ANTONIO SIMEAO LAMENHA FILHO

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Nome: LAMENHA FILHO, Antônio
Nome Completo: ANTONIO SIMEAO LAMENHA FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LAMENHA FILHO, ANTÔNIO

LAMENHA FILHO, Antônio

*gov. AL 1966-1971.

 

Antônio Simeão Lamenha Filho nasceu em São Luís do Quitunde (AL) no dia 28 de agosto de 1919, filho de Antônio Simeão Lamenha Lins e de Olímpia Lins Lamenha, descendente de tradicional família do norte de Alagoas.

Enfrentou dificuldades na infância e teve de cuidar dos irmãos e da mãe, o que só lhe permitiu completar o ginásio. Pequeno usineiro, proprietário do engenho Coronha na sua cidade natal, iniciou sua carreira política como prefeito de São Luís do Quitunde em 1951 pelo Partido Social Democrático (PSD). Em outubro de 1954 foi eleito deputado estadual por Alagoas pela mesma legenda. Assumiu o mandato em fevereiro de 1955 e, no pleito de outubro de 1958, foi reeleito na legenda da Frente Democrática Trabalhista, coligação formada pelo PSD, o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e o Partido Republicano Progressista (PRP). Em outubro de 1962 foi reeleito na legenda do PSD. Um dos líderes civis do movimento político-militar de 31 de março de 1964 em seu estado, que resultou na deposição do presidente João Goulart (1961-1964), foi presidente da Assembléia Legislativa de Alagoas durante sete anos, alcançando a fama de melhor orador da casa. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se ao partido de apoio ao regime militar, a Aliança Renovadora Nacional (Arena).

No pleito de outubro de 1965 Sebastião Muniz Falcão foi eleito governador de Alagoas, mas não obteve maioria absoluta dos votos e foi impedido de tomar posse. Por esse motivo, ao findar o mandato do governador Luís Cavalcanti, em janeiro de 1966, assumiu o governo o interventor federal, general João José Batista Tubino, que permaneceu no cargo até que se processassem novas eleições e o novo governador assumisse. Lamenha Filho foi o primeiro governador eleito por via indireta após o movimento de 1964, tendo sido escolhido pela Assembléia Legislativa de Alagoas em setembro de 1966. Recebeu o governo das mãos do interventor no dia 16 do mesmo mês e o exerceu até março de 1971, quando foi substituído por Afrânio Laje (1971-1975). Durante seu governo foi instalado o Conselho Estadual de Cultura e criadas a Escola de Medicina e a TV Educativa.

Em 1974 teve seu nome preterido como candidato ao Senado por Alagoas na legenda da Arena, que indicou Teotônio Vilela. No pleito indireto de outubro, foi um dos patrocinadores da candidatura vitoriosa de Divaldo Suruagi (1975-1979) ao governo de seu estado, também na legenda arenista. Em julho de 1975 era membro do diretório regional da Arena, quando renunciou a essa posição queixando-se de que em 1972, na reconstituição do diretório, haviam sido excluídos quatro dos cinco nomes que o critério de proporcionalidade permitia, o que, em sua opinião, era uma “demonstração de hostilidade à orientação do governo que praticamos”. Esse foi o primeiro passo para seu afastamento definitivo da política, consumado com o desligamento da Arena, anunciado em janeiro de 1977. Justificou a decisão dizendo-se insatisfeito com os rumos políticos do país, pois enquanto os “liberais defendem a permanência do AI-5, democratas sugerem uma constituição mais rígida e os desenvoltos pregam a prorrogação de mandatos”. Criticou ainda o bipartidarismo, só aceitável, no seu entender, no “processo revolucionário”, e afirmou que a Arena e o Movimento Democrático Brasileiro (MDB) não atenderam aos fins preconizados pelo movimento de 1964, ou seja, o “aperfeiçoamento político para a prática da verdadeira democracia representativa”. O governador Divaldo Suruagy tentou, sem resultado, dissuadi-lo da idéia de abandonar a vida política. Retirou-se para seu engenho em São Luís do Quitunde, onde passou a administrar sua plantação de cana-de-açúcar.

Faleceu em Maceió no dia 3 de janeiro de 1997.

Era casado com Marina Braga Lamenha com quem teve seis filhos. Sua filha Jane Lamenha foi casada com Manuel de Barros, governador de Alagoas entre 1997 e 1998.

 

FONTES: Encic. Mirador; Grande encic. Delta; INF. FAM. Maria Lamenha Gomes de Barros; Jornal do Brasil (31/7/75 e 11/1/77); Rev. Arq. Públ. AL; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1975-1979); Veja (19/1/77).

 

 

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