CARRAZZONI, ANDRE

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Nome: CARRAZZONI, André
Nome Completo: CARRAZZONI, ANDRE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARRAZZONI, ANDRÉ

CARRAZZONI, André

*jornalista; dir. DASP 1963-1964.

 

André Carrazzoni nasceu em Santana do Livramento (RS) no dia 15 de outubro de 1897, filho de José Carrazzoni e de Elisa Gonçalves Carrazzoni.

Estudou no Ginásio Júlio de Castilhos, em Porto Alegre, e transferiu-se em 1915 para São Paulo, onde ingressou na Faculdade de Direito. Interrompendo o curso universitário, iniciou sua carreira jornalística no Correio Paulistano. Viveu exilado no Uruguai entre 1924 e 1927, e, de volta a Porto Alegre, começou a trabalhar no Diário de Notícias. Em 1930, assumiu a direção do Correio do Povo, onde permaneceria durante os três anos seguintes. Em 1932, publicou Depoimentos, livro de entrevistas e reportagens sobre a Revolução de 1930, e Sob o fogo invisível, livro de memórias sobre o mesmo episódio.

Transferindo-se para o Rio de Janeiro, então Distrito Federal, dirigiu O Radical, fundado para defender os princípios do movimento revolucionário de outubro de 1930, e a Folha Carioca. Em São Paulo, dirigiu o Jornal de Notícias. Diretor-redator do Liberdade, fundou mais tarde com alguns companheiros o vespertino A Hora, cuja direção exerceu também por dois anos.

Acusado de manter ligações com Pedro Ernesto Batista e de conduzir cartas clandestinas de presos políticos durante o período de repressão que se seguiu à Revolta Comunista de 1935, em 1939, durante o Estado Novo, publicou uma biografia do presidente da República e, em março de 1940, quando A Noite passou a fazer parte das Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nacional, foi chamado a dirigir esse jornal. Assumiu também a direção da revista Vitrina, assinando nessa ocasião crônicas políticas e literárias.

Em 1943, viajou para os EUA a convite do governo norte-americano. No ano seguinte, recebeu a medalha de honra da Escola de Jornalistas da Universidade de Missouri. Após o término da Segunda Guerra Mundial em maio de 1945, ano em que presidia o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro, foi condecorado pelo governo brasileiro com a medalha dos serviços de guerra.

Membro nato e diretor do conselho de jornalistas do Departamento de História e Documentação, instalado no palácio Guanabara, no Rio, em outubro de 1951, foi nomeado ainda nesse ano superintendente das Empresas Incorporadas ao Patrimônio Nacional, numa tentativa de recuperar o jornal A Noite, já há cinco anos em crise, e a Rádio Nacional. No entanto, não conseguiu “deter a avalanche de problemas que recaíram sobre o jornal durante o segundo governo Vargas”.

Presidiu a Comissão de Salário Mínimo da região do então Distrito Federal de 1956 a 1958, e exerceu a direção-geral do Departamento Administrativo do Serviço Público (DASP) de maio de 1963 até abril de 1964, logo após a vitória do movimento político-militar de 31 de março desse ano, que provocou a deposição do presidente João Goulart.

Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), foi ainda vice-presidente da Companhia de Indústrias Reunidas Coco.

Faleceu no Rio de Janeiro no dia 12 de outubro de 1982. Era casado com Dalila Costa Carrazzoni, com quem teve três filhas.

Além das obras citadas, publicou Horas perdidas (poesia, 1918), Getúlio Vargas (1939) e O perfil do estudante Getúlio Vargas (1943). Seu arquivo encontra-se depositado no Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil (Cpdoc) da Fundação Getulio Vargas.

 

 

FONTES: COUTINHO, A. Brasil; DOCCA, E. História; Grande encic. Delta; Grande encic. portuguesa; HIRSCHOWICZ, E. Contemporâneos; Jornal do Brasil (13/10/82); LEVINE, R. Vargas; MELO, L. Subsídios; MOREIRA, J. Dic.; Personalidades; Rev. Inst. Hist. Geog. Bras.; SOC. BRAS. EXPANSÃO COMERCIAL. Quem; VELHO SOBRINHO, J. Dic.

 

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