BAREM, UBALDO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BARÉM, Ubaldo
Nome Completo: BAREM, UBALDO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARÉM, UBALDO

BARÉM, Ubaldo

*dep. fed. MT 1971-1979; dep. fed. MS 1979-1987.

 

Ubaldo Barém nasceu em Ponta Porã (MS), no então estado de Mato Grosso, no dia 16 de maio de 1931, filho de Osmar Javari Barém e de Teresa Jovê Barém.

Bacharelou-se em direito pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, em 1957.

Retornando ao Mato Grosso, foi promotor público em Bela Vista (MT) em 1961, e no ano seguinte elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa do estado na legenda da União Democrática Nacional (UDN), iniciando o mandato em fevereiro de 1963. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, ingressou na Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação ao regime militar instalado no país em março de 1964, em cuja legenda reelegeu-se no pleito de novembro de 1966, permanecendo na Câmara estadual até janeiro de 1971.

Deputado estadual, foi vice-líder da UDN na Assembléia Legislativa de 1963 a 1966, membro da Comissão de Constituição e Justiça e líder do governo em 1970. Nesse período, representou ainda a Assembléia mato-grossense em vários congressos da União Parlamentar Interestadual.

Eleito deputado federal por Mato Grosso na legenda da Arena em novembro de 1970, assumiu o mandato em fevereiro do ano seguinte. Na legislatura de 1971-1975, integrou a Comissão de Orçamento e foi suplente das comissões de Constituição e Justiça e de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste.

Reeleito em novembro de 1974, na legislatura iniciada no ano seguinte integrou na Câmara as comissões de Orçamento, Constituição e Justiça, de Desenvolvimento da Região Centro-Oeste e de Serviço Público. Foi suplente das comissões de Comunicações, de Ciência e Tecnologia, e terceiro suplente da mesa da Câmara em 1975 e 1976.

Em outubro de 1977, foi sancionada a lei que dividiu em dois o estado do Mato Grosso. Surgiria assim, a partir de janeiro de 1979, o estado de Mato Grosso do Sul, cuja capital ficou em Campo Grande com governador nomeado. O antigo estado de Mato Grosso permaneceria com a capital em Cuiabá. Em setembro de 1978, foi um dos deputados arenistas que votou a favor da emenda proposta pelo senador Francisco Acióli Filho, extinguindo a figura do senador eleito por via indireta, ou senador “biônico”.       

Reeleito pela terceira vez consecutiva no pleito de novembro de 1978, dessa vez pelo estado de Mato Grosso do Sul, na legislatura iniciada em fevereiro de 1979 integrou a Comissão de Relações Exteriores da Câmara e como suplente a Comissão de Fiscalização Financeira e Tomada de Contas.

Com a extinção do bipartidarismo em 29 de novembro de 1979 e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), agremiação sucessora da Arena, e nessa legenda voltou a eleger-se à Câmara dos Deputados pelo estado de Mato Grosso do Sul no pleito de novembro de 1982.

Em 25 de abril de 1984 votou contra a emenda Dante de Oliveira, apresentada na Câmara dos Deputados, que propôs o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. Como a emenda não obteve o número de votos indispensáveis à aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado — no Colégio Eleitoral, reunido em 15 de janeiro de 1985, Ubaldo Barém votou no candidato do regime militar, Paulo Maluf, que acabou derrotado pelo oposicionista Tancredo Neves, eleito novo presidente da República pela Aliança Democrática, união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Contudo, por motivo de doença, Tancredo Neves não chegou a ser empossado na presidência e faleceu em 21 de abril de 1985. Seu substituto no cargo foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo, desde 15 de março deste ano.

Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, sem concorrer a reeleição em outubro do ano anterior.

Faleceu em Brasília no dia 2 de novembro de 1992.

Era casado com Shirley Dornelles Barém, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertórios (1971-1975, 1975-1979); INF. FAM.; Jornal do Brasil (21 e 22/9/78); NÉRI, S. 16; Perfil (1972, 1980); TRIB. SUP. ELEIT. Dados (6 e 8).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados