CARIMBÃO, Givaldo

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Nome: CARIMBÃO, Givaldo
Nome Completo: CARIMBÃO, Givaldo

Tipo: BIOGRAFICO


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CARIMBÃO, Givaldo

CARIMBÃO, Givaldo

* dep. fed. AL 1999-

 

 

                Givaldo de Sá Gouveia nasceu em Itabi (SE) no dia 14 de outubro de 1957, filho de Antônio de Sá Gouveia e de Maria de Deus Gouveia.

Comerciante e gráfico, não completou o ensino fundamental. Estabeleceu residência em Maceió e, em 1978, tornou-se proprietário da Carimbão Indústria e Comércio, de onde veio a alcunha parlamentar.

Presidiu o Instituto de Orientação às Cooperativas Habitacionais (Inoccop) de 1982 a 1984, e a Associação dos Mutuários da Habitação do Estado de Alagoas de 1984 a 1988. Paralelamente, presidiu a regional de Alagoas da Associação Brasileira da Indústria Gráfica entre 1984 e 1988 e foi segundo vice-presidente nacional da mesma associação entre 1986 e 1988. Nesse mesmo ano, tornou-se diretor da Câmara dos Diretores Lojistas (CDL) de Maceió.

Nas eleições municipais de novembro de 1988 elegeu-se vereador em Maceió na legenda do Partido Trabalhista Reformador (PTR), com o apoio de membros da Igreja Católica e da CDL. Reeleito vereador no pleito de outubro de 1992 ainda na legenda do PTR, assumiu, no ano seguinte, a presidência do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente de Maceió. Em 1993 filiou-se ao Partido Verde (PV) e de 1994 a 1996 presidiu a executiva municipal da agremiação. Em 1995 assumiu o cargo de secretário de Meio Ambiente de Maceió, na gestão de Ronaldo Lessa. Nas eleições de outubro de 1996, elegeu-se pela terceira vez vereador na legenda do PV. Em 1998, tornou-se presidente da comissão episcopal da Rede Vida no estado.

Nesse mesmo ano, licenciou-se do mandato de vereador e disputou uma vaga na Câmara dos Deputados por Alagoas na legenda do Partido Socialista Brasileiro (PSB), ao qual se filiara em 1997. Eleito, renunciou ao mandato de vereador e, em fevereiro de 1999, foi empossado deputado federal. Ainda em 1999, tornou-se vice-líder do bloco PSB/ Partido Comunista do Brasil (PCdoB), função que exerceria também de 2001 a 2002. Nessa legislatura, votou contra a Lei de Responsabilidade Fiscal em abril de 2002, acompanhando a decisão do PSB, e faltou à sessão que aprovou a prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF).

No pleito de outubro de 2002 foi reeleito deputado federal por Alagoas na legenda do PSB. Assumindo o mandato em fevereiro de 2003, participou como membro titular da Comissão Permanente de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias, da qual foi também presidente, e da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, em que foi primeiro vice-presidente. Membro da bancada parlamentar católica da Câmara dos Deputados, manifestou-se contra a legalização do aborto e apresentou um projeto de lei qualificando-o como crime hediondo, propondo o aumento da pena de reclusão para os que o cometessem. Também se posicionou contra a transposição do rio São Francisco. Votou a favor da reforma da previdência, em agosto de 2003, e a favor da reforma tributária em setembro do mesmo ano.

Em 2005, integrou a Comissão de Sindicância instalada pela Corregedoria da Câmara dos Deputados para apurar a procedência da denúncia contra 16 deputados acusados de participar do “mensalão”, esquema de compra de votos de parlamentares para manifestarem-se a favor de projetos de interesse do governo federal. A comissão recomendou que todos os suspeitos fossem investigados pelo Conselho de Ética e respondessem a processo por quebra de decoro parlamentar. Ainda assim, defendeu no plenário a absolvição do deputado professor Luizinho, do Partido dos Trabalhadores (PT) de São Paulo. Em 2006, integrou a Comissão de Sindicância que investigou o esquema de compra de ambulâncias superfaturadas com recursos do orçamento da União às prefeituras.

Nas eleições de outubro de 2006, foi reeleito deputado federal por Alagoas na legenda do PSB. Integrou a Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; a Comissão de Direitos Humanos; a Comissão de Economia, Indústria e Comércio; e a Comissão de Finanças e Tributação. Foi ainda primeiro vice-presidente da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável. Membro da base do governo Lula (2003-), em 2007 votou a favor do recurso do PT que suspendeu a instalação da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo. No ano seguinte, pronunciou-se a favor da prorrogação da CPMF até 2011, acompanhando a decisão da bancada alagoana. Contudo, a prorrogação não foi aprovada pelo Senado, o que significou a extinção do imposto.

Casou-se com Decelis Fernandes Santos Gouveia, com quem teve dois filhos.

Alexandra Toste

 

FONTES: Estado de S. Paulo (5/10, 6/10 e 12/10/05; 11/5/06); Folha de S. Paulo (6/10/05; 11/5, 18/5, 16/12/06; 22/3, 24/4/07); Gazeta de Alagoas (9/8/06); Globo (5/10, 6/10/05; 10/3, 20/12/06); Portal da Câmara dos Deputados. Disponível em: <http://www2.camara.gov.br/deputados>; Portal do TSE. Disponível em: <http://www.

tse.gov.br/internet/eleicoes/normas_document.2006.htm>; Portal TERRA-Notícias (eleições 2006). Disponível em: <http://noticias.terra.com.br/eleicoes2006>; Projeto de Lei n. 4917/2001; Tribuna de Alagoas (24/4/05). 

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