CASTRO, CELSO TOVAR BICUDO DE

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Nome: CASTRO, Celso Tovar Bicudo de
Nome Completo: CASTRO, CELSO TOVAR BICUDO DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, CELSO TOVAR BICUDO DE

CASTRO, Celso Tovar Bicudo de

*militar; rev. 1935.

 

Celso Tovar Bicudo de Castro nasceu no dia 20 de dezembro de 1907, filho de família paulista cujas origens remontam à época do povoamento da capitania.

Sentou praça em abril de 1924, ingressando na Escola Militar do Realengo, no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, que o declarou aspirante-a-oficial da arma de infantaria em novembro de 1930.

Promovido a segundo-tenente em junho de 1931 e a primeiro-tenente em novembro do ano seguinte, participou do levante de novembro de 1935, liderado pelo Partido Comunista Brasileiro, então Partido Comunista do Brasil (PCB), em nome da Aliança Nacional Libertadora (ANL), organização de tendência nacionalista e antifascista que congregava diversos setores comunistas e liberais. Deflagrada inicialmente em Natal, a revolta teve desdobramentos no Rio de Janeiro, com o levante no dia 26 de novembro do 3º Regimento de Infantaria (3º RI), sediado na Praia Vermelha, onde Celso Tovar já servira e onde acabou atuando durante o movimento. Segundo depoimento prestado pelo tenente-coronel Henrique Pereira, subcomandante do 3º RI, Celso Tovar, ao lado do primeiro-tenente Durval Miguel de Barros, teve como missão prender os oficiais que não haviam aderido ao movimento. Quando a revolta foi sufocada 24 horas depois, Celso Tovar conseguiu evadir-se, não tendo sido preso.

Teve sua patente cassada pelo Decreto nº 558, de 31 de dezembro de 1935, pela participação na revolta. Em maio de 1937, foi condenado à revelia, pelo Tribunal de Segurança Nacional, a oito anos de prisão. Refugiou-se então no Uruguai, de onde, juntamente com o major Alcedo Cavalcanti e o oficial Paulo Machado Carrion, dirigiu-se à Europa, a fim de participar, do lado republicano, da Guerra Civil Espanhola (1936-1939). Chegando a Paris, no entanto, os três militares desentenderam-se com as autoridades espanholas e retornaram ao Uruguai.

Após sua volta ao Brasil, tornou-se assistente da gerência da Companhia Fiat Lux de Fósforos de Segurança.

Faleceu no exercício dessa função no Rio de Janeiro, no dia 1º de outubro de 1973.

 

FONTES: BARATA, A. Vida; Jornal do Brasil (7/10/73); PORTO, E. Insurreição; SILVA, H. 1935; SILVA, H. 1937.

 

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