ARLINDO ROSO DE VARGAS

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Nome: VARGAS, Arlindo
Nome Completo: ARLINDO ROSO DE VARGAS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VARGAS, ARLINDO

VARGAS, Arlindo

*dep. fed. RS 1997-1999.

Arlindo Roso de Vargas nasceu em Formigueiro (RS) no dia 14 de janeiro de 1948, filho de Armindo Antônio de Vargas e de Juvelina Roso de Vargas.

Em 1994, formou-se em medicina pela Universidade Federal de Santa Maria (RS) e iniciou o curso de direito na Universidade Regional de Campanha, em São Gabriel (RS), mas não chegou a concluí-lo. Secretário de divulgação do diretório acadêmico da Faculdade de Medicina no período de estudante, logo após a formatura passou a integrar o Conselho Regional de Medicina em seu estado. Foi ainda vice-presidente (1976-1977) e presidente (1977-1979) da Associação Médica do Rio Grande do Sul e membro do Centro Francês de Informação Permanente de Medicina de Paris (1976-1983). Em 1978, concluiu o curso de pós-graduação em medicina do trabalho na Universidade de Santa Maria, tendo feito diversos cursos na área de ortopedia médica entre 1977 e 1979.

No período que se estendeu de 1976 e 1979, foi superintendente regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) do Rio Grande do Sul e ocupou diversos cargos em São Gabriel, como o de secretário de Saúde e Assistência Social, chefe do Serviço Nacional de Medicina Social do Instituto Nacional de Assistência Médica da Previdência Social (INAMPS) e coordenador do Sistema Único de Saúde (SUS).

Dedicou-se à política após a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiando-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), de cuja convenção nacional participou como delegado nos períodos de 1979-1980 e 1982-1983. Foi presidente (1982) e vice-presidente (1986-1987) do partido em São Gabriel, além de suplente do diretório regional do PMDB gaúcho (1983-1985). Ao longo desse período, ainda em São Gabriel, presidiu o conselho médico da Santa Casa de Caridade (1984-1986) e a Associação dos Previdenciários (1985-1986), e integrou o conselho fiscal da Associação dos Arrozeiros local.

No pleito de novembro de 1988, foi eleito vereador em São Gabriel na legenda do PMDB, assumindo o mandato em janeiro de 1989. Foi presidente da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal em 1990 e 1991, ano em que se transferiu para o Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), tornando-se membro da executiva da Associação dos Vereadores do PTB gaúcho e presidente do diretório do partido em São Gabriel até 1995. Reeleito vereador em outubro de 1992 na legenda do PTB, com o início da nova legislatura, em janeiro de 1993, deu continuidade aos trabalhos como presidente da Comissão de Constituição e Justiça, tendo atuado ainda, em 1995, como vice-presidente da mesa da Câmara Municipal.

Nas eleições de outubro de 1994, candidatou-se a deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do PTB, mas obteve apenas uma suplência, mantendo-se no exercício do mandato como vereador até 31 de dezembro de 1996. Ao longo deste último ano, proferiu palestras sobre política de saúde no II Encontro de Enfermagem do Mercosul, em Santana do Livramento (RS), e sobre armazenamento de alimentos, em Quaraí (RS).

Em janeiro de 1997, assumiu o mandato de deputado federal na vaga do petebista Hugo Lagranha, que se elegera prefeito de Canoas (RS) em outubro do ano anterior, participando dos trabalhos legislativos como primeiro-vice-presidente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara. Ainda em fevereiro de 1997, votou a favor da emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para prefeitos, governadores e o presidente da República. Em novembro, todavia, opôs-se ao destaque ao projeto de reforma administrativa do governo que instituiu o fim da estabilidade no serviço público em caso de mau desempenho do servidor ou quando os gastos com pessoal fossem superiores a 60% da arrecadação do Estado.

Em outubro de 1998, candidatou-se mais uma vez a deputado federal na legenda do PTB, obtendo uma nova suplência. No mês seguinte, cumprindo o mandato que se encerraria em janeiro de 1999, votou a favor da criação de um teto para as aposentadorias dos funcionários públicos e da instituição do limite de idade mínima e do tempo de contribuição como critérios de cálculo para a concessão de aposentadorias no setor privado. Na legislatura iniciada em fevereiro de 1999, chegou a exercer brevemente o mandato como suplente no mês de janeiro de 2003. Um ano antes, candidatara-se novamente a deputado federal, na legenda do PTB, obtendo, mais uma vez, uma suplência.

Casou-se com Cláudia Burmeister de Vargas, com quem teve três filhos.

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (5/2, 29/9, 10/10 e 11/11/98); TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998); Portal da Câmara dos Deputados (www.camara.gov.br; acessado em 21/12/2009); Portal TSE (WWW.tse.gov.br; acessado em em 21/12/2009).

 

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