André Peixoto Figueiredo Lima

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Nome: FIGUEIREDO, André
Nome Completo: André Peixoto Figueiredo Lima

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
FIGUEIREDO, André 
 *dep. fed. CE 2005-2007 e 2011-2015; min. Comunic. 2015-2016; dep. fed. CE 2016-2019, 2019- 


André Peixoto Figueiredo Lima nasceu em Fortaleza no dia 10 de novembro de 1966, filho de Raimundo Figueiredo Lima e de Maria Heloísa Peixoto Figueiredo Lima.
Graduou-se em economia pela Faculdade de Economia da Universidade Federal do Ceará (UFCE) em 1987 e em direito pela Faculdade de Direito da UFCE em 1995. Fez pós-graduado em Comércio Exterior na Universidade de Fortaleza (UNIFOR).
Na juventude engajou-se no Movimento Semente de Libertação, grupo que utilizava a metodologia do educador Paulo Freire para alfabetizar e formar cidadãos no bairro do Pirambu, na capital cearense. Foi presidente do Centro Acadêmico de Economia e diretor do Diretório Central dos Estudantes da UFCE e presidente da Executiva Nacional dos Estudantes de Economia.
Em 1984 filiou-se ao Partido Democrático Trabalhista (PDT). Fundou e foi o primeiro presidente da Juventude Socialista do Ceará (1985-1992). Seu dinamismo logo o levou a se tornar membro do Diretório Nacional e da Executiva Regional do partido; foi presidente do Instituto Alberto Pasqualini no Ceará e vice-presidente nacional da Fundação Leonel Brizola/Alberto Pasqualini.  
Em 1991 André Figueiredo assumiu em Fortaleza a presidência do Sindicato dos Economistas do Ceará, na qual permaneceu até 1993. No ano seguinte foi nomeado subsecretário estadual de Desenvolvimento Urbano e Meio Ambiente. 
No pleito de outubro de 2002 concorreu a uma cadeira na Câmara dos Deputados pelo Ceará na legenda do PDT coligado ao Partido Trabalhista Nacional (PTN) e Partido Popular Socialista (PPS), obteve 25.732 votos, mas só ficou como suplente.  Assumiu o mandato e foi efetivado no dia 6 de janeiro de 2005. Em outubro desse ano assumiu a vice-liderança do seu partido na Câmara. Também nesse ano assumiu a presidência estadual do PDT. Nessa legislatura foi titular e 1º Vice-Presidente da Comissão de Turismo e Desporto.
Nas eleições de outubro de 2006 voltou a concorrer a uma cadeira na Câmara dos Deputados pela coligação “Faça a Diferença”, composta pelo PDT, o Partido Liberal (PL), o Partido Republicano Trabalhista Brasileiro (PRTB) e o Partido Trabalhista do Brasil (PTdoB), obteve 70.193 votos, mas não foi eleito. Concluiu seu mandato de deputado federal em 31 de janeiro de 2007. 
Fora do parlamento, nesse mesmo ano foi nomeado secretário Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) na gestão do ministro Carlos Lupi, presidente do PDT. Permaneceu nessa função até o início de 2010, quando deixou o cargo para voltar a concorrer à Câmara dos Deputados. Nesse ano foi eleito vice-presidente nacional do PDT. Apoiado por uma coligação composta pelo PDT, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), o Partido dos Trabalhadores (PT), o Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), o Partido Social Cristão (PSC), o Partido Socialista Brasileiro (PSB) e o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi eleito com 115.647 votos. Assumiu sua cadeira de deputado federal no dia 1º de fevereiro de 2011 e no dia 15 seguinte foi escolhido 1º vice-líder do PDT, função na qual permaneceu até assumir a liderança do partido em 31 de janeiro de 2012. 
No pleito de outubro de 2014 foi reeleito deputado federal com 125.360 votos, sempre na legenda do PDT. Iniciando seu novo mandato na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, foi confirmado na liderança do seu partido e passou a integrar, como titular, a Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público.
Licenciou-se do seu mandato em outubro de 2015 para assumir, no dia 5 desse mês, o cargo de ministro de Estado das Comunicações, em substituição a Ricardo Berzoini, como decorrência de uma reforma ministerial que a presidente Dilma Rousseff promoveu no seu governo. Permaneceu à frente dessa pasta até 12 de maio de 2016, data em que a presidente da República deixou o governo para que o processo de impeachment aberto fosse julgado, então pelo mérito, no Senado Federal. Com o prosseguimento do processo contra a presidenta, foi reformado também o quadro ministerial, e em 12 de maio André Figueiredo deixou então o Ministério. Nesse mesmo dia, reassumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados. A presidente Dilma, por sua vez, acabou sendo afastada definitivamente do cargo no dia 31 de agosto, quando o vice-presidente Michel Temer foi efetivado na Presidência.
No início do novo período legislativo em fevereiro de 2017, André Figueiredo foi lançado pelo seu partido para concorrer à presidência da Câmara dos Deputados, quando contou inclusive com o apoio formal das bancadas do PT, da Rede Sustentabilidade e do PCdoB. Sobre as alternativas, na oportunidade, André Figueiredo destacou que, sob a gestão de Rodrigo Maia, que assumira no ano anterior, a Câmara tinha virado um "carimbador" de projetos do governo, e que eram necessárias alternativas viáveis. Realizado o pleito no dia 2 de fevereiro de 2017, entre os seis candidatos que estavam na disputa, André Figueiredo foi o terceiro colocado com 59 votos, ao passo que a disputa teve ainda o deputado Jovair Arantes, do PTB, como segundo mais votado, atrás de Rodrigo Maia, do Democratas (RJ), que fora reeleito com 293 votos. 
Ainda nessa legislatura, buscou articular pela obstrução da votação da Proposta de Emenda Constitucional 241, que ficou conhecida pela alcunha de PEC do Teto de Gastos e foi caracterizada pelo deputado uma representativa de uma faceta cruel decorrente da rendição do governo aos interesses de bancos em detrimento da população. A medida congelava os gastos públicos e foi aprovada, no entanto, sob o pretexto de prover responsabilidade fiscal e orçamentária. 
Nas eleições de 2018, concorreu a novo mandato parlamentar e logrou ser reeleito com mais de cem mil votos.  Empossado novamente em 2019, assumiu então o posto de líder do PDT, bem como da bancada de oposição na Câmara dos Deputados. Integrou a Comissão Especial destinada à discussão da proposta de reforma da previdência apresentada pelo governo, à qual posicionou-se veementemente de modo contrário, muito embora não tenha obtido êxito em barrar sua aprovação. 
Exerceu ainda cargos de destaque na Executiva Nacional do PDT, entre os quais o de vice-presidente nacional do partido. 


 
FONTES: 

http://www2.camara.leg.br/deputados/pesquisa/layouts_deputados_biografia?pk=133439 (Acessado em 27/02/2017); 
http://apps.tre-ce.jus.br/tre/eleicoes/resultado_2002/l_ceara.pdf (Acessado em 27/02/2017); 
http://g1.globo.com/Noticias/Eleicoes2006/0,,AUA0-6289-6,00.html (Acessado em 27/02/2017); 
http://g1.globo.com/politica/noticia/2015/10/ministro-andre-figueiredo-liderou-pdt-contra-medidas-do-ajuste-fiscal.html (Acessado em 27/02/2017); 
http://g1.globo.com/politica/noticia/pdt-lanca-candidatura-de-andre-figueiredo-a-presidencia-da-camara.ghtml (Acessado em 27/02/2017);
http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2017-02/rodrigo-maia-e-eleito-presidente-da-camara-dos-deputados-com-293-votos (Acessado em 27/02/2017)





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