CARVALHO FILHO, Eleazar de

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Nome: CARVALHO FILHO, Eleazar de
Nome Completo: CARVALHO FILHO, Eleazar de

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO FILHO, Eleazar de

CARVALHO FILHO, Eleazar de

*pres. BNDES 2002-2003.

 

Eleazar de Carvalho Filho nasceu em São Paulo no dia 26 de julho de 1957, filho do maestro Eleazar de Carvalho e da compositora, pianista e escritora Jocy de Oliveira. 

Graduou-se em economia pela Universidade de Nova Yorque, em Nova Yorque, em 1979, e obteve o título de mestre em relações internacionais pela Universidade  Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland, em 1981. Completou  os estudos, em 1998, com o MBA em Corporate Financial Management pela Harvard Business School, em Cambridge, Massachusetts.

De volta ao Brasil em 1981, tornou-se assessor do Banco Citibank/Crefisul de Investimento e, posteriormente, assumiu o cargo de diretor-adjunto da área internacional,  função que exerceu até 1983. De 1986 a 1992, ocupou diversos cargos na Alcoa Alumínio S.A.  primeiro como diretor da área financeira e, em seguida, como vice-presidente do Instituto Cultural da Alcoa e superintendente da Alcoa Previ, na qual foi responsável pela seguradora e corretora de seguros. Em 1992 voltou a trabalhar em instituições financeiras  chefiando a área de finanças coorporativas do Banco de Investimentos Garantia, em São Paulo. Em 1994 aceitou o convite para dirigir o escritório desse banco no Rio de Janeiro, dedicando-se as áreas comerciais, de mercados de capitais e de private banking.  Permaneceu no Banco Garantia até 1998, quando se transferiu para o Banco Warburg Dillon Read onde ocupou os cargos de managing director e diretor-presidente,  além da  liderança da área de finanças corporativas. 

Em abril de 2000, foi convidado por Francisco Gros a integrar a equipe do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Assumiu o cargo de diretor superintendente do BNDES Participações S.A (BNDESPar), tendo sido  responsável pelo processo que permitiu a compra de ações da Petrobras com recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Em seguida, foi nomeado diretor da Secretaria Geral de Apoio à Desestatização, e respondeu pelas operações e serviços de privatização,  assim como pela diretoria da área de Produtos Estruturados do BNDES

Com a ida de Francisco Gros para a presidência da Petrobras em janeiro de 2002, assumiu a presidência do BNDES. Durante  sua gestão, manteve o modelo iniciado na  administração anterior, e o BNDES atuou como banco de investimento concedendo um empréstimo à Globo Cabo, a atual Net Brasil. Criou ainda os programas de Incentivo à Adoção de Regras de Governança Corporativa e de Apoio à Emissão de Títulos Corporativos. Permaneceu à frente do BNDES até dezembro de 2002, no final do governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002). Foi substituído por Carlos Lessa.

Em 2003, voltou a trabalhar em instituições financeiras privadas e tornou-se sócio fundador da Iposeira Gestão de Ativos. Em 2005, foi designado conselheiro da Varig e, posteriormente, ocupou a vice-presidência do conselho de administração dessa empresa,  função que exerceu até novembro desse  ano. Ao retornar às suas atividades na Iposeira, assumiu em junho de 2006 a presidência da BHP-Billiton do Brasil. Com a compra de parte do capital da Iposeira pelo Unibanco, chefiou a estruturação do Unibanco Banco de Investimento, resultado da fusão da Iposeira com o grupo Unibanco. Em fevereiro de 2009, com a fusão do Itaú com o Unibanco, o Unibanco Banco de Investimento foi extinto e  ele deixou a instituição. Em maio de 2009, passou a integrar o Comitê Especial Independente do Conselho de Administração da Aracruz. Foi ainda membro dos conselhos administrativos e consultivos do ABN Amro Banco Brasil, da Telemar, da Vale do Rio Doce, da Eletrobrás e da São Paulo Alpargatas.

Foi casado com Julia Michaels, com quem teve três filhos. Contraiu segundas núpcias com Sonia Quintella.

 

Patricia Burlamaqui

 

FONTES:  Folha de S. Paulo (10/4, 6, 8, 8, 22/12/2001, 2, 8/1, 6, 27/2, 10, 12, 14, 15, 22, 31/3, 27/4, 5, 14/5, 21/6, 3, 4, 6, 8, 26/9, 26/10, 5, 11, 30/11, 1/12, 25/12/2002, 10, 18/1, 23/2/2003, 24/3, 28/6/2004, 7, 10/5, 6/6, 7/7, 10/9, 20/10, 19, 21/11/2005, 5/3/2006, 27/1/2007, 1, 2/4, 25/10, 23/12/2008); Gazeta Mercantil (25/4/2000); O Valor Online (6/12/2001; 25/2, 6/4/2009); Tribuna da Imprensa (8/12/2001); www.BNDES.gov.br; www.whartonglobal.com/wgbf2003/lamerica/Keynote_2.asp.

 

 

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