CARLOS ROBERTO SCARPELINI

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Nome: SCARPELINI, Carlos
Nome Completo: CARLOS ROBERTO SCARPELINI

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
SCARPELINI, CARLOS

SCARPELINI, Carlos

*dep. fed. PR 1991-1995.

 

Carlos Roberto Scarpelini nasceu em Apucarana (PR) em 31 de janeiro de 1952, filho de Adelino Scarpelini e de Jandira Gomes Ferreira. Seu irmão José Domingos Scarpelini foi o prefeito local de 1989 a 1992 e deputado estadual no Paraná.

Estudou no Colégio São José, em sua cidade natal, entre 1955 e 1966. Em 1974, filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instalado no país em abril de 1964, pelo qual elegeu-se vereador em novembro de 1976. Tomou posse em janeiro do ano seguinte, permanecendo na Câmara Municipal de Apucarana até janeiro de 1983. Em novembro de 1978, concorreu à Câmara dos Deputados, pelo MDB, não obtendo êxito.

Com a aprovação da Lei Orgânica dos partidos, que extinguiu o bipartidarismo em dezembro de 1979, filiou-se ao Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB). Nas eleições de novembro de 1982, candidatou-se simultaneamente à Câmara dos Deputados e à prefeitura de Apucarana. Eleito para os dois mandatos, preferiu o segundo, que exerceu entre janeiro de 1983 e dezembro de 1988. Seu desempenho mereceu elogios da imprensa, que, ressaltando o trabalho desenvolvido na área social, apontou-o como o melhor prefeito do Paraná.

Em outubro de 1990, concorreu à Câmara dos Deputados. Eleito, assumiu em janeiro do ano seguinte. Integrou a Comissão de Viação e Transportes, Desenvolvimento Urbano e Interior e a comissão mista destinada a rever doações, vendas e concessões de terras públicas. Foi suplente da Comissão de Defesa do Consumidor, Meio Ambiente e Minorias.

Em 29 de setembro de 1992, esteve entre os 441 deputados que votaram a favor da abertura de processo de impeachment contra o presidente Fernando Collor de Melo, acusado de crime de responsabilidade durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instaurada no Congresso para investigar denúncias de corrupção contra Paulo César Farias, ex-tesoureiro de sua campanha presidencial. Afastado da chefia do Executivo após a votação na Câmara, Collor acabou renunciando ao mandato em 29 de dezembro seguinte, antes mesmo da conclusão de seu julgamento pelo Senado Federal. Foi substituído na presidência pelo vice Itamar Franco, que vinha ocupando o cargo interinamente desde 02 de outubro.

Prevista para essa legislatura, a revisão da Constituição de 1988 acabou não acontecendo e poucas alterações na Carta foram aprovadas. Entre outras votações, Scarpelini foi favorável ao fim do voto obrigatório, à revisão do conceito de empresa nacional e à criação do Imposto Provisório sobre Movimentação Financeira (IPMF) e do Fundo Social de Emergência (FSE), concebidos como fontes de financiamento para o plano de estabilização econômica do governo, batizado de Plano Real.

Disputou a reeleição em outubro de 1994, na legenda do Partido Progressista (PP) sem obter êxito. Deixou a Câmara dos Deputados no fim da legislatura, em janeiro do ano seguinte.

Nas eleições de outubro de 1996 candidatou-se à prefeitura de Apucarana pelo Partido Progressista Brasileiro (PPB), tendo sido eleito com 24.065 votos. Durante o exercício do mandato filiou-se ao Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), pelo qual candidatou-se à reeleição no pleito de outubro de 2000 ficando em segundo lugar com 19.044 votos (30,7% dos votos válidos), tendo sido derrotado por Valter Aparecido Pergorer do PFL que obteve 30.639 votos (53,0% dos votos válidos). Exerceu o mandato de prefeito até dezembro de 2000.

Em setembro de 2003 o juiz da segunda vara cível do fórum de Apucarana determinou o seqüestro dos bens de Scapelini, bloqueando as fazendas Vertentes, localizada em Paranã (TO) e Triângulo, localizada em Cândido de Abreu (PR), com o objetivo de garantir a devolução de R$ 885,8 mil aos cofres públicos, valor repassado irregularmente pelo município ao Apucarana Futebol Clube (AFC) durante sua gestão na prefeitura da cidade.

No pleito de outubro de 2006 candidatou-se a deputado federal pelo Partido Democrático Trabalhista (PDT) porém renunciou à candidatura logo após serem divulgados os nomes dos candidatos com as contas consideradas irregulares pelo Tribunal de Contas da União (TCU) dentre os quais constava o seu nome. 

Nas eleições municipais de outubro de 2008 participou ativamente da campanha de sua esposa para o mandato de vereadora em Apucarana, a candidata eleita Lucimar Nunes Scarpelini, com quem teve dois filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1991-1995); Olho no voto/Folha de S. Paulo (18/9/94); Perfil parlamentar/IstoÉ (1991); O Estado do Paraná (19/09/2003); Gazeta do Povo (26/06/2006).

 

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