Janete Maria Góes Capiberibe

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Nome: CAPIBERIBE, Janete
Nome Completo: Janete Maria Góes Capiberibe

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CAPIBERIBE, Janete

*dep. fed. AP 2003-2006, 2007-2011; 2011-


 

Janete Maria Góes Capiberibe nasceu em Macapá no dia 12 de maio de 1949, filha de Lourival de Góes e de Alzira Del Castilo Góes.

Sua vida política teve inicio cedo, quando ingressou no movimento estudantil secundarista do Amapá. Em 1965 se filiou ao Partido Comunista Brasileiro (PCB) e em 1969 participou das ações de guerrilha da Aliança Nacional Libertadora (ALN), contra o Regime Militar, instaurado em 1964. Foi presa pelo aparato de repressão do regime em 1971 e, no ano seguinte, exilou-se com a família, inicialmente na Bolívia, depois no Chile, no Canadá e em Moçambique. Durante o período de exílio, formou-se no Curso de Língua Francesa, no Canadá, em 1974. Ainda naquele país, trabalhou como ajudante de assistente social e tradutora de francês e português, entre 1975 e 1977. Em Moçambique, onde viveu de 1977 a 1979, foi professora de Biologia. Retornou ao Brasil no ano de 1979, após a promulgação da lei de anistia.

Em 1980 filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Em 1987 transferiu-se para o Partido Socialista Brasileiro (PSB), em cujo diretório regional (AP) atuou de 1987 a 1989.

Em 1988 elegeu-se vereadora pela capital do estado, Macapá, na legenda do PSB, permanecendo no cargo até o ano seguinte, quando se elegeu deputada estadual para a legislatura 1991-1995. Reelegeu-se para a Assembleia Legislativa local nas eleições de 1995 e foi presidente do diretório regional do PSB entre 1996 e 1998.

Em 2002 foi eleita, pela primeira vez, deputada federal. Iniciou o mandato em 2003 e nesse mesmo ano tornou-se vice-líder do PSB, cargo que ocupou até o ano seguinte. Em 26 de janeiro de 2006 perdeu o mandato por decisão da Mesa Diretora da Câmara, após ser condenada junto com o marido, o ex-governador do Amapá (1995-2002), pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por compra de votos. Em seu lugar, foi empossado o deputado Evandro Milhomem.

Janete Capiberibe elegeu-se novamente deputada federal nas eleições de 2006 e, no novo mandato, iniciado em fevereiro de 2007, foi titular e presidente da comissão permanente da Amazônia, Integração Nacional e Desenvolvimento Regional, além de titular das comissões permanentes de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Participou também, como titular, das comissões especiais da lei da anistia, do estatuto da mulher, da elegibilidade de cônjuge e parentes, do Cerrado, do desenvolvimento do ensino fundamental, e da sindicância sobre a máfia dos combustíveis.

Nas eleições de Outubro de 2010, lançou candidatura à reeleição, mas teve o registro inicialmente impugnado pelo TSE, com base na Lei da Ficha Limpa, que tornava inelegíveis por oito anos candidatos condenados por decisão de órgão colegiado. Mesmo sob júdice, alcançou 28.147 votos, que lhe renderiam mais um mandato. Porém, precisou aguardar a decisão do Supremo Tribunal Federal de que a lei em questão não se aplicava às eleições de 2010, para somente então ter a candidatura deferida, em 2011, tendo sido empossada no cargo em Julho daquele ano.

Foi também expositora do Programa de Desenvolvimento Sustentável do Amapá, na França, na Alemanha e na Bélgica, em 1996. No período de 1997 a 2002 foi conselheira estadual de meio ambiente do estado do Amapá.

Casou-se com João Alberto Capiberibe, governador e senador pelo Amapá, com quem teve um filho. Sua cunhada, Raquel Capiberibe, foi deputada federal e constituinte pelo Amapá.

Publicou Parindo um mundo novo, em 2001.


 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (2003-2007 e 2007-2011); Jornal Folha de São Paulo (26/01/2006, 3/03/2006, 28/11/2007 e 3/10/2008); Portal do Tribunal Superior Eleitoral. Disponível em: <http://www.tse.jus.br>. Acesso em 13/12/2013. 

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