CARLOS RENAN KURTZ

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Nome: KURTZ, Renan
Nome Completo: CARLOS RENAN KURTZ

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
KURTZ, RENAN

KURTZ, Renan

*dep. fed. RS 1995-1999.

Carlos Renan Kurtz nasceu em Santa Maria (RS) no dia 10 de fevereiro de 1937, filho de Orci Irigon Kurtz e de Zelinda Carrion Kurtz.

Formou-se em direito pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) no ano de 1965, tendo sido presidente do Diretório Central dos Estudantes (DCE) da universidade durante sua graduação.

Filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), no pleito de novembro de 1963 elegeu-se vereador de Santa Maria, sendo empossado em fevereiro seguinte. Com a instauração do bipartidarismo pelo Ato Institucional nº 2 de outubro de 1965, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964.

Em 1968 foi nomeado secretário de Administração da prefeitura de Santa Maria. Ao deixar a função em 1972, passou a atuar como advogado. Após a extinção do bipartidarismo e a conseqüente reformulação partidária de novembro de 1979, ingressou no Partido Democrático Trabalhista (PDT), no qual elegeu-se deputado à Assembléia Legislativa gaúcha no pleito de novembro de 1982. Empossado em fevereiro do ano seguinte, presidiu a mesa da Assembléia, entre 1984 e 1985, foi líder da bancada do PDT, de 1985 a 1986, e chefiou a Comissão de Serviço Público da casa, entre 1986 e 1987.

Reelegendo-se no pleito de novembro de 1986, continuou na presidência da Comissão de Serviço Público, na qual atuou até 1988. Neste mandato, foi relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) criada para investigar denúncias de irregularidades no Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPERGS) e presidiu a comissão representativa que analisou a atuação da Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan).

Eleito mais uma vez em outubro de 1990, foi secretário da mesa da Assembléia, entre 1991 e 1995, e seu presidente, de 1993 a 1995. Ainda nesta legislatura, integrou a comitiva do governador Alceu Colares (1991-1995) em viagem a Washington, em 1993, e a delegação da Associação dos Parlamentares Americanos que visitou a capital norte-americana, em 1994.

Nas eleições de outubro desse último ano, elegeu-se deputado federal pelo Rio Grande do Sul na legenda do PDT, tendo como base eleitoral o município de Santa Maria. Empossado na Câmara dos Deputados em fevereiro do ano seguinte, tornou-se membro da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional e da comissão especial encarregada de analisar a proposta de prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE), além de ter integrado como suplente a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle e a comissão especial criada para analisar o projeto de emenda constitucional referente à abertura da distribuição do gás canalizado à iniciativa privada.

Durante a votação das emendas constitucionais enviadas pelo governo de Fernando Henrique Cardoso ao longo do ano de 1995, Kurtz seguiu sempre a orientação da bancada oposicionista na Câmara, votando contra a abertura da navegação de cabotagem às embarcações estrangeiras, a revisão do conceito de empresa nacional, a extinção do monopólio estatal nas telecomunicações, na distribuição do gás canalizado pelos governos estaduais e na exploração do petróleo pela Petrobras, e a prorrogação do Fundo de Estabilização Fiscal (FEF) — substituto do Fundo Social de Emergência (FSE) —, criado na legislatura anterior para garantir o financiamento do plano de estabilização econômica do governo (Plano Real).

Em 1996, foi eleito terceiro-vice-presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara e tornou-se suplente da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público, além de ter sido indicado para uma das vice-lideranças de seu partido. Em junho do mesmo ano, pronunciou-se favoravelmente à criação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) — antigo Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) —, tributo criado para financiar a área da saúde.

No pleito de outubro de 1996, candidatou-se à prefeitura de Santa Maria na legenda do PDT. Derrotado pelo candidato do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), Osvaldo Nascimento, continuou no exercício do seu mandato na Câmara dos Deputados.

Em 1997, voltou à condição de membro titular da Comissão de Relações Exteriores. Em fevereiro e novembro deste ano, respectivamente, novamente em oposição aos interesses do governo Fernando Henrique Cardoso, pronunciou-se contra a emenda que instituiu a possibilidade de reeleição para os ocupantes de cargos executivos (prefeitos, governadores de estado e presidente da República) e o destaque ao projeto de reforma administrativa do Executivo, que instituiu a possibilidade de demissão no serviço público por insuficiência de desempenho ou por excesso de gastos com pessoal.

Na eleição de outubro de 1998, candidatou-se sem êxito à reeleição pela coligação Frente Trabalhista Rio-Grandense, formada pelo PDT e partidos Social Trabalhista (PST) e da Mobilização Nacional (PMN).

Em novembro seguinte, votou contra a adoção de um limite máximo para as aposentadorias do setor público e a instituição da idade mínima e do tempo de contribuição como critério nas concessões dos benefícios para os trabalhadores da iniciativa privada. Deixou a Câmara em janeiro de 1999, ao final de seu mandato.

Renan Kurtz foi casado com Shirley Schryver, com quem teve duas filhas. Mais tarde, uniu-se a Adriane Lobo Streit, com quem teve mais um filho.

Márcia Gomes de Sousa

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (31/1/95, 14/1/96, 30/1/97, 5/2, 29/9, 10/10 e11/11/98); TRIB. REG. ELEIT. RS. Candidatos (1998).

 

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