BARROS, PEDRO DE MORAIS

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Nome: BARROS, Pedro de Morais
Nome Completo: BARROS, PEDRO DE MORAIS

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROS, PEDRO DE MORAIS

BARROS, Pedro de Morais

*diplomata; emb. Bras. Peru 1941-1945; emb. Bras. Itália 1945-1949.

 

Pedro de Morais Barros nasceu em Piracicaba (SP) no dia 8 de maio de 1884, filho de Manuel de Morais Barros e de Maria Inês de Morais Barros. Seu pai foi deputado provincial por São Paulo de 1884 a 1885, constituinte em 1890, deputado federal nas duas primeiras legislaturas republicanas (1891-1895) e senador em 1896, em substituição a Prudente de Morais Barros, seu tio, que deixara o cargo para assumir a presidência da República que exerceu de 1894 a 1898. Seu irmão, Paulo de Morais Barros, foi deputado federal por São Paulo de 1909 a 1911 e de 1927 a 1929, ministro da Viação e da Agricultura em 1930 e senador pelo mesmo estado de 1935 a 1937.

Fez o curso de humanidades no Colégio Piracicabano e, a seguir, na Escola Americana de São Paulo, formando-se em 1900 pelo Mackenzie College. Diplomou-se engenheiro civil pela Escola Politécnica de São Paulo em 1907. Após passar alguns anos na Europa e nos Estados Unidos, radicou-se com a família em Berlim, na Alemanha, seguindo aí o curso de filosofia e letras até 1914, quando a universidade foi fechada em virtude de eclosão da Primeira Guerra Mundial (1914-1918).

De volta ao Brasil, ingressou em 1915 na carreira diplomática, sendo nomeado adido de legação no Chile, posto que não assumiu por ter sido designado oficial-de-gabinete do ministro das Relações Exteriores, Nilo Peçanha. Passou a segundo-secretário em outubro de 1917, sendo promovido em julho do ano seguinte a primeiro-secretário. Atuou como ajudante-de-ordens na Secretaria do Itamarati, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, de novembro de 1918 a maio de 1919, sendo designado no mês seguinte para Berna, na Suíça, onde permaneceria até fevereiro de 1922. Nessa cidade, já como encarregado de negócios, foi secretário da delegação brasileira à I Assembléia da Liga das Nações, realizada em novembro e dezembro de 1920.

Foi transferido para Lima, no Peru, em agosto de 1922, tendo atuado como encarregado de negócios até outubro de 1926. Dessa data até maio de 1929 serviu em comissão na Secretaria do Itamarati, sendo nomeado no mês seguinte para instalar a legação então criada em Budapeste, na Hungria, onde permaneceria por cinco anos. Nesse ínterim, foi promovido a ministro plenipotenciário de segunda classe em janeiro de 1931 e a ministro plenipotenciário de primeira classe em fevereiro de 1934. Em fevereiro do ano seguinte foi removido para Haia lá permanecendo até junho de 1940, quando a invasão alemã obrigou todo o corpo diplomático a deixar a capital da Holanda.

De novo no Rio de Janeiro, foi nomeado chefe da delegação brasileira à Conferência Regional do Prata, reunida em Montevidéu em 1941. Em abril desse ano assumiu o cargo de embaixador em Lima, que exerceu até fevereiro de 1945, tendo atuado decisivamente na solução do secular conflito de limites entre o Peru e o Equador. Terminada a Segunda Guerra Mundial — e necessitando o governo brasileiro de normalizar suas relações diplomáticas com a Itália —, Morais Barros foi designado em maio de 1945 embaixador em Roma, lá permanecendo até maio de 1949, quando foi aposentado compulsoriamente.

Faleceu em São Paulo no dia 14 de março de 1969.

Era casado com Maria Isabel Godói de Morais Barros, com quem teve duas filhas.

 

 

FONTES: Estado de S. Paulo (15/3/69); GUIMARÃES, A. Dic.; LEITE, A. História; MIN. REL. EXT. Anuário (1948).

 

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