Celso Roberto Pitta do Nascimento

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Nome: PITTA, Celso
Nome Completo: Celso Roberto Pitta do Nascimento

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

PITTA, Celso

* pref. São Paulo 1997-2000.

 

Celso Roberto Pitta do Nascimento nasceu no Rio de Janeiro, então Distrito Federal, no dia 29 de setembro de 1946.

Graduou-se em economia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1968 e trabalhou como economista no Ministério do Planejamento de 1969 a 1971. Nesse ano fez pós-graduação em economia na Universidade de Leeds, na Inglaterra. Em 1974 assumiu o cargo de diretor de controle e fiscalização do Estaleiro Mauá. Em 1980 fez pós-graduação em administração na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, em 1981 trabalhou como assessor na área financeira para a Global Transporte Oceânico, e no ano seguinte foi nomeado diretor administrativo da Casa da Moeda.

Em 1987 passou a trabalhar como diretor financeiro da Eucatex, empresa de propriedade da família Maluf. Em 1993, na gestão de Paulo Salim Maluf na prefeitura de São Paulo (1993-1997), foi nomeado secretário municipal de Finanças. Em 1995 filiou-se ao Partido Progressista Reformador (PPR), que no mesmo ano passou a se chamar Partido Progressista Brasileiro (PPB). Indicado por Maluf como candidato à sua sucessão na eleição de 1996, e com o forte e decisivo apoio deste, foi eleito no segundo turno vencendo a disputa com Luísa Erundina, candidata do Partido dos Trabalhadores (PT). Tomou posse em janeiro de 1997, tornando-se o primeiro afro-descendente a ser eleito prefeito da maior cidade brasileira, fato que foi explorado durante sua campanha.

Seu governo foi marcado pela continuidade de projetos da gestão anterior, como o “Cingapura”, programa de verticalização de favelas, e o Plano de Atendimento à Saúde (PAS), que transferia a administração de hospitais e postos de saúde da cidade de São Paulo para cooperativas de médicos. Também teve destaque uma de suas propostas de campanha: o “Fura-Fila”, projeto de veículo leve sobre pneus (VLP) que deveria ligar, por meio de uma ponte sobre o rio Tamanduateí, o bairro do Ipiranga e o parque D. Pedro II, no centro da capital paulista. A obra, iniciada em 1997, foi concluída somente dez anos depois, com mudanças no projeto original e um custo maior para a prefeitura.

Sua gestão também foi marcada por uma série de escândalos e denúncias de corrupção. Entre eles, destacou-se o escândalo da “Máfia da Propina” envolvendo vereadores, administradores regionais e fiscais da prefeitura em denúncias de corrupção e improbidade administrativa. O caso foi investigado por uma comissão parlamentar de inquérito (CPI) instalada na Câmara de Vereadores em março de 1999. Nesse mês Celso Pitta deixou o PPB, rompendo com seu padrinho político Paulo Maluf. Em maio, um pedido de abertura de processo de impeachment contra o prefeito em função desse escândalo foi rejeitado. A CPI teve seu trabalho finalizado por decisão do plenário, interrompendo as investigações, mas, pela primeira vez na história da Casa, foram cassados dois vereadores envolvidos no escândalo. Em setembro Celso Pitta filiou-se ao Partido Trabalhista Nacional (PTN).

Em março de 2000 foi apresentado à Câmara de Vereadores novo pedido abertura de processo de impeachment, baseado em 11 acusações constantes de denúncia formulada pela seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). Outro momento crítico ocorreu em maio, com a decretação do afastamento de Celso Pitta do cargo pelo Tribunal de Justiça de São Paulo, por gasto irregular com propaganda, em ação movida pelo Ministério Público do Estado de São Paulo. No período de 18 dias em que ficou afastado, a prefeitura ficou sob a responsabilidade do vice-prefeito Régis de Oliveira, do Partido da Mobilização Nacional (PMN). Por meio de um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), conseguiu, porém, recuperar o mandato. A votação do pedido da OAB-SP ocorreu em julho de 2000, e o pedido foi rejeitado pela maioria dos parlamentares.

Na eleição de 2002 candidatou-se a deputado federal na legenda do Partido Social Liberal (PSL), mas não se elegeu. Candidatou-se novamente em 2006 na legenda do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), mas também dessa vez não teve sucesso.

Faleceu em 20 de novembro de 2009 na cidade de São Paulo, vítima de câncer.

Casou-se com Nicéia Camargo, com quem teve dois filhos. Separado, num segundo matrimônio se uniu a Rony Golabek.

Escreveu o livro Política e preconceito (2002).

 

Fontes consultadas:

Site do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo <www.tre-sp.gov.br>, acesso em 24/10/2009.

Site da Procuradoria da República em São Paulo <www.prsp.mpf.gov.br>, acesso em 28/6/2009.

Estadão.com.br, 19/10/2009. Disponível em <www.estadao.com.br>, acesso em 24/10/2009.

Folha de São Paulo, 26/3/1999, 10/6/1999, 26/8/1999, 30/8/1999, 9/9/1999, 26/2/2000, 13/6/2000, 10/7/2000, 11/7/2000, 12/2/2001, 17/9/2001, 8/7/2008, 9/7/2008 e 8/4/2009. Disponível em <www.folha.uol.com.br>, acesso em 26/6/2009 e 24/10/2009.

Veja, 31/7/1996, 4/9/1996, 9/10/1996, 20/11/1996, 29/1/1997, 7/7/1999, 15/3/2000, 16/7/2008, 6/5/2009 e 2/12/2009. Disponível em <http://veja.abril.com.br/acervodigital/>, acesso em 24/10/2009.

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