ARAGAO DE MATOS LEAO FILHO

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Nome: LEÃO, Matos (2-filho)
Nome Completo: ARAGAO DE MATOS LEAO FILHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
LEÃO, Matos

LEÃO, Matos     

*dep. fed. PR 1983-1987; const. 1987-1988; dep. fed. PR 1987-1991.

 

Aragão de Matos Leão Filho nasceu em Inácio Martins (PR) no dia 4 de julho de 1946, filho de Aragão de Matos Leão e de Núbia de Matos Leão. Seu tio paterno João de Matos Leão foi senador pelo Paraná entre 1971 e 1978.

Fazendeiro, empresário e médico, cursou a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Paraná (Ufpr). Formou-se em 1969. Em novembro de 1974 disputou uma vaga para a Assembleia Legislativa do Paraná na legenda da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964. Eleito com os votos dos municípios de Guarapuava, Pitanga, Laranjeiras do Sul e São João do Ivaí, tomou posse em fevereiro de 1975. Durante o mandato desfiliou-se da Arena e ingressou no Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao governo militar. Deixou a Assembleia em janeiro de 1979. Com o fim do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), que sucedeu o MDB.

Foi eleito deputado federal pelo Paraná na legenda do PMDB em novembro de 1982. Empossado em fevereiro de 1983, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural e foi suplente da Comissão de Saúde. Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propôs o restabelecimento de eleição direta para presidente da República em novembro daquele ano. A emenda foi rejeitada, tendo faltado 22 votos para ser encaminhada à apreciação do Senado. No Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Matos Leão votou em Tancredo Neves, eleito presidente da República pela Aliança Democrática, união do PMDB com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. A Aliança derrotou o candidato do regime militar, Paulo Maluf. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985. Assumiu o vice José Sarney, que já exercia o cargo interinamente desde 15 de março daquele ano.

Em novembro de 1986, Matos Leão elegeu-se deputado federal constituinte pelo Paraná na legenda do PMDB. Em sua campanha, defendeu o fortalecimento da agricultura no estado, assumindo compromissos com o setor rural, em especial os produtores de soja. Assumiu o mandato em 1º de fevereiro de 1987, quando se iniciaram os trabalhos da Assembleia Nacional Constituinte. Foi membro titular da Subcomissão dos Negros, Populações Indígenas, Pessoas Deficientes e Minorias, da Comissão da Ordem Social, e suplente da Subcomissão de Saúde, Seguridade e do Meio Ambiente, da Comissão da Ordem Social. Votou contra a limitação do direito de propriedade privada, o mandado de segurança coletivo, a remuneração 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa e a criação de um fundo de apoio à reforma agrária. Manifestou-se favorável à soberania popular, ao voto aos 16 anos, ao presidencialismo, à nacionalização do subsolo, ao limite de 12% ao ano para os juros reais, ao mandato de cinco anos para o presidente José Sarney, à anistia aos micro e pequenos empresários e à legalização do jogo do bicho. Defendeu ainda medidas que criavam incentivos para a empresa rural produtiva e limitavam a ação do Estado na economia, acelerando o processo de desestatização.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1991, ao final da legislatura. Passou a dedicar-se integralmente à medicina, dirigindo hospital de sua propriedade em Guarapuava.

Faleceu em junho de 1999.

Era casado com Gisele de Matos Leão e teve três filhos.

 

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); INF. BIOG.

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