Antônio Augusto Junho Anastasia

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Nome: ANASTASIA, Antônio
Nome Completo: Antônio Augusto Junho Anastasia

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

ANASTASIA, Antônio

*gov. MG 2010-2014

 

Antônio Augusto Junho Anastasia nasceu em Belo Horizonte, no dia 9 de maio de 1961, filho de Dante Anastasia e de Ilka Junho Anastasia.

Iniciou o curso de direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) no ano de 1979. Na graduação participou do Centro Acadêmico Afonso Pena e foi aluno aplicado, recebendo o prêmio Barão do Rio Branco por ter sido o melhor aluno de sua turma em 1983, mesmo ano em que se formou.  No ano seguinte ingressou no mestrado em direito administrativo na mesma universidade, defendendo sua dissertação em 1985, intitulada Regime Jurídico Único do Servidor Público.

Profissionalmente, passou a trabalhar na Fundação João Pinheiro, ligada à Secretaria de Planejamento e Gestão do Governo de Minas Gerais. Entre os anos de 1988 e 1989, durante a Assembleia Estadual Constituinte, Antônio Anastasia foi assessor do deputado estadual Bonifácio Mourão, relator da Constituinte, na qual teve grande destaque na sua elaboração.

Em 1991, entre os meses de junho e outubro, foi presidente da Fundação João Pinheiro.  Ainda neste ano, tornou-se secretário-adjunto da Secretaria de Planejamento e Coordenação Geral, que tinha como titular Paulo de Tarso Almeida Paiva, nomeado pelo então governador mineiro Hélio Garcia (1991-1995). Nesse cargo, atuou para a concretização da obra de duplicação da Rodovia Fernão Dias, e para a construção do Programa de Saneamento Ambiental Metropolitano de Belo Horizonte (Prosam) e o Programa de Saneamento Ambiental, Organização e Modernização dos Municípios (Soma).

Em 1993, prestou concurso para tornar-se professor da Escola de Direito da UFMG, sendo aprovado. Na administração estadual, deixou aquela secretaria em 1994 e neste ano assumiu as de Cultura e de Recursos Humanos e Administração.

Em 1995, Paulo de Tarso Almeida Paiva foi nomeado Ministro do Trabalho pelo presidente Fernando Henrique Cardoso, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que ganhara as eleições do ano anterior. Antônio Anastasia, que já trabalhara com o agora ministro no governo de Minas Gerais, tornou-se secretário-executivo da pasta do Trabalho. Essa gestão foi marcada pela descentralização dos recursos do Fundo de Amparo do Trabalhador (FAT), bem como de qualificação do corpo técnico do Ministério do Trabalho e dos Fiscais do Trabalho por todo Brasil, além da criação do grupo móvel de fiscalização e a intensificação do combate ao trabalho escravo no país. Um dos assuntos mais polêmicos dessa gestão envolveu a adoção do contrato temporário de trabalho, visando principalmente o combate ao desemprego, que previa a redução dos custos de contratação.

Em abril de 1998, diante da reforma ministerial, Paulo de Tarso Almeida Paiva deixou a pasta do Trabalho e foi para a do Planejamento. Antônio Anastasia assumiu interinamente o Ministério por poucos dias, até que o novo ministro, Edward Amadeo, assumisse. Permaneceu no ministério do Trabalho até 1999, quando foi nomeado secretário adjunto da Secretaria de Estado dos Direitos Humanos do Ministério da Justiça, cargo que ocupou entre março e julho desse ano. Neste mês tornou-se secretário-executivo da pasta, durante a gestão do ministro José Carlos Dias. Quando este foi substituído por José Gregori na pasta, Antônio Anastasia preservou-se na função até janeiro de 2001. Nesse período, destacaram-se na atuação do Ministério o lançamento do Plano Nacional de Segurança Pública, além de ações no sentido de combater o narcotráfico e o crime organizado.

De volta a Minas Gerais, retomou suas atividades junto à UFMG. Em 2002, o então presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, do PSDB, convidou Antônio Anastasia para contribuir na construção de seu programa de governo para o estado de Minas, pois o deputado pretendia se lançar ao cargo de governador mineiro, o que foi concretizado. Vencidas as eleições, Anastasia foi nomeado pelo novo governador coordenador da equipe de transição de governo e, em 2003, secretário de Planejamento e Gestão do estado. Na sua gestão na Secretaria, o grande destaque foi o programa intitulado “Choque de Gestão”, uma das principais plataformas de governo de Aécio Neves. Tal programa buscava estimular o desenvolvimento do estado depois da crise econômica de 1999, quando o então governador Itamar Franco, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), decretou a moratória do estado. Como medidas de importância desse programa destacaram-se a fixação da data de pagamento do funcionalismo; adoção de planos de cargos e carreiras; atração de investimentos para o estado que estimularam considerável crescimento econômico; diminuição do desemprego e do déficit fiscal estadual. Em 2005, Antonio Anastasia assumiu a Secretaria Estadual de Defesa Social, que integra os órgãos de segurança pública.

Em 2006, Aécio Neves concorreu a um novo mandato de governador em Minas Gerais, depois de ter seu nome preterido dentro de seu partido para concorrer à Presidência da República, que acabou lançado o governador paulista Geraldo Alckmin. Na disputa pelo executivo estadual, Antônio Anastasia concorreu como vice-governador e a chapa formada com Aécio Neves saiu vencedora do pleito, em primeiro turno, com cerca de 77% dos votos válidos.

Como vice-governador, atuou na coordenação do programa conhecido como “Estado de Resultado”, tido como a segunda geração do “Choque de Gestão”. Nesse programa destacam-se as ações e investimentos voltados para as áreas de educação, saúde, infraestrutura e energia.

Em 31 de março de 2010, Antônio Anastasia assumiu o governo de Minas Gerais, quando da renúncia de Aécio Neves, que se desincompatibilizara para concorrer a uma cadeira no Senado Federal. Nesse mesmo ano, Anastasia concorreu ao governo estadual pelo PSDB, sendo reeleito com cerca de 62% dos votos válidos.

Seu governo foi marcado pelos princípios defendidos nos programas “Choque de Gestão” e “Estado de Resultado”, além de investimentos nas áreas de infraestrutura e economia. Na área de indústria, segundo dados oficiais do governo, o estado cresceu 4,2% e houve forte crescimento do investimento privado no estado, além de ações de valorização e modernização do Judiciário. Na imprensa, no entanto, recebeu críticas quanto a valorização da educação e de seus profissionais, além daquelas relacionadas ao aumento do endividamento estadual.

Em 4 de abril de 2014, Antônio Anastasia renunciou ao governo mineiro, sendo substituído pelo vice-governador Alberto Pinto Coelho, do Partido Progressista (PP). A renúncia foi motivada para que Anastasia se dedicasse à campanha de Aécio Neves à presidência da República neste ano, sendo coordenador da campanha e um dos elaboradores do plano de governo do candidato. Segundo a imprensa, seu nome também era especulado como um dos candidatos ao Senado pelo estado de Minas Gerais.

Publicou Regime Jurídico Único do Servidor Público (1990).

 

Raimundo Helio Lopes

 

 

FONTES: Portal CPDOC. Disponível em: <http://cpdoc.fgv.br>; Portal Época. Disponível em: <http://epoca.globo.com/tempo>. Acesso em 01/10/2014; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso 01/10/2014; Portal do Governo do Estado de Minas Gerais. Disponível em: <https://www.mg.gov.br/governomg/ecp/comunidade.do?app=governomg>. Acesso em 01/10/2014; Portal Hoje em Dia. Disponível em: <http://www.hojeemdia.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal Terra de Notícias. Disponível em: <http://www.terra.com.br>. Acesso em 01/10/2014; Portal UOL. Disponível em: <http://www.uol.com.br>. Acesso em 01/10/2014.   

 

 

 

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