CASTRO, DARIO PAIS LEME DE

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Nome: CASTRO, Dario Pais Leme de
Nome Completo: CASTRO, DARIO PAIS LEME DE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
CASTRO, DARIO PAIS LEME DE

CASTRO, Dario Pais Leme de

*militar; comte-em-ch. Esquadra 1936-1937.

 

Dario Pais Leme de Castro nasceu no Rio de Janeiro, então capital do Império, em 20 de junho de 1878, descendente de tradicional família paulista.

Ingressou na Marinha em novembro de 1895, cursando a Escola Naval. Tornou-se segundo-tenente em dezembro de 1899, primeiro-tenente em dezembro de 1900, capitão-tenente em outubro de 1906 e capitão-de-corveta em dezembro de 1917. Promovido a capitão-de-fragata em fevereiro de 1925, foi posteriormente nomeado diretor da Escola de Aviação da Marinha. Já depois da Revolução de 1930, alcançou a patente de capitão-de-mar-e-guerra em junho de 1932 e a de contra-almirante em janeiro de 1934. De junho desse ano a 1936 foi diretor da Aeronáutica Naval, e entre janeiro de 1936 e janeiro de 1937, comandante-em-chefe da Esquadra. Por essa época, integrou também a Comissão Nacional de Repressão ao Comunismo, órgão criado em janeiro de 1936 dentro da campanha anticomunista que se seguiu à revolta de novembro do ano anterior.

Em 1º de outubro de 1937, o Congresso votou favoravelmente à reinstauração do estado de guerra — que já havia vigorado de março de 1936 a junho de 1937 em todo o país —, dessa vez sob o pretexto da ameaça representada pela “descoberta” do Plano Cohen, documento forjado que revelava um plano de derrubada do governo pelos comunistas. Por decreto do dia 7 desse mesmo mês, Dario de Castro foi indicado pelo presidente Getúlio Vargas para, ao lado do general Newton Cavalcanti e do ministro da Justiça, José Carlos de Macedo Soares, supervisionar em nível nacional a Comissão Executora do Estado de Guerra. No dia 10, em entrevista ao jornal O Radical, declarou que todos que não fossem publicamente anticomunistas eram, por definição, comunistas. No dia 15, a imprensa noticiou os primeiros atos da comissão — reconduzir Pedro Ernesto Batista, ex-prefeito do Distrito Federal, à prisão, e declarar a maçonaria ilegal por se tratar de instituição comunista. Criadas todas as condições para a deflagração de um golpe, o Estado Novo foi finalmente decretado em 10 de novembro seguinte.

Dario de Castro foi promovido a vice-almirante em fevereiro de 1938 e em 1940 dirigiu a Marinha Mercante.

 

 

FONTES: CORRESP. SERV. DOC. GER. MAR.; LEVINE, R. Vargas; MIN. MAR. Almanaque (1941); PEIXOTO, A. Getúlio; SILVA, H. 1937; WANDERLEY, N. História.

 

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