CARVALHO FILHO, JOAQUIM INACIO DE

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Nome: CARVALHO FILHO, Joaquim Inácio de
Nome Completo: CARVALHO FILHO, JOAQUIM INACIO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO FILHO, JOAQUIM INÁCIO DE

CARVALHO FILHO, Joaquim Inácio de

*magistrado; sen. RN 1935-1937.

 

Joaquim Inácio de Carvalho Filho nasceu em Imperatriz (RN), atual município de Martins, no dia 6 de fevereiro de 1888, filho de Joaquim Inácio de Carvalho e de Maria Gomes de Oliveira Carvalho.

Fez os estudos iniciais na escola pública de sua cidade, cursando depois o Colégio 7 de Setembro, em Moçoró (RN), e o Colégio Ateneu, em Natal. Mudando-se para Pernambuco, ingressou na Faculdade de Direito de Recife, pela qual se bacharelou em 1908.

De volta ao Rio Grande do Norte, assumiu a direção do Grupo Escolar Almino Afonso, em Martins, e nessa mesma cidade iniciou sua atividade profissional como advogado. Entre 1909 e 1911, colaborou com o periódico O Martins, publicado em Natal, escrevendo artigos sobre a seca. Exerceu o mandato de deputado estadual de 1913 a 1915 e de 1916 a 1917, e foi em seguida designado promotor público na comarca de Açu, tornando-se depois juiz distrital no município de Jardim do Seridó. Durante alguns meses do ano de 1918, no governo de Joaquim Ferreira Chaves (1914-1920), ocupou a secretaria geral do estado do Rio Grande do Norte, até o momento em que foi nomeado juiz de direito na comarca de Caicó, de onde foi removido em fevereiro de 1924 para a comarca de Canguaretama, reinstalada por ele nessa ocasião.

Logo após a reforma administrativa promovida em julho de 1924 pelo governo de José Augusto Bezerra de Medeiros, assumiu a direção do Departamento de Fazenda e Tesouro, função que exerceu até 1927. Ainda nesse ano, participou das diligências realizadas contra a invasão da cidade de Apodi e de localidades vizinhas por um grupo de cangaceiros, e no mês de dezembro tornou-se desembargador do Tribunal de Justiça. Em janeiro do ano seguinte, foi colocado em disponibilidade para assumir a vice-presidência do estado, no governo de Juvenal Lamartine de Faria. No exercício dessas funções, chegou a ocupar interinamente a chefia do governo de abril a junho de 1928, de setembro a dezembro de 1929 e de junho a julho de 1930, tendo publicado nesse período artigos sobre questões administrativas nos jornais da capital. Deixou a vice-presidência do estado deposto pelo movimento revolucionário de outubro de 1930.

Com a reconstitucionalização do país em 1934, e já instaladas as constituintes estaduais, em outubro de 1935 foi eleito senador pela Assembléia Constituinte do Rio Grande do Norte na legenda do Partido Popular. Assumindo o mandato no mês seguinte, permaneceu no Senado Federal até novembro de 1937, quando o advento do Estado Novo suprimiu os órgãos legislativos do país. No período de ditadura que se seguiu, foi presidente do Conselho Administrativo de seu estado, prefeito de Natal e prefeito de Martins, aí dedicando-se também às atividades rurais.

Pertenceu a diversas instituições culturais e sociais, entre elas o Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.

Faleceu em sua cidade natal no mês de junho de 1948.

Seu filho, Joaquim Inácio de Carvalho Neto, foi deputado federal pelo Rio Grande do Norte em 1963 e 1964.

Dedicando-se às questões econômicas, publicou alguns estudos, entre os quais O baixo Açu, Vale do Upanema, Relatório sobre serviços no vale do Ceará-mirim e Seridó.

 

 

FONTES: Boletim Min. Trab. (5/36); Diário do Congresso Nacional; FICHÁRIO PESQ. M. AMORIM; Grande encic. Delta; SILVA, H. 1935.

 

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