BARROSO, GEONISIO CARVALHO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: BARROSO, Geonísio Carvalho
Nome Completo: BARROSO, GEONISIO CARVALHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BARROSO, GEONÍSIO CARVALHO

BARROSO, Geonísio Carvalho

*pres. Petrobras 1961-1962.

 

Geonísio Carvalho Barroso nasceu em Aracaju no dia 25 de fevereiro de 1915, filho de Lourenço Teles Barroso, funcionário dos Correios e Telégrafos, e da professora Idalina Dejanira de Carvalho Barroso.

Fez os primeiros estudos em sua cidade natal. Em 1933, transferiu-se para o Rio de Janeiro, ingressando no ano seguinte na Escola Nacional de Engenharia. Formou-se em engenharia civil em 1939 e no ano seguinte começou a trabalhar no recém-criado Conselho Nacional do Petróleo (CNP). Destacado para realizar um treinamento em Alagoas, ali permaneceu por quase um ano.

Embarcou para os Estados Unidos em 1941, realizando curso de aperfeiçoamento na Universidade da Califórnia, pela qual diplomou-se em engenharia de petróleo. Regressou ao Brasil em 1943 e, sempre ligado ao CNP, trabalhou em Sergipe e na Bahia em perfuração de poços petrolíferos. Engenheiro residente no campo de Candeias (BA) em 1946, passou a chefiar, dois anos depois, a parte técnica dos trabalhos de perfuração e produção da Superintendência Regional da Bahia. A partir de 1951, quando essas duas atividades foram separadas, chefiou o setor da produção.

Em 1954, viajou novamente para os EUA a fim de aperfeiçoar seus conhecimentos técnicos. Nessa época, foi um dos representantes do CNP na Exposição Internacional de Petróleo realizada em Tulsa, no estado norte-americano de Oklahoma. Retornando ao Brasil seis meses depois, projetou e executou os oleodutos Candeias-Mataripe e Dom João-Candeias, ambos na Bahia. Ainda em 1954 no mês de agosto, quando os trabalhos de pesquisa e lavra do petróleo passaram para a jurisdição da Petrobras — empresa estatal criada em outubro de 1953 pelo Decreto-Lei nº 2.004 —, foi indicado para assumir a chefia da Superintendência Regional da Bahia, cargo que ocupara por diversas vezes em caráter interino no CNP. Foi um dos representantes da Petrobras no IV Congresso Mundial de Petróleo realizado em Roma em 1955, ocasião em que visitou instalações petrolíferas de cinco países europeus com o objetivo de estudar as possibilidades de importação de equipamentos para o Brasil. Em 1958, fez uma viagem de estudos pela América do Sul, durante a qual ficou conhecendo a indústria petrolífera de vários países do continente. No ano seguinte, representou novamente a Petrobras no V Congresso Mundial de Petróleo, realizado em Nova Iorque, no qual apresentou trabalhos de sua autoria.

Foi nomeado presidente da Petrobras em 28 de fevereiro de 1961, durante o governo Jânio Quadros, em substituição ao general Idálio Sardenberg. Permaneceu no cargo até janeiro de 1962, já no governo João Goulart, quando foi substituído por Francisco Mangabeira. Nessa ocasião, foi designado para o Instituto Brasileiro de Petróleo. Diretor da Petrobras entre 1964 e 1967, no ano seguinte foi nomeado consultor técnico da empresa, função que acumulou durante os quatro anos seguintes com a de diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo. Em 1972, assumiu o cargo de vice-presidente executivo da Petrobras Internacional S.A. (Braspetro), subsidiária da Petrobras, cuja criação fora por ele sugerida quando ocupava a presidência da empresa.

Considerado o maior especialista brasileiro em contratos de risco para prospecção petrolífera, foi escolhido pelo presidente da República, general Ernesto Geisel, para chefiar a comissão de elaboração e de execução dessa modalidade de contrato com empresas estrangeiras quando o governo decidiu adotá-la, em outubro de 1975, a despeito do sistema de monopólio estatal da exploração de petróleo no país.

Aposentando-se na Petrobras em 1979, passou a presidir o conselho de administração da empresa Dow Química S.A.

Foi professor da cadeira de produção no curso de engenharia da Escola Politécnica da Universidade da Bahia.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 11 de julho de 1983.

Foi casado com Neusa Maria Nascimento de Carvalho Barroso, com quem teve duas filhas.

 

 

FONTES: CORRESP. PETROBRAS; ENTREV. BIOG.; Perfil (1972); Veja (22/10/75).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados