CARLOS DE BRITO VELHO

Ajuda
Busca

Acervos
Tipo
Verbete

Detalhes

Nome: VELHO, Brito
Nome Completo: CARLOS DE BRITO VELHO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
VELHO, BRITO

VELHO, Brito

*dep. fed. RS 1963-1969.

 

Carlos de Brito Velho nasceu em Porto Alegre no dia 4 de setembro de 1912, filho de Júlio de Sousa Velho e de Carlota de Brito Velho.

Realizou seus estudos primário e ginásial no Ginásio Anchieta, na capital gaúcha, entre 1917 e 1927. Formou-se pela Faculdade de Medicina da Universidade do Rio Grande do Sul em 1934, realizando depois cursos de pós-graduação nas universidades de Paris e Genebra. Em 1938 começou a lecionar, como livre- docente na atual Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

Em janeiro de 1947, afastando-se da docência e da medicina, elegeu-se à Assembléia Constituinte gaúcha na legenda do Partido Libertador (PL), sendo um dos 39 deputados signatários da Carta estadual promulgada a 8 de julho de 1947. Entre 1960 e 1962 foi secretário de Educação e Assistência do governo do Rio Grande do Sul e, em outubro deste último ano, elegeu-se o deputado federal mais votado por aquele estado na legenda da Ação Democrática Popular, coligação formada pelo PL, a União Democrática Nacional (UDN), o Partido de Representação Popular (PRP) e o Partido Democrata Cristão (PDC). Assumiu o mandato em fevereiro de 1963, em maio do mesmo ano tornou-se vice-líder do PL e, a partir de junho de 1964, foi vice-líder do bloco parlamentar UDN-PL na Câmara dos Deputados.

Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964, e legenda na qual foi reeleito em novembro de 1966. Na Câmara participou da Comissão de Educação e Cultura. Em setembro de 1969, meses depois da edição do Ato Institucional nº 5 (AI-5), que suspendeu o funcionamento do Congresso, renunciou a seu mandato em protesto contra o completo esvaziamento do Poder Legislativo. Na ocasião, afirmou: “Hoje, precisamente, faz nove meses da decretação do recesso parlamentar. E nove meses é o maior prazo que se pode aguardar dentro da espécie humana — o resto pertence à zoologia.” Desde essa ocasião, não voltou a ocupar outro cargo político.

Em 1972 aposentou-se e, dois anos mais tarde, enviou carta ao candidato oposicionista ao Senado pelo Rio Grande do Sul, Paulo Brossard, tornando público seu apoio a essa candidatura. Afirmou na ocasião que “votar em Brossard é estar elegendo homem da linguagem espiritual de Gaspar da Silveira, Assis Brasil e Raul Pilla”.

Entre 1974 e 1975, Brito Velho ministrou aulas de filosofia no Seminário de Viamão (RS), sua última atividade como docente.

Em 1984 transferiu-se com a esposa para Torres (RS), onde permaneceu até 1997. Nesse ano, já doente, voltou para Porto Alegre.

Faleceu em Porto Alegre no dia 1º de dezembro de 1998.

Era casado com Alice Azambuja de Brito Velho, com quem teve um filho.

Ao longo de sua vida, foi um grande líder católico no Rio Grande do Sul, e, ao deixar oficialmente a política, continuou mantendo fortes contatos e sendo consultado por diversos parlamentares.

Foi ainda professor titular e catedrático da Faculdade de Filosofia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, na cadeira de fundamentos biológicos da educação.

Publicou Etiopatogenia e classificação das hipertensões arteriais permanentes, Nefrozelipóidica, Climatério feminino, Medicina e filosofia moral, Valor nutritivo dos alimentos, Educação para a democracia e Bases e diretrizes para a reforma agrária no Brasil.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1963-1967 e 1967-1971); CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; Correio do Povo (8/12/65); INF. FAM. GABRIEL AZAMBUJA DE BRITO VELHO; NÉRI, S. 16; SILVA, R. Notas; Veja (24/9/69).

 

Para enviar uma colaboração ou guardar este conteúdo em suas pesquisas clique aqui para fazer o login.

CPDOC | FGV • Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil
Praia de Botafogo, 190, Rio de Janeiro - RJ - 22253-900 • Tels. (21) 3799.5676 / 3799.5677
Horário da sala de consulta: de segunda a sexta, de 9h às 16h30
© Copyright Fundação Getulio Vargas 2009. Todos os direitos reservados