Arnaldo de Abreu Madeira

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Nome: MADEIRA, Arnaldo
Nome Completo: Arnaldo de Abreu Madeira

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

MADEIRA, Arnaldo

*dep. fed. SP 1995-2003 e 2006-

 

Arnaldo de Abreu Madeira nasceu em Santos (SP) no dia 10 de março de 1940, filho de Bernardo de Abreu Madeira e de Maria de Abreu Madeira.

Formado em sociologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo em 1965, fez pós-graduação em sociologia do desenvolvimento na Universidade de São Paulo (USP). Em 1966 ingressou na Escola de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EAESP/FGV), onde concluiu dois anos depois uma pós-graduação em administração.

Iniciou suas atividades profissionais em 1968, como consultor e assessor na área de mercadologia e estudos econômicos, tornando-se professor universitário da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), na capital paulista, em 1969. No mesmo ano foi admitido no mestrado da EAESP, curso que não completou.

Em 1976, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado em abril de 1964. Com a extinção do bipartidarismo, em novembro de 1979, e a consequente reorganização partidária, aderiu em 1980 ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB. Em novembro de 1982, elegeu-se vereador pelo PMDB de São Paulo, tomando posse em fevereiro de 1983. Licenciou-se do mandato para assumir a Secretaria Municipal da Habitação e do Desenvolvimento Urbano durante a gestão do prefeito Mário Covas (1983-1985). Nesse cargo, entre 1983 e 1985 organizou o seminário “Paisagem urbana”. Com a eleição de Jânio Quadros para a prefeitura, em novembro de 1985, e sua posse, em janeiro de 1986, voltou à Câmara Municipal, onde ocupou a vice-presidência da Comissão de Obras e Urbanismo em 1986 e 1987.

Reeleito vereador em novembro de 1988, dessa vez na legenda do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), iniciou novo mandato em janeiro de 1989. Nesse mesmo ano, foi presidente da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara Municipal. A convite da Fundação Konrad Adenauer, ainda em 1989 visitou diversas cidades da República Federal da Alemanha. Relator da nova Lei Orgânica do município e presidente da Câmara Municipal, em 1991 organizou o seminário internacional “Encontro de grandes cidades”. Em outubro de 1992, elegeu-se vereador pela terceira vez, ainda na legenda do PSDB, tomando posse em janeiro de 1993. Nesse ano, foi relator da comissão especial de inquérito sobre transportes coletivos.

Primeiro colocado na lista de suplentes de deputado federal em outubro de 1994, ocupou uma cadeira na Câmara dos Deputados em 2 de fevereiro de 1995, no lugar de Fábio Feldmann, nomeado secretário estadual de Meio Ambiente pelo governador Mário Covas. Vice-líder do PSDB, foi membro titular das comissões de Fiscalização Financeira e Controle, de Finanças e Tributação, e de Defesa Nacional. Foi também coordenador da bancada governista na Comissão Mista de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso em 1995, seguindo a orientação do PSDB, votou a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado, da abertura da navegação de cabotagem às empresas estrangeiras, da mudança no conceito de empresa nacional e da quebra do monopólio estatal nos setores de telecomunicações e de exploração do petróleo. Ainda em 1995 assumiu uma das vice-lideranças do governo e, no ano seguinte, tornou-se primeiro-vice-líder.

Na convenção nacional do PSDB realizada em abril de 1996, foi eleito secretário-geral da executiva nacional. No mês seguinte, juntamente com outros parlamentares paulistas, participou da fundação do movimento São Paulo na União, instituído para defender os interesses do estado no Congresso Nacional. Em julho, apoiou a criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), que substituiu o Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), fonte complementar de recursos destinados à Saúde.

Preferido do presidente Fernando Henrique Cardoso para assumir a liderança do governo na Câmara, acabou sendo escolhido candidato a vice-prefeito de São Paulo no pleito de outubro de 1996, na chapa encabeçada por José Serra, afinal derrotada. Em janeiro/fevereiro de 1997, votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos, e em novembro, no contexto da reforma administrativa, pela quebra da estabilidade do servidor público. Participou dos trabalhos legislativos como primeiro vice-líder do PSDB e titular da Comissão de Finanças. Eleito primeiro-vice-presidente nacional do PSDB, exerceu durante o mês de abril a presidência interina do partido. Em 1998, relatou o projeto de reforma da Previdência.

No pleito de outubro de 1998, reelegeu-se na legenda do PSDB. Em novembro, votou a favor do teto de 1.200 reais, para aposentadorias no setor público, e pelo estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição, para o setor privado. Assumiu o novo mandato em fevereiro de 1999 e tornou-se líder do governo na Câmara. Esteve, portanto, na linha de frente da defesa do governo Fernando Henrique em seu período mais conturbado, devido à escalada de acusações contra o ex-secretário geral da Presidência, Eduardo Jorge Caldas Pereira. Em 2002 foi eleito novamente deputado federal por São Paulo, na legenda do PSDB, com 175.312 votos. Iniciou novo mandato em fevereiro de 2003, mas licenciou-se em seguida para assumir a Casa Civil do estado de São Paulo durante o governo de Geraldo Alckmin. Ao longo do ano trabalhou sua candidatura a prefeito de São Paulo, que não vingou. Apoiou então José Serra, que ao final de 2003 assumiu a presidência do PSDB e em 2004 derrotou no segundo turno Marta Suplicy, candidata à reeleição.

Em abril de 2006, deixou a Casa Civil e voltou para a Câmara dos Deputados. Durante todo o seu período à frente da Casa Civil, comentava-se nos bastidores tucanos a necessidade de sua volta para a Câmara, onde o PSDB carecia de mais líderes com experiência, a fim de marcar uma postura de oposição frente ao governo do presidente Luís Inácio Lula da Silva (2003-). Em outubro, foi novamente eleito deputado federal por São Paulo na legenda do PSDB, com 153.302 votos. Atuou também na campanha presidencial de Geraldo Alckmin, que foi derrotado por Lula, então reeleito presidente, mas conquistou uma vitória no estado, com a eleição de José Serra para o governo de São Paulo.

Iniciando novo mandato em fevereiro de 2007, assumiu a vice-liderança do PSDB. Em 2008 disputou a liderança do partido, mas foi derrotado por José Aníbal, candidato de Geraldo Alckmin e de Aécio Neves. Em jogo, estava ainda o apoio à candidatura de Gilberto Kassab, do Democratas (DEM), à prefeitura de São Paulo, ou o lançamento de candidato próprio do PSDB – especificamente, Geraldo Alckmin, que buscava reascender no cenário político seguindo estratégia semelhante à de José Serra. Venceu a tese de candidato próprio, mas Geraldo Alckmin, que disputou a prefeitura de São Paulo em 2008, ficou em terceiro lugar nas eleições, atrás de Kassab e de Marta Suplicy.

Casado com Felícia Reicher Madeira, teve três filhos.

Cristiano Sanches/Marcelo Costa/Manoel Dourado Bastos (atualização)

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999, 1999-2003, 2003-2007, 2007-2011); Estado de S. Paulo (6/5 e 23/6/96, 4/3 e 2/4/98); Folha de S. Paulo (31/1/95, 22/3 e 25/9/97, 29/9 e 6/11/98, 16/11/2003; 20/11/2003; 21/12/2007; 15/01/2007; 20/01/2008; 14/02/2008; 05/02/2009; 31/03/2009); Globo (5/3 e 17/4/97, 10/10/98); Jornal do Brasil (22/4 e 2/5/96); Olho no Congresso/Folha de S. Paulo; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (1998, 2002 e 2006).

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