CECCATO, OTAVIO

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Nome: CECCATO, Otávio
Nome Completo: CECCATO, OTAVIO

Tipo: BIOGRAFICO


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CECCATO, Otávio

CECCATO, Otávio

* dep. fed. SP 1975-1979.

 

Otávio Ceccato nasceu em Campinas (SP) no dia 27 de novembro de 1945, filho de Fioravante Ceccato Otávio e de Amélia Ceccato.

Estudou direito na Fundação Pinhalense de Ensino, onde se formou em 1971. No ano seguinte elegeu-se vice-prefeito de Campinas na chapa de Orestes Quércia e assumiu a presidência da Sociedade de Água e Saneamento S.A (Sanasa). Em 1973, devido ao afastamento de Quércia da prefeitura para candidatar-se ao Senado, tornou-se prefeito.

Em novembro de 1974 foi eleito deputado federal por São Paulo na legenda do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), partido de oposição ao regime militar instaurado no país em abril de 1964. Em 1975, na Câmara, integrou a Comissão de Trabalho e Legislação Social e foi suplente da Comissão de Economia, Indústria e Comércio. Sempre ligado ao senador Orestes Quércia, foi um dos três candidatos do MDB à prefeitura de Campinas nas eleições de novembro de 1976 – a vitória foi do também emedebista Francisco Amaral. Otávio Ceccato deixou a Câmara em janeiro de 1979, ao fim da legislatura. Com a extinção do bipartidarismo em novembro, ingressou no Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), agremiação sucessora do MDB.

Na campanha vitoriosa de Orestes Quércia ao governo estadual paulista em novembro de 1986, Ceccato foi um dos tesoureiros. Em 1987 foi nomeado por Quércia (1987-1991) para a presidência do Banco do Estado de São Paulo (Banespa), embora tivesse sido indiciado por estelionato em três ocasiões, nos municípios de Campinas e Sumaré. A causa eram operações supostamente irregulares no mercado imobiliário realizadas pelo Grupo Imobiliário Otávio Ceccato-Jorge Said no final da década de 1970. Todos os processos, porém, foram arquivados.

No período em que esteve à frente do Banespa, Ceccato foi envolvido em dois escândalos que comprometeram a imagem da gestão Quércia. O primeiro foi a compra pela corretora do banco, a Banescor, de apólices do tesouro municipal de São Paulo e de ações da Perdigão Agroindustrial, por valores acima do mercado e que causaram um prejuízo de 5,6 milhões de dólares aos cofres públicos. O segundo foi a contratação, sem concorrência pública e por preços superfaturados, da empresa responsável pelos bilhetes da loteria Raspadinha. Por fornecer informações falsas ao Banco Central na ocasião de sua posse no Banespa, omitiu os processos judiciais aos quais respondia, foi denunciado pela Procuradoria Geral da República por falsidade ideológica. Apesar das acusações, Ceccato assumiu em maio de 1998 a pasta da Indústria e Comércio do governo. Contudo, em razão das crescentes pressões do PMDB, preocupado com as repercussões das denúncias em um ano eleitoral, foi afastado em setembro seguinte.

Em outubro de 1992, o juiz criminal da 2ª Vara federal em São Paulo instaurou processo para apurar denúncia de falsidade ideológica contra Ceccato. Em novembro de 1995, Quércia, Ceccato e os ex-diretores da corretora Iveplan foram condenados, por operações fraudulentas que causaram prejuízos ao erário, a restituir cerca de 5 milhões de dólares aos cofres públicos.

Casou-se com Maria Lígia Ceccato.

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados; CÂM. DEP. Deputados Brasileiros. Repertório (1975-1979); Estado de São Paulo (24, 25, 27 e 31/5, 1 e 2/6/88, 12/7/90); Folha de São Paulo (25 e 29/5/88, 1 e 2/6/88, 17/10/92, 25/10/95); Globo (24 e 25/5/88); Jornal do Brasil (18/8/76, 16/10/78 e 25/5/88); NÉRI, S. 16.

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