Júlio Cesar Gomes dos Santos

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Nome: CABO JÚLIO
Nome Completo: Júlio Cesar Gomes dos Santos

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
ABI-ACKEL, IBRAHIM

CABO JÚLIO

*militar; dep. fed. MG 1999-2007


 

Júlio Cesar Gomes dos Santos nasceu em Belo Horizonte no dia 19 de maio de 1970, filho de José Gomes da Silva e de Geralda das Mercês Santos.

Estudou no Colégio Técnico Excelsior, no Rio de Janeiro, onde obteve formação de técnico em contabilidade em 1987. Graduou-se em teologia na Faculdade de Teologia das Assembléias de Deus, em Brasília (DF).

Em 1988 ingressou na Polícia Militar (PM) e passou a integrar o 5º Batalhão da PM em Minas Gerais. Em 1990 foi aprovado no curso de formação de cabos e logo transferido para o Batalhão de Choque. Em junho de 1997 liderou a greve dos policiais militares de Minas Gerais por melhores salários e participou das negociações com representantes do então governador Eduardo Azeredo, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), que resultaram, entre outros benefícios, no aumento do piso salarial da categoria. Em dezembro do mesmo ano, foi expulso da PM por sua atuação no movimento grevista. Ainda em 1997, filiou-se ao Partido Liberal (PL).

Nas eleições de 1998 candidatou-se à Câmara dos Deputados e foi eleito com mais de 215 mil votos, o mais bem votado em Minas Gerais na legenda do PL. Tomou posse em fevereiro de 1999 e desse ano ao seguinte foi vice-líder do bloco parlamentar formado pelo PL e os partidos Social Trabalhista (PST) e Social Liberal (PSL). Em 2000 foi pré-candidato à prefeitura de Belo Horizonte, mas renunciou à candidatura e passou a apoiar Célio de Castro, candidato à reeleição na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB). Entre 2000 e 2001 permaneceu como vice-líder do bloco formado pelo PL e pelo PSL. Em 2001, filiou-se ao PST. Foi líder do partido na Câmara em outubro de 2001 e, novamente, de março de 2002 a janeiro de 2003.

Nas eleições de outubro de 2002 foi candidato à reeleição na legenda do PST. Obteve mais de 115 mil votos nominais e iniciou o segundo mandato em fevereiro de 2003. Quando o PST foi incorporado ao PL, ainda nesse ano, filiou-se novamente ao PSB e em seguida deixou esses partido para filiar-se ao Partido Social Cristão (PSC). Durante as duas legislaturas como deputado federal foi terceiro vice-presidente da Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado, participou da Comissão Mista para Levantar as Causas e Efeitos da Violência e das comissões permanentes de Diretos Humanos e de Relações Exteriores e Defesa Nacional. Foi membro das comissões especiais de Combate à Violência e da Convenção da Organização das Nações Unidas (ONU) Contra a Corrupção. Participou ainda da comissão parlamentar de inquérito (CPI) que investigou o avanço e a impunidade do narcotráfico, instalada em 1999.

Em 2005 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 2006, teve a cassação de seu mandato recomendada pelo Conselho de Ética da Câmara dos Deputados por seu envolvimento no “escândalo dos sanguessugas”, como ficou conhecida a atuação da empresa Planam, que, com apoio de deputados federais e senadores que apresentavam emendas ao orçamento da União, obtinha recursos para fraudar licitações e vender ambulâncias para prefeituras com valores superfaturados. Após a Polícia Federal ter descoberto o esquema, uma CPI foi instalada no Congresso Nacional para investigar o envolvimento de parlamentares no caso. Cabo Júlio foi acusado por um dos sócios da Planam, em depoimento a CPI, de ser o chefe do esquema.

Candidato à reeleição em outubro de 2006 na legenda do PMDB, não foi bem sucedido. Deixou a Câmara ao final do mandato, em janeiro de 2007. Em 2008 elegeu-se vereador em Belo Horizonte na legenda do PMDB e foi empossado em janeiro de 2009.

No ano seguinte, a Justiça Federal o condenou ao pagamento de uma multa pelo envolvimento no caso da “Máfia das Ambulâncias” ou “escândalo dos sanguessugas”, como ficou conhecido o evento quatro anos antes.  Recorreu da aplicação da pena e, em Abril, publicou um relato em seu blog pessoal confessando o malfeito e questionando o fato de ter sido o único dentre os mais de 80 envolvidos a ser condenado.

Nas eleições daquele ano, licenciou-se da Câmara dos Vereadores para concorrer a uma vaga de deputado estadual, mas obteve apenas a suplência. Tentou mais um mandato como vereador em 2012, mas também não logrou êxito. Com a renúncia de um deputado estadual da coligação pela qual se candidatou em 2010, trocou a Câmara dos Vereadores pela efetivação na Assembleia Legislativa de Minas Gerais em Dezembro de 2012.

É autor de Das trevas para a luz (2002) e O dia em que a polícia parou: a verdadeira história da greve mineira que parou o Brasil (2002).

 

Letícia Nunes de Moraes


 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros; Jornal Folha de S. Paulo (12/10/1998; 05/10/2000; 27/06/2001; 25/07/2006, 10/082006, 30/11/2006 e 22/12/2006); Portal da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Disponível em: <http://www.almg.gov.br>. Acesso em 25/06/2013; Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www.camara.gov.br>. Acesso em 13/12/2009; Portal Congresso em Foco. Disponível em: <http://www.congressoemfoco.uol.com.br>. Acesso em 25/06/2013; Portal do Jornal Estado de Minas. Disponível em: <http://www.em.com.br>. Acesso em 25/06/2013.

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