CÂNDIDO, Geraldo

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Nome: CÂNDIDO, Geraldo
Nome Completo: CÂNDIDO, Geraldo

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CANDIDO, Geraldo

*sen. RJ 1995-2003.

 

                Geraldo Cândido da Silva nasceu em Pedro Velho (RN) no dia 19 de fevereiro de 1940, filho de Francisco Cândido da Silva e de Maria José da Silva.

Formou-se torneiro mecânico pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI). Em fevereiro de 1959, desembarcou no Rio de Janeiro para trabalhar numa firma em Bonsucesso. Através de um colega de trabalho, tomou conhecimento do Jornal Semanário, do Partido Comunista Brasileiro (PCB), passando a se interessar por política partidária.

Ingressou nas fileiras do PCB e começou sua militância em 1961, ano em que o país passava por um período turbulento em função da renúncia do presidente Jânio Quadros e do impasse criado pelo veto dos ministros militares à posse do vice João Goulart. No ano seguinte, foi contratado por uma empresa de lubrificantes e passou a militar no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Minérios e Combustíveis, tendo participado da greve da categoria.

Durante o regime militar, participou do grupo de apoio logístico da Ala Vermelha, organização clandestina de esquerda, em 1968.

Começou a trabalhar, em 1978, na companhia do Metrô do Rio de Janeiro ocupando o cargo de mecânico de manutenção de máquinas. No ano seguinte, participou da criação da Associação dos Funcionários do Metrô, tendo exercido a função de primeiro-secretário.

Nesse mesmo ano, integrou também o movimento que levaria a criação do Partido dos Trabalhadores (PT) em 10 de fevereiro de 1980. Foi um dos fundadores do PT do Rio de Janeiro e membro do primeiro diretório nacional da agremiação, tendo ocupado por três mandatos algum cargo na direção nacional. Fundou a 22ª zona estadual do partido e o primeiro núcleo de categoria, o de transportes. Foi também vice-presidente da direção estadual e exerceu cargos na Executiva Estadual nos anos de 1981, 1983 e 1985.

Foi eleito, em 1981, o primeiro presidente do Sindicato dos Metroviários do Rio de Janeiro. Esteve presente, em 1982, ao encontro que reuniu cerca de quatrocentos líderes sindicais de todo o Brasil, em São Paulo, sendo eleito como um dos dez representantes do Rio de Janeiro para a II Comissão Nacional Pró Central Única dos Trabalhadores (CUT) cujo objetivo era organizar o congresso de fundação da CUT nacional. Em agosto de 1983, foi eleito para compor a direção nacional da CUT, função que exerceu até 1988. Participou do I Congresso Estadual das Classes Trabalhadoras do Rio de Janeiro em abril de 1984, fundando a CUT fluminense. Foi eleito como o primeiro presidente da central no estado, sendo reeleito por mais três mandatos consecutivos. Na CUT, integrou a tendência Alternativa Sindical Socialista, ocupando o cargo de secretário da CUT no Rio de Janeiro. Em 1985 foi reeleito presidente do sindicato dos metroviários.

Em novembro de 1986, candidatou-se a deputado federal constituinte pelo estado do Rio de Janeiro na legenda do PT. Foi o quinto candidato mais votado do partido no Rio de Janeiro, mas não obteve votos suficientes para ultrapassar a barreira do quociente eleitoral.

No PT, participou até 1989 da tendência Articulação, deixando-a por divergências políticas e passando a atuar junto à Tendências Marxistas.

Em 1994 integrou na condição de primeiro suplente a chapa encabeçada por Benedita da Silva ao Senado pelo estado do Rio de Janeiro. Com a renúncia da titular, assumiu o exercício do mandato em 8 de janeiro de 1999. Membro da Comissão de Educação e militante do movimento negro, tendo apresentado a proposta de emenda constitucional que previa a destinação de 5% do produto da arrecadação do imposto sobre a renda para um Fundo de Afrodescendentes e declarou que a instituição de cotas para negros no acesso aos cargos e empregos públicos, à educação superior e aos contratos do Fundo de Financiamento ao Estudante de Ensino Superior (FIES) não resolveria o problema, afirmando a necessidade de políticas de reparação. 

No pleito de outubro de 2006, disputou uma vaga na Câmara dos Deputados pelo estado do Rio de Janeiro na legenda petista. Obteve uma suplência. Deixou o Senado em janeiro de 2003, ao final da legislatura.

Casou-se com Maurina Barbosa da Silva com quem teve três filhos.

Sabrina Guerghe

 

FONTES: Senado Federal; Arquivo de Memória Operária do Rio de Janeiro (AMORJ); Site do município de Pedro Velho (http://br.geocities.com/pedrovelhorn/senador.htm); Núcleo Piratininga de Comunicação (NPC) /Janeiro de 1999 (http://www.piratininga.org.br/novapagina/leitura.asp?id_noticia=2151&topico=Por Claudia  Santiago); http://www.tse.gov.br/internet/eleicoes/2002/result_blank.htm acesso 15/10/09; http://www.acaoeducativa.org.br/downloads/02bibliografico.pdf acesso em 15/10/09.

 

 

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