BARRETO, RUI

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Nome: BARRETO, Rui
Nome Completo: BARRETO, RUI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARRETO, RUI

BARRETO, Rui

*pres. ACRJ 1978-1985.

 

Rui Barreto nasceu em Muriaé (MG) no dia 14 de janeiro de 1927, filho do cafeicultor Rafael José de Oliveira Barreto e de Maria Alice do Vale Barreto.

Em 1939, foi para o Rio de Janeiro estudar como interno no Colégio São Vicente de Paula, onde concluiu o 2º grau. Bacharelou-se em direito no Rio de Janeiro, mas o interesse pela atividade cafeeira levou-o a abandonar a advocacia.

Em 1954, tornou-se presidente do Sindicato dos Trapiches de Armazéns Gerais do Estado do Rio de Janeiro, cargo que manteve até 1958, ano em que foi membro do Grupo de Fomento às Exportações, do Conselho de Desenvolvimento Nacional da Presidência da República. Entre 1964 e 1969, ocupou o cargo de primeiro-vice-presidente da Associação Comercial do Rio de Janeiro (ACRJ), renunciando à função em 1970. Mais tarde, em 1978, foi eleito à presidência da Confederação das Associações Comerciais do Brasil (CACB). Como presidente da entidade, passou também a dirigir a ACRJ e a Federação das Associações Comerciais, Industriais e Agropastoris do Estado do Rio de Janeiro (Faciarj), sucedendo a Pedro Leão Veloso Wahmann nos três cargos. Em dezembro de 1979, tornou-se presidente da Seção Brasileira do Conselho empresarial Brasil-Estados Unidos, onde permaneceu por três anos. No exercício da função, integrou a delegação brasileira à reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT), em Genebra, no ano de 1980.

Em 1985, após ter sido reeleito duas vezes para o cargo, concluiu sua passagem pela CACB. Por conta disso, deixou também as presidências da ACRJ e da Faciarj, sendo sucedido nas funções por Amauri Temporal. Com o fim do mandato de Temporal em 1989, uma mudança nos estatutos das entidades determinou que cada uma delas passasse a eleger seu próprio presidente. Contrário à medida, Rui Barreto entrou com uma ação na Justiça para tentar impedir a posse do novo presidente da Confederação, César Rogério Valente. Além da reforma dos estatutos, Barreto também questionou a proposta defendida por Valente e pelo novo presidente da ACRJ, Paulo Protásio, de transferir para outro estado a sede da CACB localizada no Rio de Janeiro. Com base na ação impetrada por Barreto, a Justiça decretou uma intervenção de três anos na direção da CACB. Impedido de assumir a presidência da entidade, Valente anunciou a criação da Confederação Nacional das Associações Comerciais, a qual passou a presidir. Vitorioso quanto à posse de Valente, Barreto não conseguiu entretanto impedir a reforma dos estatutos. Decidindo então se candidatar à presidência da Faciarj, em 1991 foi eleito para um mandato de dois anos à frente da entidade.

Em novembro de 1995, o Conselho de Recursos do Sistema Financeiro Nacional determinou o arquivamento de um processo do Banco Central contra Rui Barreto, por suspeita de informação privilegiada na transferência de ações da Café Solúvel Brasília, durante processo de concordata da empresa. Em 2009, continuava na diretoria do Café Solúvel Brasília.

Permaneceu à frente da Faciarj, atualmente Facerj, até 2001. Nesse período, disputou a presidência da ACRJ com o ex-ministro Marcílio Marques Moreira, que venceu a eleição sucedendo o empresário Artur Sendas.

Tornou-se grande benemérito da ACRJ e vice-presidente do Conselho Consultivo da Associação Cultural do Arquivo Nacional (ACAN).

Além da Café Solúvel Brasília, Barreto tornou-se presidente da Companhia São João de Armazéns Gerais, da Bhering Produtos Alimentícios S.A. e da Imobiliária Irapuan S.A. Presidiu também a Federação das Câmaras de Comércio Exterior e a Fundação de Comércio Exterior e foi fundador e membro do Conselho Empresarial Brasil-Portugal e do Conselho Empresarial Brasil-Argentina. Foi membro da Junta Consultiva do Instituto Brasileiro do Café e do conselho de administração da Empresa Brasileira de Telecomunicações e ocupou a vice-presidência da Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel.

Participou ainda do conselho diretor do Centro de Estudos Brasileiros da Universidade de Johns Hopkins, em Washington, do Conselho de Defesa dos Direitos Humanos do Governo do Rio de Janeiro e do conselho diretor do Movimento Brasileiro de Alfabetização, além de ter sido curador do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro.

Casou-se com Rosa Maria Annes Dias Barreto, com quem teve três filhos.

 

 

FONTES: CURRIC. BIOG.; Estado de S. Paulo (16/7/81); Folha de S. Paulo (26/11/95); Globo (19/7/81); INF. BIOG; Jornal do Brasil (18/5/78, 26/4/01); http://www.acrj.org.br/ acesso em 11/11/09; http://www.arquivonacional.gov.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=78 acesso em 11/11/09

 

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