BEVILACQUA, MIRTES

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Nome: BEVILACQUA, Mirtes
Nome Completo: BEVILACQUA, MIRTES

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BEVILACQUA, Mirtes

*dep. fed. ES 1983-1987.

Mirtes Bevilacqua Corandi nasceu em Vitória no dia 3 de fevereiro de 1939, filha de Luciano Bevilacqua e de Vitória Azevedo Bevilacqua.

Chefe de gabinete da Secretaria de Educação do Espírito Santo a partir de 1959, no governo de Carlos Fernando Monteiro Lindenberg (1959-1962), continuou no cargo até 1964, já na gestão de Francisco Lacerda de Aguiar (1963-1966). Em 1962 bacharelou-se em ciências jurídicas e sociais pela Faculdade de Direito da atual Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Licenciou-se também em ciências físicas e naturais e em 1965 passou a lecionar essa disciplina.

De 1973 a 1981 presidiu a União dos Professores do Espírito Santo (UPES), e de 1975 a 1983 foi vice-presidente da Confederação de Professores do Brasil (CPB). Em 1975 esteve em Costa Rica como delegada ao Seminário de Previdência Social, e em 1980 esteve na Argentina como delegada ao Seminário Incasur. Secretária-geral da Federação Latino-Americana dos Trabalhadores da Educação e da Cultura (FLATEC), em 1981 esteve no Equador como delegada ao seminário de professores dessa entidade. Vice-presidente da Confederação de Servidores Públicos do Brasil e membro do conselho diretor da Central Única dos Trabalhadores (CUT), em 1982 foi vice-presidente do congresso da Central Latino-Americana dos Trabalhadores (CLAT), realizado na Colômbia.

No pleito de novembro de 1982 foi eleita deputada federal pelo Espírito Santo na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Assumindo o mandato em fevereiro de 1983, tornou-se membro da Comissão de Serviço Público e suplente da Comissão de Trabalho e Legislação Social da Câmara dos Deputados. Em 25 de abril de 1984 votou a favor da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento das eleições diretas para presidente da República em novembro daquele ano. A emenda, contudo, não obteve o número de votos necessários à sua aprovação — faltaram 22 para que o projeto pudesse ser encaminhado à apreciação pelo Senado Federal —, o que fez com que a sucessão presidencial fosse mais uma vez decidida por via indireta. No Colégio Eleitoral reunido em 15 de janeiro de 1985, votou no candidato oposicionista Tancredo Neves, da Aliança Democrática, união do PMDB com a dissidência do Partido Democrático Social (PDS) abrigada na Frente Liberal. Tancredo foi eleito, mas, por motivo de doença, não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril. Seu substituto foi o vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Ainda nessa legislatura, Mirtes Bevilacqua foi membro da comissão encarregada de elaborar o anteprojeto de criação do Conselho Nacional de Defesa dos Direitos da Mulher, que foi composta por 16 mulheres e presidida por Rute Escobar, atriz, empresária de teatro e deputada estadual. Candidatou-se a deputada federal no pleito de novembro de 1986, mais uma vez na legenda do PMDB, e obteve uma suplência. Deixou a Câmara dos Deputados em janeiro de 1987, ao fim da legislatura.

Ainda 1987 assumiu a Secretaria de Ação Social do governo Max Mauro (1987-1991), cargo no qual permaneceu até 1989. No início de 1990 deixou o PMDB e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Nessa legenda voltou a candidatar-se em outubro a deputada federal pelo Espírito Santo, e mais uma vez obteve uma suplência. Em 1991 tornou-se assessora da Telecomunicações do Brasil S.A. (Telebrás), a convite do novo presidente da empresa, o ex-senador José Inácio Ferreira. Exerceu a função até 1992, quando passou a integrar o conselho de administração da Telecomunicações do Espírito Santo S.A. (Telest), cargo no qual permaneceria até 1995.

Candidatou-se novamente a deputada federal pelo Espírito Santo em outubro de 1994, dessa vez na legenda do Partido Popular Socialista (PPS), agremiação que abrigou membros do antigo PCB, e novamente obteve uma suplência. Integrou a executiva do diretório regional do PPS e foi secretária de Ação Social do município de Vila Velha (ES) durante a gestão do prefeito Max Filho (2001-2009).

Casou-se com Pedro José Corandi, com quem teve três filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); Globo (26/4/84, 16/1/85); INF. BIOG.

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