CLAUDIO ROBERTO BERTOLDO LANGONE

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Nome: LANGONE, Claúdio
Nome Completo: CLAUDIO ROBERTO BERTOLDO LANGONE

Tipo: BIOGRAFICO


Texto Completo:
PEDRO, Erasmo Martins

LANGONE, Cláudio

* pres. UNE 1989-1991

 

 

Cláudio Roberto Bertoldo Langone nasceu em Tupanciretã (RS) no dia 8 de agosto de 1965, filho de Cláudio Alberto Braga Langone e de Deonir Bertoldo Langone. Seu pai foi dirigente da Aliança Renovadora Nacional (Arena), partido de apoio ao regime militar instaurado no país em abril de 1964, na década de 1970.

Em 1983, iniciou o curso de engenharia química da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), no Rio Grande do Sul.

No ano seguinte, ingressou no Partido dos Trabalhadores (PT) e tornou-se secretário geral da Secretaria de Casas de Estudantes do Rio Grande do Sul (SECERGS). Em 1985, foi eleito membro do diretório acadêmico do Centro de Tecnologia (DACTEC), permanecendo na diretoria até o ano seguinte. Em 1987, foi eleito secretário geral do diretório central dos Estudantes (DCE) da UFSM.

No ano seguinte, participou como delegado do 39° Congresso da União Nacional dos Estudantes (UNE), realizado em São José dos Campos (SP), sendo eleito vice-presidente da Regional Sul da entidade.

Eleito membro da executiva municipal do PT de Santa Maria em 1989,  em setembro deste ano, participou do 40° congresso da UNE, realizado em Brasília (DF), no qual foi eleito presidente da entidade, com o apoio do PT, sucedendo a Juliano Corbelini, também ligado a este partido. Esta foi a primeira gestão, após a reconstrução da UNE em 1979, em que a composição da diretoria foi proporcional aos votos obtidos por cada chapa. Transferiu-se, então, para São Paulo, local da sede nacional da entidade, trancando a matrícula no curso de engenharia química da UFSM.

Destacaram-se como realizações de sua gestão, a prévia nacional para a eleição presidencial de 1989, a campanha “Educação não Rima com Lucro”, a campanha contra o serviço militar obrigatório e a organização do V Seminário Nacional de Reforma Universitária. Deixou a presidência da UNE em julho de 1991, passando o cargo no 41° congresso da entidade, que elegeu Patrícia De Angelis, apoiada pelo Partido Comunista do Brasil (PC do B), que retomou, dessa maneira, sua hegemonia no movimento estudantil. Ainda este ano, foi eleito novamente para a Executiva Municipal do PT de Santa Maria, aí permanecendo até 1992. Nesse mesmo ano, concluiu o curso de engenharia química da UFSM.

Em 1993, foi coordenador do Programa de Controle da Poluição Industrial de Porto Alegre, na gestão do prefeito Tarso Genro, do PT. Em 1994, tornou-se supervisor de meio ambiente da Secretaria Municipal do Meio Ambiente de Porto Alegre, permanecendo no cargo até o ano seguinte. Em 1996, tornou-se titular daquela secretaria, que veio a ocupar até o final da gestão de Tarso Genro, em 1º de janeiro de 1997, quando passou então a assessor especial para meio ambiente e saneamento da prefeitura, cargo no qual permaneceu entre 1997 e 1998.

No início de 1999, tornou-se diretor-presidente da Fundação Estadual de Proteção Ambiental Luiz Henrique Roessler (FEPAM), órgão executivo responsável por políticas para a temática, no âmbito da secretaria estadual de saúde e meio ambiente. Em Agosto do mesmo ano, esta foi desmembrada e foi então criada uma pasta específica para o setor no estado, a Secretaria de Meio Ambiente do Rio Grande do Sul, da qual Langone foi designado secretário.

Em 2001, foi eleito para a presidência da Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (ABEMA).

Dois anos depois, Marina Silva foi nomeada pelo presidente Lula para assumir o Ministério do Meio Ambiente. A nova ministra, por sua vez, indicou Claudio Langone para exercer o cargo de secretário-executivo do Ministério. Durante a gestão, participou, dentre outros tentos: da criação do Plano de Ação para a Prevenção e o Controle do Desmatamento na Amazônia Legal – em integração com outros 13 ministérios -, da criação da Universidade da Floresta do Alto Juruá (UNIFLORA), trabalhou pela aprovação da Lei da Mata Atlântica - sancionada em 2006. Em Abril de 2007, teria sido responsabilizado por um parecer técnico do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) contrário à construção de duas hidrelétricas no Rio Madeira e acabou exonerado do cargo.

Passou a dedicar-se à atividade de consultor da ABEMA e da associação de municípios para o tema do meio ambiente.

A partir de 2009, passou a atuar no Ministério dos Esportes, como coordenador da Câmara Temática Nacional de Meio Ambiente e Sustentabilidade para a Copa do Mundo de 2014.

Casou-se com Fátima Lucília Vital Rodrigues.

 

 

FONTES: Portal do ABEMA. Disponível em: <http://www.abema.org.br>. Acesso em 09/04/2014; Portal do Governo Federal sobre a Copa 2014. Disponível em: <http://www.copa2014.gov.br>. Acesso em 09/04/2014; Portal da SEMA (Secretaria do Meio Ambiente). Disponível em: <http://www.sema.rs.gov.br/>. Acesso em 09/04/2014.

 

 

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