ASSUNCAO, ALEXANDRE ZACARIAS DE

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Nome: ASSUNÇÃO, Alexandre Zacarias de
Nome Completo: ASSUNCAO, ALEXANDRE ZACARIAS DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ASSUNÇÃO, ALEXANDRE ZACARIAS DE

ASSUNÇÃO, Alexandre Zacarias de

*militar; interv. PA 1945; comte. Zona Mil. Norte 1949-1950; gov. PA 1951-1956; comte. IV Ex. 1957; ch. Depto. Prov. Ger. Ex. 1957-1958; sen. PA 1959-1967.

 

Alexandre Zacarias de Assunção nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 19 de dezembro de 1895, filho de Alexandre Zacarias de Assunção e de Maria Mailler Cavalcanti Assunção.

Cursou o Colégio Militar do Rio de Janeiro, no qual obteve o diploma de agrimensor. Ingressou em seguida na Escola Militar do Realengo, também no Rio de Janeiro, onde sentou praça em março de 1911. Declarado aspirante-a-oficial da arma de infantaria em janeiro de 1914, foi promovido a segundo-tenente em julho de 1916 e a primeiro-tenente em janeiro de 1926.

Capitão em julho de 1927 e major em setembro de 1932, participou em novembro de 1935 da repressão à revolta dirigida pela Aliança Nacional Libertadora (ANL). Combateu os revoltosos na Escola de Aviação Militar, no Campo dos Afonsos, no Rio de Janeiro, sendo ferido durante a luta. Promovido a tenente-coronel em dezembro de 1936 e a coronel em maio de 1939, comandou no ano seguinte o 1º Regimento de Infantaria (1º RI), ainda na capital federal, atingindo em julho de 1943 o posto de general-de-brigada. Ainda nesse ano comandou a Infantaria Divisionária da 4ª Divisão de Infantaria (4ª DI), sediada em Minas Gerais. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945) respondeu pelo comando da base militar de Natal e, em 1945, da 8ª Região Militar (8ª RM), com sede em Belém.

Com a deposição de Getúlio Vargas e o fim do Estado Novo (1937-1945) em 29 de outubro de 1945, Zacarias de Assunção, na qualidade de comandante da 8ª RM, foi designado no dia seguinte interventor federal no Pará em substituição a José Lameira Bittencourt, tendo exercido o cargo até o mês seguinte, quando foi substituído pelo desembargador Manuel Maroja Neto.

Transferido para a capital federal, ocupou, de dezembro de 1945 a novembro do ano seguinte, o cargo de comandante da Polícia Militar. Nesse ínterim foi promovido, em outubro de 1946, a general-de-divisão. Indicado pelo Partido Social Progressista (PSP) em aliança com a União Democrática Nacional (UDN), concorreu em janeiro de 1947 ao governo do Pará, sendo porém derrotado por Luís Geolas de Moura Carvalho, candidato do Partido Social Democrático (PSD). Em 1948 comandou a 9ª RM, sediada em Mato Grosso, e, em abril de 1949, substituiu o general José Agostinho dos Santos no comando da Zona Militar Norte, atual IV Exército, com sede em Recife, exercendo a função até junho do ano seguinte, quando foi substituído pelo general Brasiliano Americano Freire.

No pleito de outubro de 1950 voltou a concorrer ao governo do Pará, dessa vez na legenda oposicionista da Coligação Democrática Paraense, integrada pela UDN, o PSP, o Partido Social Trabalhista (PST) e o Partido Libertador (PL). Venceu o pleito, derrotando por pequena margem de votos o candidato do PSD, Joaquim de Magalhães Cardoso Barata. Empossado em fevereiro do ano seguinte, durante seu governo recuperou as finanças estaduais e criou a Companhia de Força e Luz do Pará. Ao final de seu mandato, em janeiro de 1956, transmitiu o cargo ao presidente da Assembléia Legislativa, Eduardo Catete Pinheiro.

Promovido a general-de-exército em fevereiro de 1955, tornou-se em fevereiro de 1957 comandante do IV Exército, sucedendo ao general Osvaldo de Araújo Mota. Designado em maio seguinte para substituir o general Euclides Zenóbio da Costa à frente do Departamento de Provisão Geral do Exército, mais tarde Departamento Geral de Serviços, transmitiu no mês seguinte o comando do IV Exército para o general Ciro do Espírito Santo Cardoso. Em julho de 1958 deixou a chefia desse departamento, sendo substituído pelo general Nicanor Guimarães de Sousa.

No pleito de outubro de 1958 elegeu-se senador pelo Pará apoiado pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e pela Coligação Democrática Paraense, dessa vez integrada pelo PSD, o Partido Republicano (PR) e o Partido Socialista Brasileiro (PSB). Empossado em fevereiro do ano seguinte, voltou a candidatar-se em outubro de 1960 ao governo do Pará, agora na legenda da UDN, já que a Coligação Democrática Paraense se dividira. Concorreu com Aurélio do Carmo — que, apoiado pelo PSD, o PTB e o Partido Democrata Cristão (PDC), venceu o pleito — e com Aldebaro Klautan, lançado pelo PSP, o PSB e o PR, segundo colocado. Nessa legislatura integrou as comissões de Segurança Nacional — da qual foi presidente —, de Transportes e Obras Públicas, de Comunicações, de Economia e de Legislação Social do Senado.

Em outubro de 1965 concorreu novamente ao governo do Pará, apoiado pela aliança do PSD — que o indicava por carecer de lideranças, em virtude da onda de cassações de mandato que se seguira ao movimento político-militar de 31 de março de 1964 — com o Partido Rural Trabalhista (PRT). Foi contudo derrotado por Alacid Nunes, candidato da coligação formada pela UDN, o PTB, o PDC o PR e o Partido Trabalhista Nacional (PTN). Concluiu o mandato de senador em janeiro de 1967, abandonando então a vida política.

Zacarias de Assunção foi reformado no posto de marechal. No curso de sua carreira militar atuou também como professor do Colégio Militar do Rio de Janeiro, onde teve como alunos os futuros presidentes da República, generais Humberto Castelo Branco, Artur da Costa e Silva, Emílio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Batista Figueiredo. Foi ainda instrutor da Escola Militar do Realengo e da Polícia Militar do Rio de Janeiro. Comandou o Batalhão Escola do Regimento Sampaio, na Vila Militar do Rio de Janeiro, e pertenceu ao Clube Militar.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 11 de agosto de 1981.

Foi casado com Branca de Assunção, com quem teve três filhos e, em segundas núpcias, após enviuvar, com Elvira Luz, com quem teve seis filhos.

 

FONTES: CORRESP. GOV. EST. PA; CORRESP. SECRET. GER. EXÉRC.; Encic. Mirador; Globo (12/8/81); Grande encic. Delta; HIPÓLITO, L. Campanha; MIN. GUERRA. Almanaque (1956); NÉRI, S. 16; POPPINO, R. Federal; ROQUE, C. Grande; SENADO. Dados; SENADO. Relação; TRIB. SUP. ELEIT. Dados (7); Veja (19/8/81); Who’s who in Brazil.

 

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