CARVALHO, LUIS FRANCISCO DA SILVA

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Nome: CARVALHO, Luís Francisco da Silva
Nome Completo: CARVALHO, LUIS FRANCISCO DA SILVA

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CARVALHO, Luís Francisco da Silva

CARVALHO, Luís Francisco da Silva 

* dep. fed. SP 1955-1967.

 

Luís Francisco de Silva Carvalho nasceu em Cravinhos (SP) no dia 10 de abril de 1921, filho de Hildebrando Tomás de Carva­lho e de Maria Luísa da Silva Carvalho.

Fez os estudos primários no Colégio São José, em Bauru (SP), e ingressou no Ginásio Guedes de Azevedo, na mesma cidade, transferindo-se posteriormente para o Colégio Arquidiocesano de São Paulo, onde concluiu o secundário em 1937. Seguiu o curso pré-­jurídico no Liceu Rio Branco da capital pau­lista, ingressando posteriormente na Faculda­de de Direito da Universidade de São Paulo. Ainda quando estudante, iniciou suas ativida­des políticas participando da luta contra a ditadura estadonovista que se estendeu de 1937 a 1945. Candidatou-se à presidência do Centro Acadêmico XI de Agosto, da Faculdade de Direito da Universidade de São Pau­lo em 1944 e, ainda nesse ano, foi proces­sado pelo Tribunal de Segurança Nacional (órgão criado para julgar crimes políticos, que viria a ser extinto em 1945), por suas atividades de oposição ao regime do Estado Novo. Beneficiou-se com a anistia aos presos políticos, decretada em maio de 1945 e, nesse mesmo ano, formou-se em direito. Entre 1952 e 1954 foi chefe de gabinete do prefeito de São Paulo, nos governos de Armando de Arruda Pereira (1951-1953) e Jânio Quadros (1953-1954).

Em 1954 candidatou-se a deputado fede­ral por São Paulo na legenda do Partido Trabalhista Nacional (PTN), saindo-se vitorioso nas eleições de outubro. Assumiu sua cadeira em fevereiro do ano seguinte e nessa legisla­tura apoiou o governo de Juscelino Kubits­chek e seu programa, o Plano de Metas, mostrando-se favorável à transferência da capital da República para Brasília, bem co­mo à instalação no país das indústrias automobilística e naval e ao monopólio da Rede Ferroviária Federal. De acordo com o Cor­reio Brasiliense, era favorável ao intervencionismo econômico e ao monopólio estatal do petróleo, dos minérios, da eletricidade e das telecomunicações e defendia uma reforma agrária cooperativista, admitindo a desapro­priação dos latifúndios e minifúndios improdutivos, mediante indenização em dinheiro, com plena assistência aos lavradores. Opôs-­se, contudo, à cassação do líder oposicionis­ta Carlos Lacerda, deputado na legenda da UDN, solicitada por Juscelino e não autori­zada pela Câmara dos Deputados em maio de 1957.

Reeleito em outubro de 1958, dessa vez na legenda da coligação PTN-Partido Socialis­ta Brasileiro (PSB), em maio do ano seguinte foi escolhido líder de seu partido na Câmara, passando a vice-líder em abril de 1961. Após a renúncia do presidente Jânio Quadros (25/8/1961), votou a favor da edição da Emenda Constitucional n°.4 que, em setem­bro de 1961, implantou o parlamentarismo como forma de governo que permitiu a pos­se do vice-presidente João Goulart, vetada pelos ministros militares. Mais tarde apoiaria a antecipação do plebiscito que, inicialmente previsto para 1965, acabaria por se realizar em janeiro de 1963, decretando o retorno ao sistema presidencialista de governo.  Votou pela Emenda Constitucional n°.5, de novem­bro de 1961, que ampliou a participação dos municípios na arrecadação tributária nacio­nal. Ainda nesse mês, apoiou o reatamento das relações diplomáticas com a União Sovié­tica, rompidas desde 1947.

Em outubro de 1962, foi mais uma vez eleito, na legenda da coligação PTN-Movi­mento Trabalhista Renovador (MTR). Após o movimento político-militar de abril de 1964, com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional n°.2 (27/10/1965) e a posterior instauração do bipartidarismo, fi­liou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar. Declarou ao Correio Brasiliense ser favorável à reforma eleitoral, ao fortaleci­mento dos partidos políticos nacionais e contrário à influência econômica nas elei­ções. Deixou a Câmara ao final da legislatura, em janeiro de 1967.

Ainda este ano, assumiu a chefia de gabinete do prefeito Faria Lima, permanecendo no cargo até 1968, quando tornou-se secretário Estadual de Justiça no governo Abreu Sodré (1967-1971), deixando a pasta no ano seguinte. Em 1972 assumiu o cargo de desembargador junto ao Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, onde permaneceu até 1985, quando aposentou-se.

Casou-se com Célia de Silos Carvalho, com quem teve cinco filhos.

 

FONTES: CÂM. DEP. Anais (1961-1); CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados bra­sileiros.  Repertório (1946-1967 e 1963-1967); CÂM. DEP. Relação dos dep.; CÂM. DEP. Relação nominal dos senhores; CAMPOS, Q. Fichário; Eleitos;  INF. BIOG.;SUP. ELEIT. Dados (3, 4 e 6).

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