminhadas pelo procurador-geral relativas ao “mensalão”.

Nas eleições municipais de outubro de 2008, reelegeu-se prefeito de Uberaba no primeiro turno, agora na legenda do PMDB. Logo após as eleições, o Ministério Público de Minas Gerais pediu, em novembro de 2008, o afastamento e o sequestro dos bens de quatro pessoas, entre elas Anderson Adauto, por suspeita de envolvimento em um esquema de fraude envolvendo o desvio de mais de cinco milhões de reais dos cofres públicos para a contratação da empresa Home Care, em novembro de 2006, para gerenciar a compra e a distribuição de medicamentos em Uberaba. Adauto, entretanto, recorreu da decisão e obteve a suspensão da liminar que pedia o seu afastamento do cargo de prefeito. Deixou a prefeitura em 2012, mesmo ano em que foi condenado pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais por fraudes em licitações para contratações e aquisições. Em Agosto do mesmo ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) o absolveu no julgamento que tratou do caso do “mensalão”, de cinco anos antes.

Teve uma filha. Em 2006, casou-se com Angela Mairynk de Sousa Pereira.

 

FONTES: Almanaque Abril; Jornal Folha de S. Paulo (09/11/2005 e 05/11/2008); Jornal de Uberaba (19/09/2006); Portal do jornal O Globo. Disponível em <http://g1.globo.com/>. Acesso em 26/08/2013; Portal do jornal Última Hora Disponível em: <http://www.noticiasaominuto.com.br>. Acesso em 05/11/2008. 

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