Rubens Bueno

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Nome: BUENO, Rubens
Nome Completo: Rubens Bueno

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

BUENO, Rubens

*dep. fed. PR 1991-1992, 1999-2003, 2011-

 

Rubens Bueno nasceu em Sertanópolis (PR) no dia 23 de maio de 1948, filho de José Bueno e de Maria Aparecida Brustolin Bueno.

Iniciou a carreira política na década de 1970 como militante do Movimento Democrático Brasileiro (MDB) e secretário parlamentar do então deputado federal Álvaro Dias, em Brasília. Em 1978 iniciou o curso de letras do Centro de Ensino Unificado de Brasília (CEUB) e formou-se em 1981.

Em novembro de 1982 foi eleito deputado estadual no Paraná, na legenda do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Empossado em fevereiro de 1983, presidiu a Comissão de Educação e a comissão parlamentar de inquérito sobre corrupção na administração estadual, e participou ainda da Comissão de Constituição e Justiça e da Comissão Especial de Reforma da Constituição. Foi também vice-líder da bancada peemedebista na Assembleia Legislativa. Em 1984 desenvolveu o projeto Universidade Popular do Trabalho, iniciativa voltada para a formação e o aprimoramento de lideranças sindicais e do movimento popular. Ao longo da legislatura apresentou projetos que resultaram nas leis do livro didático — eliminando o livro descartável —, de eleições diretas para diretor nas escolas públicas, e de controle de agrotóxicos.

Reeleito em novembro de 1986, tomou posse em fevereiro de 1987, mas logo depois licenciou-se para assumir a Secretaria Estadual de Justiça, Trabalho e Ação Social, no governo de Álvaro Dias (1987-1991). Presidente da Fundação de Ação Social e do Conselho Estadual do Trabalhador, participou de várias missões ao exterior em nome do governo do Paraná: foi à Venezuela, à Feira de Leipzig, a convite do governo da República Democrática Alemã, à Itália, para contatos oficiais com entidades sociais e sindicais de trabalhadores, e à França, para conhecer o projeto Casa Familiar Rural.

Em 1990 ingressou no Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) e nessa legenda foi eleito em outubro a deputado federal. Empossado em fevereiro do ano seguinte, integrou a Comissão de Agricultura e Política Rural e a comissão que elaborou estudos sobre a eficácia dos trabalhos legislativos e administrativos. Vice-líder do PSDB na Câmara, apresentou projetos sobre a impenhorabilidade da pequena propriedade e sobre a criação de um fundo de apoio à agricultura. Ainda em 1991, foi representante da Câmara dos Deputados em visita à Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque. Na sessão da Câmara de 29 de setembro de 1992, votou a favor da abertura do processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade por ligações com um esquema de corrupção liderado pelo ex-tesoureiro de sua campanha presidencial, Paulo César Farias. Afastado da presidência logo após a votação na Câmara, Collor renunciou ao mandato em 29 de dezembro de 1992, pouco antes da conclusão do processo pelo Senado Federal, sendo efetivado na presidência da República o vice Itamar Franco, que já vinha exercendo o cargo interinamente desde o dia 2 de outubro.

Em outubro de 1992 candidatou-se a prefeito de Campo Mourão na legenda PSDB. Eleito com mais de 77% dos votos, renunciou em dezembro à Câmara dos Deputados, onde foi substituído na pelo suplente Deni Schwartz, e tomou posse na prefeitura em 1º de janeiro de 1993. Concluiu sua gestão em janeiro de 1997.

Em outubro de 1998 reelegeu-se deputado federal pelo Paraná, agora na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Iniciou o mandato em fevereiro de 1999 e nesse mesmo ano transferiu-se para o Partido Popular Socialista (PPS). Foi líder do bloco formado pelo PPS e pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) em 2001, e líder da bancada do PPS de 2001 a 2002. Participou como membro titular das comissões de Agricultura e Política Rural, de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, de Economia, Indústria e Comércio, de Relações Exteriores e Defesa Nacional, e de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, e foi suplente das comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público e de Educação, Cultura e Desporto.

Nas eleições de outubro 2002, concorreu ao governo do estado do Paraná na legenda do PPS, obtendo 362.464 votos e ficando na quinta colocação, com cerca de 7% dos sufrágios. Apoiou no segundo turno o peemedebista Roberto Requião, que derrotou Álvaro Dias, do PDT, seu antigo aliado. No mês seguinte, foi indicado secretário-geral da executiva nacional do PPS. Deixou a Câmara em janeiro de 2003, ao final do mandato.

 Em 2004 disputou a prefeitura de Curitiba pela coligação Voto Limpo, integrada pelo PPS e pelo Partido Verde (PV), obtendo cerca de 20% dos votos válidos e ficando em terceiro ligar. No segundo turno, engajou-se ativamente na campanha do candidato do PSDB, Beto Richa, que derrotou o candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Ângelo Vanhoni. Defendeu também o afastamento do PPS do governo Lula, com a renúncia a todos os cargos ocupados no governo pelos filiados ao partido.

Nas eleições de outubro de 2006, voltou a concorrer ao governo do Paraná na legenda do PPS, obtendo a quarta colocação com 437.689 votos. No segundo turno apoiou o candidato do PDT Osmar Dias, que foi derrotado por Roberto Requião, reeleito por estreita margem de votos. Após a derrota nas eleições, dedicou-se à organização do PPS em nível nacional e no estado do Paraná. Por ocasião dos debates sobre a reforma política no Congresso Nacional durante o ano de 2007, manifestou-se a favor do sistema de governo parlamentarista, do financiamento público das eleições e do sistema de lista fechada.

Nas eleições municipais de Curitiba de outubro de 2008, declarou seu apoio ao candidato vitorioso Beto Richa, consolidando assim seu afastamento do governador Roberto Requião no plano estadual, e do governo Lula no plano nacional. Participou também ativamente da bem-sucedida campanha de sua filha, Renata Bueno, para vereadora. Em junho de 2009, no V Congresso do partido no estado, foi eleito para mais um mandato como presidente do PPS paranaense.

Nas eleições de 2010 elegeu-se deputado federal com 120 mil votos, tendo assumido o novo mandato em fevereiro de 2011. Nessa legislatura integrou, como titular, as Comissões Permanentes de Turismo (CTUR) e do Esporte (CESPO). Além disso, atuou também na Comissão Especial que discutiu o PL 2330/11, que abordou medidas e diretrizes necessárias para a realização das competições desportivas organizadas pela FIFA e que teriam o Brasil como sede em 2013 e 2014. O projeto ficou conhecido pela alcunha de Lei Geral da Copa e, apesar de contestado pelos oposicionistas em função de concessões feitas à instituição internacional, foi aprovado e sancionado no ano seguinte.

Nas eleições municipais de Outubro de 2012, foi candidato a vice-prefeito de Curitiba na chapa encabeçada por Luciano Ducci, do Partido Socialista Brasileiro, em coligação composta também pelo PPS e por outros treze partidos. Na ocasião do pleito, porém, foram apenas a terceira chapa mais votada, com 261 mil votos, insuficientes para a disputa de segundo turno, quando Gustavo Fruet, candidato pelo PDT, venceu Ratinho Junior, do PSC, e foi eleito.

Sem êxito no pleito da capital paranaense, retomou o exercício do mandato parlamentar, renovado no pleito de Outubro de 2014, quando recebeu 95 mil votos e foi reeleito para a legislatura seguinte.

Presidiu o Instituto Gralha Azul, entidade não governamental dedicada à melhoria da qualidade de vida e à preservação do meio ambiente.

Casado com Rosemaria Eitelwein Bueno e teve, além de Renata, mais dois filhos.

 

 

FONTES: FIGUEIREDO, R. & LAMOUNIER, B. Cidades; Estado do Paraná (12/10/2002, 21/10/2006 e 08/06/2007); INF. BIOG.; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.leg.br>. Acesso em 29/09/2014; Portal Folha de S. Paulo. Disponível em: <http://www.folha.uol.com.br>. Acesso em 29/09/2014; Portal do Partido Popular Socialista. Disponível em <http://portal.pps.org.br>. Acesso em 01/12/2009; Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 01/12/2009 e 29/09/2014.


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