CEOLIM, PEDRO

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Nome: CEOLIM, Pedro
Nome Completo: CEOLIM, PEDRO

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CEOLIM, Pedro

*dep. fed. ES 1983-1987; const. 1987-1988; dep. fed. ES 1987-1991.

Pedro Ceolim Sobrinho nasceu em Colatina (ES) no dia 28 de maio de 1932, filho de Guerino Ceolim e de Maria Catelan Ceolim.

Comerciante e proprietário rural, iniciou a carreira política como vereador da Câmara Municipal de Linhares (ES), pela legenda da União Democrática Nacional (UDN), de 1959 a 1963. Com a extinção dos partidos políticos pelo Ato Institucional nº 2 (27/10/1965) e a posterior implantação do bipartidarismo, filiou-se à Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de sustentação do regime militar instaurado no país em abril de 1964.

Em novembro de 1970 foi eleito suplente de senador pelo Espírito Santo nessa legenda, mas não chegou a exercer o mandato em nenhum momento.

Com a extinção do bipartidarismo, em 29 de novembro de 1979, e a conseqüente reformulação partidária, filiou-se ao Partido Democrático Social (PDS), sucessor da Arena, e no pleito de novembro de 1982 conquistou uma cadeira de deputado federal pelo Espírito Santo. Tomou posse em março de 1983, participando dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Agricultura e Política Rural.

Em 25 de abril de 1984, esteve ausente na votação da emenda Dante de Oliveira, que propunha o restabelecimento de eleições diretas para a escolha do novo presidente da República em novembro daquele ano. Com a derrota de tal proposta — faltaram 22 votos para que a emenda fosse aprovada na Câmara e encaminhada à apreciação pelo Senado Federal —, o sucessor de João Figueiredo (1979-1985) foi escolhido numa eleição indireta, realizada por meio de um colégio eleitoral reunido no dia 15 de janeiro de 1985. Pedro Ceolim votou em Paulo Maluf, candidato do regime, derrotado por Tancredo Neves, lançado pela Aliança Democrática, uma união do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB) com a dissidência do PDS abrigada na Frente Liberal. Doente, Tancredo não chegou a ser empossado na presidência, vindo a falecer em 21 de abril de 1985, sendo substituído pelo vice José Sarney, que já vinha exercendo interinamente o cargo desde 15 de março.

Restaurado o regime civil, Pedro Ceolim aderiu ao Partido da Frente Liberal (PFL), tendo sido o único malufista do Espírito Santo a eleger-se deputado federal constituinte no pleito de novembro de 1986. Empossado em fevereiro de 1987, participou como titular da Subcomissão do Sistema Financeiro, da Comissão do Sistema Tributário, Orçamento e Finanças, e como suplente, da Subcomissão da Educação, Cultura e Esportes, da Comissão da Família, da Educação e Esportes, da Ciência e Tecnologia e da Comunicação.

Votou contra a pena de morte, a limitação do direito de propriedade, a remuneração de 50% superior para o trabalho extra, a jornada semanal de 40 horas, o turno ininterrupto de seis horas, a demissão sem justa causa, o aviso prévio proporcional, a pluralidade sindical, o voto aos 16 anos, a nacionalização do subsolo, a estatização do sistema financeiro, a limitação dos encargos da dívida externa, a criação de um fundo de apoio à reforma agrária, a desapropriação da propriedade produtiva. E a favor do rompimento de relações diplomáticas com países que praticassem políticas de discriminação racial, do mandato de segurança coletivo, da soberania popular, do presidencialismo, do limite de 12% ao ano para os juros reais, da proibição do comércio de sangue. Com a promulgação da nova Carta em 5 de outubro de 1988, passou a exercer apenas o mandato ordinário.

Sem tentar a reeleição, deixou a Câmara dos Deputados ao término da legislatura, em janeiro de 1991, dedicando-se a suas atividades empresariais: uma emissora de rádio e uma revendedora de veículos, em Linhares, e uma outra revendedora, na Bahia.

Casado com Alair Amélia Néspoli Ceolim, teve cinco filhos. Um deles, Plácido, casou-se com uma filha de Hélio Manhães, deputado federal pelo Espírito Santo.

FONTES: ASSEMB. NAC. CONST. Repertório (1987-1988); CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1983-1987); INF. Hélio Manhães.

 

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