BESOUCHET, ALBERTO BOMILCAR

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Nome: BESOUCHET, Alberto Bomílcar
Nome Completo: BESOUCHET, ALBERTO BOMILCAR

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
BESOUCHET, ALBERTO BOMÍLCAR

BESOUCHET, Alberto Bomílcar

*militar; rev. 1935.

 

Alberto Bomílcar Besouchet cursou a Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, tornando-se aspirante-a-oficial da arma de infantaria em 1934. Por essa época, seus irmãos Augusto, Marino e Lídia Besouchet eram membros do Partido Comunista Brasileiro, então chamado Partido Comunista do Brasil (PCB).

Em 1935, Alberto Besouchet foi promovido a segundo-tenente e filiou-se à Aliança Nacional Libertadora (ANL), movimento contra o imperialismo, o latifúndio e o fascismo organizado em março desse ano sob a liderança do PCB. Embora fechada por Getúlio Vargas no mês de julho, a ANL promoveu um levante que irrompeu nos dias 23, 24 e 27 de novembro respectivamente em Natal, em Recife e no Rio de Janeiro.

Juntamente com seus irmãos e com João Batista Barreto Leite Filho e Febus Gikovate, opôs-se à orientação insurrecional imprimida pelo PCB à ANL.

Não obstante, servindo na ocasião em Pernambuco, Alberto Besouchet tomou parte na sublevação do 29º Batalhão de Caçadores, sediado na Vila Militar de Socorro, situada perto de Recife. Quando manejava uma metralhadora pesada na tentativa de bloquear a parte dos fundos do pavilhão de comando da vila militar, foi ferido na perna. Os rebeldes foram dominados em dois dias e várias prisões se efetuaram, mas Besouchet conseguiu escapar, perdendo sua patente no Exército.

Alberto Besouchet participou da Guerra Civil Espanhola (1936-1939), lutando pelo governo republicano nas fileiras do Partido Obrero de Unificación Marxista (POUM), de orientação antiestalinista, onde alcançou a patente de coronel. Foi ferido em combate e participou em maio de 1937 dos conflitos de Barcelona, onde milícias comunistas entraram em choque com contingentes do POUM e dos anarquistas. Acusados pelos comunistas de montarem um complô fascista, os líderes do POUM foram presos no mês seguinte e suas colunas militares desmanteladas. Andrés Nin, o presidente do POUM, foi fuzilado e Besouchet morreu em circunstâncias ignoradas. Segundo Barreto Leite Filho, foi executado por ordem dos estalinistas.

 

FONTES: CARNEIRO, G. História; DULLES, J. Anarquistas; MIN. GUERRA. Almanaque (1934); SILVA, H. 1935; Temas de Ciências Humanas (9).

 

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