Aroldo Cedraz de Oliveira

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Nome: CEDRAZ, Aroldo
Nome Completo: Aroldo Cedraz de Oliveira

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CEDRAZ, Aroldo

*dep. fed. BA 1991-2000, 2002-2007, min.TCU 2007-

 

Aroldo Cedraz de Oliveira nasceu em Valente (BA) no dia 26 de fevereiro de 1951, filho de João José de Oliveira e de Maria Cedraz de Oliveira.

Em 1974 formou-se em medicina veterinária pela Universidade Federal da Bahia (Ufba).

Ainda em 1974, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, e iniciou sua carreira no magistério superior, tornando-se professor da Ufba. Em 1975 iniciou o curso de mestrado em medicina veterinária da Universidade Federal de Santa Maria (RS), concluindo-o no ano seguinte. Com o fim do bipartidarismo, em novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, no ano seguinte filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), sucessor do MDB.

Ainda nesse ano, viajou para a Alemanha, onde iniciou o curso de doutorado da Escola Superior de Medicina Veterinária em Hanover, concluindo-o em 1982. De volta ao Brasil, retomou a carreira universitária, tornando-se, em 1983, chefe de departamento e, no ano seguinte, diretor de unidade e assessor do reitor da Ufba, cargo que exerceu até 1986. Em 1987 assumiu a presidência da Companhia de Engenharia Rural da Bahia (CERB). Ainda nesse ano foi nomeado secretário de Recursos Hídricos e Irrigação, na gestão do governador Nilo Coelho (1987-1991), permanecendo até 1988.

No ano seguinte saiu do PMDB e ingressou no Partido da Reconstrução Nacional (PRN), sendo coordenador da campanha da agremiação e de seu candidato à presidência da República, Fernando Collor, eleito em dezembro de 1989. Ainda nesse ano, tornou-se chefe da Casa Civil da Prefeitura de Salvador, exercendo o cargo até o ano seguinte.

Em outubro de 1990, candidatou-se à Câmara dos Deputados. Eleito, assumiu em fevereiro do ano seguinte, participando dos trabalhos legislativos como titular das comissões de Agricultura e Política Rural, de Minas e Energia, de Relações Exteriores, Mista (Câmara e Senado) de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização, da comissão parlamentar de inquérito (CPI) mista sobre a crise na universidade e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, da CPI sobre o envolvimento do Ministério das Telecomunicações e das Telecomunicações Brasileiras S.A. (Telebrás) na venda da NEC do Brasil S.A., da comissão especial sobre a seca no Nordeste e atendimento às populações atingidas, da CPI mista sobre Ciência e Tecnologia e da CPI mista sobre a execução do Programa Nacional de Desestatização.

Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado, sendo efetivado o vice Itamar Franco, que vinha exercendo o cargo interinamente desde 2 de outubro.

No ano seguinte, Aroldo Cedraz saiu do PRN e filiou-se ao Partido da Frente Liberal (PFL), exercendo o restante do mandato por essa legenda. Foi titular da Comissão de Agricultura e Política Rural e suplente da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática.

Nos principais projetos apresentados na Câmara na legislatura 1991-1995, votou contra a criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF), imposto de 0,25% sobre transações bancárias criado como fonte complementar de recursos para a saúde, e a favor do Fundo Social de Emergência (FSE), que permitia ao governo retirar recursos de áreas como saúde e educação para ter maior liberdade de administração das verbas, e do fim do voto obrigatório.

Em outubro de 1994 foi reeleito. Assumindo em fevereiro do ano seguinte, foi titular das comissões de Relações Exteriores, de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de Fiscalização Financeira e Controle, da comissão especial sobre processo licitatório de microcomputadores, da comissão externa sobre obras inacabadas do governo federal e da comissão mista sobre gratificação de desempenho de atividade de fiscalização e de atividade de proteção de vôo.

Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo Fernando Henrique Cardoso, votou a favor da quebra do monopólio dos estados na distribuição de gás canalizado, da abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, da mudança no conceito de empresa nacional, da quebra do monopólio estatal das telecomunicações e da quebra do monopólio da Petrobras na exploração de petróleo.

Em janeiro/fevereiro de 1997 votou a favor da emenda da reeleição para presidente da República, governadores e prefeitos e em novembro pronunciou-se favoravelmente à quebra da estabilidade do servidor público, item da reforma administrativa.

Em outubro de 1998 foi reeleito. Em novembro do mesmo ano, votou a favor do teto de 1.200 reais para aposentadorias no setor público e do estabelecimento de idade mínima e tempo de contribuição para o setor privado, itens que definiram a reforma da previdência. Assumiu novo mandato em fevereiro de 1999.

Licenciou-se da Câmara em dezembro de 2000 para assumir as funções de secretário de Indústria, Comércio e Mineração do Estado da Bahia, na gestão César Borges (1999-2002). Reassumiu o mandato de deputado federal em março de 2002. No mesmo período em que esteve licenciado, exerceu, em 2001 e em 2002, a presidência do Grupo Executivo Ford.

Reelegeu-se deputado federal pela Bahia, nas eleições de 2002, na legenda do PFL. Na nova legislatura atuou como presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa, e titular da Comissão Permanente de Minas e Energia. Também foi titular das comissões especiais que examinaram a redução da jornada máxima de trabalho para 40 horas semanais, a revitalização da bacia do rio São Francisco, os contratos para consórcios públicos e as obras inacabadas do governo federal. Foi ainda relator do projeto de reforma do regimento interno da Câmara dos Deputados.

Em dezembro de 2006, foi eleito pela Câmara dos Deputados para o cargo de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) substituindo o ministro Adílson Motta, que deixara o TCU em setembro por aposentadoria compulsória. Licenciou-se da Câmara em janeiro de 2007.

No TCU, foi eleito vice-presidente e corregedor da corte em Dezembro de 2012 para mandato de um ano.

Foi titular da Academia de Medicina Veterinária da Bahia.

Casou-se com Eliana Leite Oliveira, com quem teve três filhos.

Publicou, em co-autoria, Dermatite solar em bovinos da raça nelore (1977), Ocorrência de enfermidade necrótico-ulcerativa da pele do úbere de bovinos no nordeste da Bahia (1977) e Licht und elektronenmikroskopische aspekte zür pathogenese der sogenannten asteroiden korperchen in der arteriellen gefassen der pferdes. 32. Tagung der europaischen gesellschaft für veterinarpathologie (1983).

 

FONTES: CÂM. DEP. Disponível em: <http://www2.camara.leg.br>. Acesso em 18/07/2009; Portal CONBRAVET. Disponível em: <http://conbravet2013.com.br>. Acesso em 16/08/2013; Portal do jornal Diário da Chapada. Disponível em <http://diariodachapada.com.br>. Acesso em 16/08/2013; Portal do jornal Folha de São Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 17/08/2009; Portal do jornal O Globo. Disponível em: <http://g1.globo.com>. Acesso em 17/08/2009; Portal da Prefeitura de Rio Branco. Disponível em: <http://www.riobranco.ac.gov.br>. Acesso em 16/08/2013; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 18/07/2009.


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