CERANTO, ALEXANDRE

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Nome: CERANTO, Alexandre
Nome Completo: CERANTO, ALEXANDRE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:

CERANTO, Alexandre

*dep. fed. PR 1995-1996 e 1997-1998.

 

Alexandre Ceranto nasceu em Botucatu (SP) no dia 26 de junho de 1934, filho de Bortolo Ceranto e de Leontina Conti Ceranto.

Com apenas o curso primário concluído, em 1970 tornou-se diretor-presidente do Frigorífico Umuarama, na cidade de mesmo nome, no Paraná.

Em 1976 passou a exercer a função de juiz de paz da comarca de Umuarama, na qual permaneceria até 1983. Ainda em 1976 foi nomeado vice-presidente do Sindicato de Frios e Carnes do Paraná, em Curitiba, desempenhando a função até 1980. Presidente do Serviço Autárquico de Pavimentação Asfáltica de Umuarama em 1977, esteve à frente da entidade até o ano seguinte. Em 1982 assumiu a presidência da Associação Comercial e Industrial de Umuarama, cargo que ocupou até 1986, tendo sido vice-presidente da Associação Comercial do Norte do Paraná, entidade sediada em Maringá,  de 1983 a 1984.

Filiando-se ao recém-criado Partido da Frente Liberal (PFL) em 1985, tornou-se membro da comissão executiva do partido no ano seguinte. Nessa legenda foi eleito deputado estadual constituinte no pleito de novembro de 1986. Empossado na Assembleia Legislativa do Paraná em março de 1987, integrou as comissões de Segurança e de Finanças.

Em 1987 foi nomeado presidente da Associação Rural Industrial de Umuarama,  cargo que exerceu por cerca de dois anos Nas eleições realizadas em novembro de 1988, elegeu-se prefeito de Umuarama na legenda do PFL. Renunciou ao mandato de deputado estadual e assumiu a prefeitura em 1º de janeiro do ano seguinte.

Em 1990, passou a exercer a presidência do PFL em Umuarama. Nesse mesmo ano, viajou a Portugal por ocasião de um evento que consagrou essa cidade paranaense como co-irmã da portuguesa Castelo Branco. Encerrou o mandato na prefeitura em 31 de dezembro de 1992.

Candidatou-se a deputado federal pelo Paraná na legenda do PFL no pleito de outubro de 1994, obtendo uma suplência. Em 3 de fevereiro do ano seguinte foi empossado na Câmara dos Deputados em substituição a Reinhold Stephanes, que assumiu a pasta da Previdência Social do primeiro governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-1999).

Integrou, em 1995, as comissões de Orçamento e de Seguridade Social e Família, e foi terceiro-vice-presidente da comissão especial criada na Câmara para analisar a política nacional contra as drogas. Nas votações das emendas constitucionais propostas pelo governo em 1995, seguindo a orientação do seu partido, votou a favor da mudança no conceito de empresa nacional, da prorrogação do Fundo Social de Emergência (FSE),  rebatizado de Fundo de Estabilização Fiscal (FEF), que permitia ao governo realocar 20% da arrecadação de impostos sem que estas verbas ficassem obrigatoriamente vinculadas aos setores de saúde e educação, da quebra dos monopólios estatal nas telecomunicações, dos estados na distribuição de gás canalizado, das embarcações nacionais na navegação de cabotagem e da Petrobras na exploração de petróleo.

Em 1996, participou das comissões de Minas e Energia e de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara, e da Comissão Mista (Câmara e Senado) de Planos, Orçamentos Públicos e Fiscalização do Congresso. Em abril desse último ano, voltou à condição de suplente. Retornou à Câmara em janeiro de 1997 em substituição a Vílson Santini, e participou dos trabalhos legislativos como titular da Comissão de Agricultura e Política Rural. Afastou-se mais uma vez do exercício do mandato em abril de 1998, em virtude do retorno de Reinhold Stephanes à Câmara. Não concorreu a um novo mandato em outubro de 1998.

Disputou as eleições para a prefeitura de Umuarama em outubro de 2004 pelo Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), mas não se elegeu. No pleito de outubro de 2006 apoiou a reeleição ao governo do estado de Roberto Requião, candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), apesar de estar filiado ao PSDB que fazia oposição ao governo no plano estadual.

Presidente do diretório municipal do PSDB de Umuarama, faleceu em Curitiba no dia 16 de fevereiro de 2008.

Era casado e teve seis filhos. Seu genro, Nelson Garcia, foi deputado estadual pelo PSDB e secretário do Trabalho no governo de Roberto Requião (2006-2009).

 

FONTES: CÂM. DEP. Deputados brasileiros. Repertório (1995-1999); Folha de S. Paulo (14/1/1996 e 5/2/1998); Gazeta do Povo (17/2/2008); Umuarama Ilustrado (2/10/2008).

 

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