BARROS, FILIPE ANTONIO XAVIER DE

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Nome: BARROS, Filipe Antônio Xavier de
Nome Completo: BARROS, FILIPE ANTONIO XAVIER DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, FILIPE ANTÔNIO XAVIER DE

BARROS, Filipe Antônio Xavier de

*militar; interv. GO 1946.

 

Filipe Antônio Xavier de Barros nasceu em Taguatinga (GO) no dia 5 de novembro de 1878, filho de Pacífico Antônio Xavier de Barros e de Filipa Rosa da Cunha.

Fez os estudos básicos em Goiás e iniciou a carreira militar em 1897 ingressando na Escola Tática e de Tiro de Rio Pardo, no Rio Grande do Sul. Transferiu-se depois para a Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de onde saiu alferes-aluno em março de 1904. Foi promovido a segundo-tenente em janeiro de 1907 e nesse mesmo ano concluiu os cursos de engenharia e de estado-maior. Em setembro de 1909 foi promovido a primeiro-tenente, em fevereiro de 1919 a capitão e em maio de 1921 a major, ingressando então na Intendência de Guerra, criada no Brasil pela Missão Militar Francesa. Em agosto de 1922 recebeu a patente de tenente-coronel, em setembro de 1923 a de coronel e em maio de 1929 a de general-de-brigada. A partir de então tornou-se inspetor e diretor do Serviço de Intendência do Exército.

Logo após a Revolta Comunista de 1935, participou de uma reunião de generais do Exército que manifestaram seu apoio ao ministro da Guerra, o general João Gomes Ribeiro Filho, para que este procedesse à punição rigorosa dos envolvidos no levante. No encontro foi proposto que os militares implicados fossem não só submetidos a julgamento como expulsos do Exército.

Em 1937, foi presidente do Clube Militar. Passou à reserva em setembro de 1940 no posto de general-de-divisão.

Por suas ligações com o general Eurico Dutra, quando este assumiu a presidência da República em janeiro de 1946, foi nomeado interventor federal em Goiás, substituindo o desembargador Eládio de Amorim. Tomou posse em 18 de fevereiro, procurando promover a abertura de estradas no norte do estado e desenvolver a vida cultural de Goiânia. Entretanto, a forte oposição dos políticos locais que logo foi obrigado a enfrentar levou-o a se exonerar em 11 de setembro, quando foi substituído por Belarmino Cruvinel.

Faleceu no Rio de Janeiro em 1961.

Foi casado com Amasiles Rocha Xavier de Barros, com quem teve uma filha.

Publicou estudos sobre leis, regulamentos e instruções no âmbito militar.

 

FONTES: ARQ. GETÚLIO VARGAS; BIJOS, C. Clube; FERREIRA, J. Presidentes; Grande encic. Delta; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); SILVA, H. 1937.

 

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