ATHIE JORGE COURY

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Nome: COURY, Athiê
Nome Completo: ATHIE JORGE COURY

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
COURY, ATHIÊ

COURY, Athiê

*dep. fed. SP 1963-1983.

 

Athiê Jorge Coury nasceu em Itu (SP) no dia 1º de agosto de 1906, filho de Jorge Coury Athiê e de Olga Deon Coury.

Fez o primário e o secundário no Colégio São Luís, em sua cidade natal. Radicado por muitos anos em Piracicaba (SP), aí cursou até o segundo ano de agrimensura. Estudou também até o segundo ano de engenharia no Instituto Mackenzie, na capital paulista, diplomando-se afinal em economia por essa instituição.

Em 1927 estabeleceu-se em Santos (SP), onde instalou um escritório comercial e foi nomeado corretor de café. Paralelamente, atuou como jogador de futebol no Santos Futebol Clube, chegando a destacar-se como goleiro. Mais tarde viria a presidir essa agremiação por um período de 26 anos, durante o qual ocorreu a ascensão de Pelé. Presidiu também a Bolsa de Café da cidade.

Tendo apoiado a Revolução de 1930 e participado da Revolução Constitucionalista de 1932 como segundo-tenente comissionado, com o fim do Estado Novo e a redemocratização do país em 1945, filiou-se ao Partido Social Progressista (PSP). Membro do diretório estadual e presidente do diretório municipal do partido em Santos, elegeu-se vereador nessa cidade e exerceu o mandato na Câmara Municipal de 1947 a 1949. Durante esse período doou seus proventos a entidades assistenciais locais.

No pleito de outubro de 1950 elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa de São Paulo, sempre na legenda do PSP, assumindo o mandato em fevereiro do ano seguinte. Reeleito em outubro de 1954, foi designado nesse ano presidente da seção santista da Cruz Vermelha. Conseguiu reeleger-se mais uma vez em outubro de 1958, dessa feita porém na legenda do Partido Democrata Cristão (PDC).

No pleito de outubro de 1962 elegeu-se deputado federal por São Paulo com o apoio de uma coligação formada pelo PDC, o Partido Rural Trabalhista (PRT) e a União Democrática Nacional (UDN). Concluindo o mandato de deputado estadual em janeiro de 1963, assumiu sua cadeira na Câmara dos Deputados no mês seguinte. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, em cuja legenda se reelegeu no pleito de novembro de 1966.

Reeleito em novembro de 1970 e de 1974, obteve neste último pleito 163.185 votos, graças à sua grande popularidade na Baixada Santista, resultante de sua atuação no campo dos esportes. Durante a legislatura iniciada em 1975 foi vice-presidente e membro efetivo da Comissão de Finanças e suplente da Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, para a qual novamente se reelegeu no pleito de novembro de 1978 com a maior votação da região.

No final do governo de Ernesto Geisel (1974-1979) foi o primeiro parlamentar do MDB a elogiar um futuro ministro de Estado, tendo declarado aos jornais, em janeiro de 1979, que Antônio Delfim Neto, escolhido para a pasta da Agricultura do governo de João Batista Figueiredo, era um “superministro” e merecia um crédito de confiança devido ao desempenho anteriormente cumprido à frente do Ministério da Fazenda. Com a extinção do bipartidarismo em novembro do mesmo ano e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena.

Nas eleições de novembro de 1982, recandidatou-se à Câmara dos Deputados pelo estado de São Paulo na legenda do PDS, obtendo apenas uma suplência. Deixou a Câmara em janeiro do ano seguinte, ao final da legislatura.

Membro da Associação Comercial e do Sindicato dos Corretores Oficiais de Santos, foi enviado a Beirute, no Líbano, para supervisionar a instalação do entreposto local do Instituto Brasileiro do Café. Foi também vice-presidente da Federação Paulista de Futebol.

Faleceu em Santos no dia 1º de dezembro de 1992.

Publicou Notas de viagem e Observações através da Itália e do Oriente (1952).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1963-1967, 1967-1971, 1971-1975, 1975-1979, 1979-1983); Eleitos; Globo (3/12/92); Jornal do Brasil (25/11/74, 10/1/76, 18/11/78, 13/1/79); NÉRI, S. 16; Perfil (1972).

 

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